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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Não me atenho a Pretéritos


Óh brisas abusadas das lembranças
Leva depressa daqui
De cá de dentro de mim
Qualquer sonho de Amor
Que não vivi plenamente
Pois eles para mim jazem
Complemente... Em algum lugar
Mesmo porque desses sonhos
De Amor lá do pretérito, por decerto,
Já não mais me lembro  
De nenhum sequer!

Fluam outros novos sonhos Ora!
Pois à toa estou eu aqui agora
Senão ventos violentos
De alhures ou mesmo daqui
Sussurrar-me-ão...novamente,
Amores breus... Escusos... Cênicos!
E não os quero, no momento.

Terei eu outros devaneios sim
E bem os quero por demais agora
Em neon lilás doravante... Quiçá!
Os em breus entretanto, se os tive,
Sepultaram-se lá no Pretérito distante.
Despertá-los às essas alturas da Vida
Seria lambuzar-se, novamente,
De incontáveis desencantos e descontros
Totalmente inconcebíveis,
Neste agora...
Porquanto urge –me, neste então,
 Outros Sonhos, muito mais lindos, enfim.  

RELMendes 27/04/2017



terça-feira, 25 de abril de 2017

Apalhaçaram-me nesses tempos extremos



Ah Sem verso algum
Sem poema nenhum
Sem nada que em mim
Se esperance nesse agora
Mórbido porquanto quase
Barroco ou rococó ou um
outro cocô qualquer
Cético, ou palhaço, triste,
Verdadeiramente
De há muito, o sou
E quiçá você, também,
Por conta desse abominável gesto
De lesa à Pátria que hora, por aqui,
Galopa desenfreado!

-Pois essa bandalheira...descabida,
Correndo por aí à solta...País afora,
Nesses tempos extremos que hora vivemos
Faz-me  sentir como se fora eu um Palhaço, triste,
Que acabara de sair de um picadeiro alegre!

-Ah Destarte, sem impulsão alguma
Desaprendi a voar além
Desregalei-me  em dar
Alegria a outrem
- Não importa quem -
Vez que renego fiar-me
Em humanos aboletados
Uns nas tetas dos outros
E est’outros nas daquel’outros
Mas todos juntos se refastelam gulosos
Nas já secas mamas da Pátria Mãe Gentil
Sem nunca cessar suas ganâncias... Jamais!

-Pois essa bandalheira...descabida,
Correndo por aí  à solta...País afora,
Nesses tempos extremos que hora vivemos
Faz-me  sentir como se fora eu um Palhaço, triste,
Que acabara de sair de um picadeiro alegre!


-E mesmo em face desse tédio
De quem não espera a morte
- Angustia de todo morrente -
Nenhum deles tampouco, sequer,
Vislumbra alhures, nada, além
Senão a crença de que se farão
Imortais ou imortalizados
Em nomes de ruas vielas
Ou em outros breguerços quaisquer
- públicos ou privados –
Onde jazerão seus desbotados nomes
Com o passar do tempo sujeito, deveras,
A incontáveis intempéries por demais cruéis!

-Ah Sem verso algum
Sem poema nenhum
Sem nada que em mim
Se esperance nesse agora
Mórbido porquanto quase
Barroco ou rococó ou um
Outro cocô qualquer
Cético, ou palhaço, triste,
Verdadeiramente
De há muito, o sou
E quiçá você, também,
Por conta desse abominável gesto
De lesa à Pátria que hora, por aqui,
Galopa desenfreado!

-Pois essa bandalheira...descabida,
Correndo aí  à solta...País afora,
Nesses tempos extremos que hora vivemos
Faz-me sentir como se fora eu um Palhaço, triste,
Que acabara de sair de um picadeiro alegre!

RELMendes 25/04/2017


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Auscutar a “Quem” só fala no silêncio, é dom


O silêncio é o sacrário do “Espírito do Senhor”...
Queres ouví-Lo a sussurrar em su’alma sedenta de Deus?
Então, silencia-te... Profundamente!

Saborearás, destarte, então, os doces balbúcios
Do “Consolador” Prometido por Cristo
- quando em retorno à “ Casa do Pai” -
Que sempre nos sonda as profundezas d’alma
Vez que em nós habita mora reside
Para conduzir-nos, nos desertos da vida,
Rumo à Jerusalém Celeste...

E quando a trilharmos... Bem devagarinho!
Por ali onde Deus habita soberanamente,
Ainda que sejamos tão humanos,
Resvalaremos , serenamente,  em Sua intimidade,
A auscutá-Lo...orvalhados de felicidade e uma paz sem-fim,
Mesmo que ainda estejamos a perambular nos lindos Jardins
Dessa  nossa querida e acolhedora Mãe Terra.



RELMendes 11/04/2017 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

AMERÍNDIOS, PRIMEIROS DONOS DO BRASIL


Óh Ameríndios, primeiros donos e probos zeladores 
dessas terras desse imenso território de Pindoramas
verdes balouçantes ao vento brando ou forte
Sertões agrestes e veredas borbulantes
Florestas vastas frondosas cheias de frutos
e alimentos protéicos de todas as espécies
Rios caudalosos córregos e riachos de águas
cristalinas potáveis repletas de peixes saborosos
Mares verdes azuis lilaz mesclados de cores inenarráveis
com suas belas orlas de areias alvas peroladas
acinzentadas etc & tal

Ora! Enquanto vós zelastes, Óh primeiros homens do Brasil,
por esse extraordinário jardim que Tupã lhes confiou
o nosso meio ambientes manteve-se  saudável e próspero...

Mas o branco, ao subtrai-lo de vós,  logo a Natureza
e a nossa casa comum, a  mãe Terra, clamaram por Socorro
aos homens de bem de todo o orbes
contra a abominável agressão desse homem branco depredador
cuja ambição econômica não tem limites plausívéis
que se possa mais suportar, enfim!

Portanto, a Terra, a Natureza e os homens de boa vontade,
alardeados, hoje, de eterno reconhecimento,
vos agradecem profundamente o longérimo período
em que esse imenso território do Brasil
esteve sob os vossos respeitosos cuidados...
Óh ameríndíos, queridos homens e mulheres,
primeiros donos do Brasil!


RELMendes 19/04/2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

De instantes, e tão-somente, de instantes



Pois é... Tudo, na Vida, é tecido de instantes:
- Ama-se ávido em instantes!
- Odeia-se ou se é odiado furiosamente
Em instantes!                                           
- Difama-se ou se é difamado
Inconsequentemente...
Em instantes!
- Nasce-se ou renasce-se, às vezes,
Em instantes!
Ainda que só quando se descobre
Que a Vida passa...rapidamente,
 Ou em instantes!
- Nubla-se, absurdamente, a existência do outro,
Em instantes!
- Agorafobamo-nos, hoje em dia,
Graças a parafernália midíatica...
Em instantes!

- Então, por quê não perdoarmo-nos,
Também, instantaneamente,
Antes que, em instantes, não sejamos mais nada?
Ah Seria, também, muito bom para nós mesmos,
Sabia?

RELMendes 14/04/2017


domingo, 16 de abril de 2017

Prece de quem tem saudades do céu



-Ah segura-me em Tuas  Divinas Mãos Jesus
E não vacilarei um só instante sequer
Em ir ter imediatamente  Contigo
Para receber o galhardão que me cabe
Segundo os Teus merecimentos:
- Óh meu dileto e Divino Amigo Jesus!

-Ah segura-me em Tuas Divinas  Mãos Jesus
 E a pés em chão irei a Teu jardim celeste
Deitar-me-ei em um banco disponível
Aquietar-me-ei em posição fetal
Na expectativa de que Te apresses em vir
Afim de que não se delongue mais
Nem por alguns instantes sequer
A hora de eu partir para encontrar-me
Definitivamente...Contigo:
- Óh meu dileto e Divino Amigo Jesus!

-Mas se não Te aprouver vires buscar-me, agora,
Nesse meu momento de disponibilidade total:
- Óh meu dileto e Divino Amigo Jesus!
Esperar-Te-ei aqui, ansioso, tanto quanto a sentinela
Aguarda pela aurora... Até que Tu venhas em Glória
Arrebatar-me para habitar juntinho Contigo
Em uma das muitas moradas que há lá
Na Casa de nosso Pai Celestial...
- Óh meu dileto e Divino Amigo Jesus!


RELMendes 16/04/2017

sábado, 15 de abril de 2017

Caridade, para mim, é caminhar com o outro


A evolução espiritual, para mim,
Está na contramão das proposições
Desse Mundo Pós-moderno tão estressante,
Vejamos, então, meus porquês:
- Não temos que ser melhor que o outro
Coisa nenhuma...
- Temos que ser melhor para o outro.
Eis aquí, para mim, o segredo da Caridade
Ou, atualmente, tão-somente Solidariedade
Que creio que é o que nos conduz à Luz Celestial...
Único sentido, para mim, da nossa labuta
E rápida estadia nessa Terra.

RELMendes 13/04/2017


terça-feira, 11 de abril de 2017

Viver é dom e sabedoria



Todos nós temos o nosso limite
Portanto faz-se necessário conhecê-lo
Para não ultrapassarmos suas delimitações
E virmos a sucumbir nos escombros
Dos nossos próprios vazios existenciais...

Ninguém é feliz o tempo todo
Como também ninguém pode estar
Alegre constantemente como se fora
Uma caixinha de música a tocar sem parar

Pois a Vida , na verdade, é uma colcha de retalhos
Ora coloridos como os deslumbrantes e lindos
Fragmentos que bricam de formar desenhos
Geométricos animados quase encantados
No fundo de um caleidoscópio em movimentos,
Ora rotos desbotados totalmente sem viço
Ou lampejos de uma esperança ao fim do tunel
Que nos entediam sobremaneira o cotidiano
Aparentemente destituido de qualquer sentido
Ou de porquês que justifiquem o viver...

Mas no detrás desse conturbado movimento
Do dia a dia da vida, todos nós...corajosamente,
Vamos tecendo caminhos que nos conduzam
Rumo aos porquês da alegria de viver
Que nada mais são que coisinhas a toa
Apesar de todos os percalços da caminhada...


RELMendes 10/04/2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A aragem vadia de outono só refresca os amantes



Preteriu-nos sim, não há como esconder isso!
Pois ela, a aragem gélida do Outono
Preferiu soprar sobre os telhados dos amantes
A evadir-se em campos abertos até diluir-se à seu tempo
Refrescando a tudo e a todos nós por onde passasse ligeira
-Proferiu, ela, zumbidos indiscretos ao sondar as profundezas
Das paixões derramadas nos desvãos dos segredos dos amantes
E passou sorrateira sem se aperceber dos cantares, endoidecidos,
De quem se abrasava de saudades em silêncios, barulhentos,
Que urravam dores inexpugnáveis... Porquanto, oh,
Disfarçadas de espanto colorido de perplexidade lúdica
Sem deixar vazar o imbróglio da inveja que deveras sentia...
Embora o desencanto cornetasse-lhe o âmago, em brasas,
Fragmentado em faces de palhaços quase sorridentes.
Mas ela a aragem vadia de Outono nem se deu conta
Que nós também a esperávamos em busca de alento!


RELMendes 05/04/2017

domingo, 2 de abril de 2017

Muita coisa se demora em mim:


- O deslumbramento com a beleza das flores
que por acaso encontro ao caminhar
pelas ruas por onde me dou  desfrute
de percorrer vez por outra...

- A alegria que em mim esplode
quando as pessoas sorriem-me a troco de nada
ao cruzamos pelas ruas praças e jardins...

- A satisfação imensa que toma conta de mim
quando  fortuitamente encontro-me com amigos
que de há muito não os vejo nem em sonhos...

- O encantamento que inunda-me com  gentileza generosa
de algumas pessoas de coração lindo
que se dispoem a facilitar a vida de idosos
que transitam pelas ruas...

- A zuada dos jovens ah sim a zuada da juventude
Mora em mim também, em forma de demora
que transborda-me de contentamento sem fim!

- Assim eu suponho e gosto de supor em mim
o porquê há em mim coisa e mais coisa...
 que muito gosta de se demorar em mim.
-
.


RELMendes 02/04/2017