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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Um punhado de infâncias



(é tudo de bom!)

Lançar piões de alegria ao léu,
Soltar pipas coloridas ao céu das fantasias pueris,
Borboletear brincadeiras de menino traquinas
Pelos jardins desse mundaréu de meu Deus afora,
Cantarolar cantigas de minar passarinhos gorjeadores
E de acalentar miosótis e azaléias bordôs do meu jardim,
Jogar conversa fora com a moça bonita da varanda ao lado,
Caminhar pé ante pé... pra observar, de esguelha,
O  sorrateiro valsar dos colibris azuis
Nos desvãos dos ramos das açucenas,
E por fim...ledo,saciar-me de infâncias.

Montes Claros (MG), 27-05-2014
RELMendes
 

OS OLHOS D’ALMA ENCHERGARÃO A LUZ!



        (novamente...ora, pois!)

Com o passar do tempo
Turvam-se as vistas, luzeiros do corpo,
Então, (lentamente ou de súbito!)
Apagam-se...
Os alvoreceres radiantes...
Os crepúsculos incandescentes...
Os luares prateados,
Os lusco-fuscos das estrelas,
Os pisca-piscas dos vaga-lumes encantados...
E tudo se faz sombras, fog londrina,
Nevoeiro denso e intermitente,
É como se fora um suplício eterno...

Mas, inesperadamente...
Os candeeiros d’alma de fé se acendem
E alumiam-nos a sagrada memória
E o coração esperançoso, morada do “Divino,”
Onde se escondem e se aninham
  ( pra sempre)
As lembranças das cores esplendorosas das rosas,
Da beleza do voo dos colibris azuis...
Da ternura do sorriso de crianças dormindo,
Do resplendor da aurora a espantar a noite vadia...
E ai...então, um inenarrável silêncio de amor eclode
E nos faz transbordar de esperança e de alegrias tantas...
E tudo se faz luz, novamente!

Montes Claros (MG), 02-06-2014
RELMendes
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

SONHOS ESTRAMBELHADOS



De esguelha, sonhos volteiam-me...
E volteiam-me de ilusões brincalhonas:
Enxotar o crepúsculo decadente
Para que a noite se achegue bem alcoviteira;
Acender as estrelinhas do firmamento
Para enfeitar as asas das mariposas solitárias;
Beber água de sereno em taças de bromélias encantadas
Para embriagar-me de loucuras de amor;
Espiar, sorrateiramente, (com imensa inveja!)
As carícias abusadas dos namorados
Pelos desvãos escuros da madrugada enluarada;
Apagar o alvorecer antes que a noite se espante...
E , sobretudo, reter o tempo dos desfrutes da vida..

Ah! E como se não bastasse,
Estou sonhando em desparafusar a lua,
E surrupiar-lhe o clarão do luar
Para clarear a alcova de margaridas silvestres
Em que me lambuzo de amor com a vizinha
Lá naquele terreno baldio da adolescência traquina.

Montes Claros (MG), 03-06-2014
RELMendes