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sábado, 7 de março de 2015

Para mim o "Largo do Arouche" é um caleidoscópio


 “Se todos os caminhos levam a Roma, em Sampa, todos os caminhos conduzem ao “Largo do Arouche”.
Bom. Quando eu retornei-me a Sampa, em 84, fixei residência, inicialmente, nesse belíssimo largo. Sempre o considerei deslumbrante. Fiz até de minha janela um caleidoscópio, só para espiar, inebriado, o vai e vem irrequieto das pessoas sempre a se movimentarem por lá, no belo largo... Ora! Evidentemente, que esse vai e vem era porque por lá havia um fluxo, intenso e constante, de toda sorte de pessoas, que, por um motivo ou por outro, lá iam, e, iam satisfeitas, já que por lá, de tudo, em variedades, tinha em abundância: Árvores pra sombreá-las; floricultura bem sortida de toda espécie de flores e plantas para encantá-las; restaurantes, bares, bancos de praça para se assentarem; crianças correndo; jovens casais enamorados; casais de idosos se acariciando; e, além do mais, do anoitecer, até o climatério da noite vadia, todos os dias, as frenéticas “Bonecas” lá se faziam presentes para embonecar o Largo do Arouche e alegrá-lo mais ainda. Embora, voltasse tarde e muito cansado do trabalho, por volta das 23hs, assim mesmo, eu gostava da esculhambação e da zorra que as famosas “Bonecas do Largo”faziam lá embaixo”.

(FRAGMENTO DO MEU LIVRO: "SEGREDOS... PRA QUÊ OS QUERO?" - CAP 2

Montes Claros (MG) 01-12-2014

RELMendes

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