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domingo, 11 de novembro de 2018

Confidências


(Pra si mesmo claro!)


-Remexeu por horas

As gavetas do seu pretérito.
Sorriu por vezes contente.
Culpa quiçá das coisinhas boas
Que outrora vivera poucas vezes.

-Verteu lágrimas a cântaros.
Vilanias enfeitaram-lhe
O cotidiano sem trégua
Sequer um só dia.
O pretérito fora-llhe uma arena
Apenas.
Pra quê então remexê-lo
Com tamanha ousadia?

-Olhou e reolhou com desdém
Os desvãos todos do seu pretérito.
Enfarou-se de bulir em quinquilharias
Que algemaram-no ao seu outrora
Assaz distante.
Meneou então a cabeça grisalha
Sutilmente.
Balançou os ombros franzinos.
Como quem debocha de algo
Quiçá das coisas que não foram.

-Fixou por fim os olhos marejados
De lembranças abestalhadas
No seu presente bem ali consigo.
Armou-se de risos.
E rindo-se de si mesmo
Evadiu-se dali sem cantilenas
Nem de descaso nem de alegria.
Apenas pleno de certeza que
Viver o presente é de mais valia!

RELMendes – 11/11/2018

domingo, 4 de novembro de 2018

Amor? Só se for lambuzado de agoras!


-Amor internitente, a mim não me apraz, jamais!
Pois este amor tem cheiro e sabor de paixão, banal,
Permeada de descomprometimento, total.
Sem aquele quê de gostosura, do to contigo,
Para o que der e vier, hoje, amanhã e sempre!
Sem aquele, êta que quá, que faz a gente amealhar
Segredos e sonhos, pr’uma vida inteirinha, sem medo
De ser feliz, nem hoje, nem amanhã, nem nunca!

-Ora! Amor pra mim tem de ser constante, pegajoso,
- Qual visgo em arapuca pra se aprisionar
 Passarinhos desavisados, sem xurumelas algumas  -
E, sobretudo lambuzado de gestos de benquerer,
Entre um e outro, toda hora e a todo momento,
Sem se dispor a mais nada senão, um ao outro, somente.

-Ah! E em total oblação de amor comprometido, entre ambos,
E sempre prédispostos á saliências, inesquecíveis, a toda hora,
Quer num canto qualquer de chão batido, ou sob e sobre
Alvos lençóis perfumados com um suave cheirinho de patchouli
E alumiados pela luz fraquinha de um dourado candeeiro tosco,
Prestes a incendiar a gostosa alcova buliçosa de prazeres, tantos,
Onde nossos corpos se contorcem, se enroscam, e se remexem,
Sem xurumelas, prazerosamente, aos sussurros, infindáveis,
Do nosso rosetá, sem fim, em todos os agoras!

RELMendes – 30/10/2018


sábado, 3 de novembro de 2018

O que se aprende com a decepção e a dor Alegria nenhuma jamais nos ensinará!


Quando nublam-se as nuvens, em breu,
No comboio de tempos obscuros, em nossos céus,
Não vejo saída outra senão, escrever e escrever, aos montes,
E depois, quiçá, boquiaberto, espantar-me com meus escritos
Vez que ao lê-los - ainda nas calhas de seu escondimento -
Entretenho-me, abestalhado, á beça, quem sabe até, aos risos,    
Como eu já o fizera outrora, em tempos deveras luminosos,
Em que cantei a esperança, ainda que oco de tristezas,
- “Vamos minha gente, que esperar não é saber, quem sabe
faz a hora não espera acontecer” -
E denunciei com parusia, a miséria gritante que grassava, aos montes,
Por todo canto e recanto deste imenso país, clamador por justiça, já!
Até que, êta que quá, amordaçaram-nos por anos a fio, e com fios!
Foram anos sombreados de dores, horrores, dissabores, desalentos,
E quem quiser ter uma noção melhor deles, que a busque em livros de
Historiadores, dos mais abalizados, e comprometidos, só e, exclusivamente, com a verdade histórica. Ora!
Entretanto, sempre permaneci esperançoso, num ligeiro ou rápido retorno da ilustre senhora “Liberdade”. Que, aliás, só haveria de voltar, pra “Felicidade” de todos nós, depois de muitos anos (23). Ah! E após  constantes  protestos de rua, a céu aberto! Para que, então, se pudesse cantar  de peito aberto, em alto e bom som, sem cessar:
- “Liberdade. Liberdade” abre as asas sobre nós..
Mas, pena que hoje em dia, desaforadamente, voltaram  a nos ameaçar com um  amordaçamento inconcebível, a quem nos ensina a pensar,  Isto, bem aqui, diante de mim e de todos os seres pensadores que, neste então,  plangem... e plangem, aos prantos, por conta de todos  aqueles que, doravante, calar-se-ão indubitavelmente, até retornarem, Quiçá, em breve, os saudáveis ventos da “LIBERDADE” a soprar por esses rincões brasileiros tão amados!

RELMendes – 02/11/2018

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Georgino, o Júnior poeta mor, montes-clarense Multiartista clareador de corações e mentes


 (In memória de Georgino Júnior)


-Então, poeta mor, diga-me cá sem xurumelas:

- Oh poeta clareador deste amado Sertão
 Por que tu te mandaste daqui desta terra
Tão discretamente, mas ligeirinho, á beça,
Deixando a gente aqui, boquiabertos
De espantamento, face ao, pra nós, tão inviável,
E apoquentadíssimos, de saudades tantas
Aos prantos, até, com os olhos cheios de poeira e dor,
Hein sô?

-Por acaso lá do firmamento sem fim...onde estás,
- Oh poeta mor clareador deste amado Sertão
Algum acendedor de estrelas atrevido, á beça,
Ousou te raptar sorrateiramente daqui, desta terra,
Pra tu ir alumiar de antemão a saia godê da noite
Em breu e, assim embunitá-la, como se foras tu, sô,
Um pirilampo sapeca a lampejar zombador o infinito
- Zombador, sim, mas também, transbordante de sutil
E inteligente humor deveras interessantíssimo-
Lá nas alturas das bandas do lá acolá dos anjos bochechudos,
Ou, quiçá, foi só pra tu ir pra lá brincar de esconde-esconde
Com as outras estrelas tuas parceiras de incandescer
Os céus logo após o adormecer do crepúsculo, hein sô?

-Bom, oh poeta mor sertanejo, clareador de mentes e corações
Num arrepare não, por favor, minha tamanha intromissão,
Mas em sendo eu, por demais, enxerido, nessas últimas noites
Após o teu estrelamento, andei vislumbrando, lá nos altos céus,
Uma estrela mais lampejante que todas as demais que por lá
Brilhavam ...piscando, piscando...  Sem cessar!
Então, tive por certo que eras tu, oh caro poeta mor sertanejo,
Brincando lá no céu displicentemente, com outras estrelas,
Ao teu redor, de MontesClarosmontesclariou!

RELMendes – 26/10/2018

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Com bastante AMOR e generosidade á beça tem jeito


-Meio a tanta truculência verbalizada ao léu quem sabe
A gente não possa abrir delicadamente o peito e mostrar
Que ainda tem gente boa capaz de expor seu coração
Ávido de espargir AMOR a todos que dele carecem
Só pra embunitar esse nosso Brasil amado hein?

-Meio a tanta maledicência polvilhada sem avareza
Pelas mídias e pessoas incautas e despidas de civilidade
Quem sabe a gente não possa fazer a diferença sendo
Acolhedores generosos bondosos e, sobremaneira gentis
Só pra embunitar esse nosso Brasil amado hein?!

- Meio a tanta intolerância descabida ou total estranhamento nosso
 Ao “diferente” daquilo que vivemos/ cremos/ pensamos/ valorizamos/
Ou simplesmente porque o achamos inaceitável a nosso ver.
Ah! Isto ocorre por total ou parcial desconhecimento nosso das origens e
Essências do desconhecido por nós totalmente refutado com chulas
Justificavas absolutamente elenmentares.
Quiçá por isto é que lamentavelmente nos conduzimos ás cegas
Ao abominável preconceito contra indígenas/ negros/ mulheres/ Favelados/ Nordestinos e toda sorte de discriminação das minorias
Etc & Tal .
Mas mesmo assim tenho por certo cá bem dentro de mim que
Ainda há muita gente boa e de bem disposta a caminhar conosco
Que marchamos a passos largos e ligeiros sem hesitar jamais
Rumo á bendita fraternidade universal...
Só pra embunitar esse nosso Brasil tão amado!
Ah/ se tenho!

RELMendes  - 24/10/2018


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Algumas palavrinhas a quem quero bem


-Minha gente, eu sou muito mais nós...sobretudo, juntinhos!
Na verdade mesmo, no trato do dia a dia do escorrer da vida,
Eu gosto, muito mais mesmo, mas gosto, á beça,
É do aconchego: - do nós,do conosco ou, simplesmente,
Da gente compartilhando, entre nós, alegrias sem fim,
Ao invés, do só para mim, tão entediante,
E do egoístico, só comigo, e com mais ninguém...
Tão tristonho, chocho e descabido, até!
Pois não sou, de jeito algum , afeito à aborrecida solidão
Que,vez por outra, se avizinha da gente...e se aboleta,
Mesmo sem ser convidada, ora bolas!

-Portanto, saibam que eu gosto muito mais, mesmo:
- É do rogai por todos nós, sem exceção de ninguém,
- É do “ora pro nobis”, tão saboroso e nutritivo,
Sobretudo, encima dum baita frango caipira, gostoso:
- Da gente lamber os beiços, brelhados de prazer!
- É do tende piedade de nós, vós, eles e elas,
Sempre tão belas,faceiras e enigmáticas.../
É do caminhemos todos juntinhos:
- Eu,tu ,ele e ela, nós, vós, eles...
E, sobretudo, elas, ah, tão radiantes e belas!
- É do vamos sair por aí afora, todos juntinhos...
“De mãos dadas”, em busca de nossas vitórias...
Ao invés, jamais, do que, tão-somente,
De minhas próprias vitórias, tão egoisticamente....
Pessoais, solitárias e chochas, sobretudo!

-Ora! Então, reverbero sem hesitar:
-  Gente, amassemo-nos, uns aos outros,
Acarinhando-nos,sem constrangimentos tolos!...
Pois, amando-nos...uns aos outros, profundamente,
A gente, decerto, vai além do esperado. Ah, se vai!


RELMendes 30/09/2018


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Vivências constroem-se




-Quem diria que um dia...
Depois de tantos arroubos;
-Quer de paixões...sem  composturas,
- Vividas, só entre nós, secretamente,
Em qualquer lugar ou cantinho escondido
Onde o fazíamos de alcova, momentânea,      
Para o fluir do nosso prazer, cheio de sonhos
Do jeito da gente sonhar prazeres... -
-Quer de prantos...doloridos,
- Chorados, ás escondidas, de todos,
Pois só nós sabíamos os porquês
Dos tantos desalentos, ás escondidas,
Como falta de dinheiro pra se alimentar
Ou tratar doenças de filhos...a contento! -
Cá estaríamos nós, aqui e agora,
Bem juntinhos, a vivenciar, sem cessar,
A ternura do amor que ambos fomos tecendo,
Resilientemente, no valsar do dia a dia
De uma vida a dois, inteirinha, hein?!

RELMendes – 19/09/2018


sábado, 8 de setembro de 2018

Quem sou eu?


-Ah! Eu sou apenas um passarinho...
- Ora sonso à beça
- Ora serelepe por de mais
Que sempre foge espantado...
Se importunado impertinentemente
Por alguns curiosos... indiscretos e inesperados,
Que de repente se achegam sorrateiros
Sem serem esperados nem tampouco convidados.

-Ah! E que sempre quando importunado
Refugia-se lá  pelas bandas do detrás de si mesmo,
Que devem ficar...penso eu, no esconderijo
De seus singelos versinhos ternurentos.

-Enfim, eu sou apenas um passarinho...
Ressabiadíssimo, sempre prestes a ir e vir
Voando  voando  a brincar nos ares
Até pousar sereno ou alopradamente
No aconchego macio de sua amada...
E fazer a noite bocejar arrepiada de inveja.

RELMendes -  04-05-2015

Segredo do “AMOR” que nunca termina...




-Calado... Observava atento:
- O palmilhar sorrateiro do “AMOR”
Que, ziguezagueando, se achegava  discreto...
Para surpreender , repentinamente,
Àqueles que, a calacearem por ali desprevenidos,
(Lá em seu tortuoso caminho de solidão),
Ansiosos  esperavam...pelo “AMOR” anelado,
Sem titubearem um só instante sequer!

-O “AMOR.”..  Ah , o “AMOR”!
Ele, o amor ,nada tem  a ver
Com a alucinada paixão avassaladora
Que violenta. sem pena, nem dó...
O vadio coração...de qualquer um
Que ousa insistir em lhe dar trela!

-O “AMOR”... Ah, o “AMOR”!
Ele é algo totalmente divino,
E porquanto, é algo que nunca termina!
Porque sutilmente...aos pouquinhos,
Ele vai alinhavando, um ao outro,
De seus agraciados, até uni-los para sempre
Com seus ternos vínculos de eternidade...

Montes Claros(MG), 23-01-2012
RELMendes

sábado, 28 de julho de 2018

Ventilar idéias encantadoras é preciso


-Preciso ventilar idéias encantadoras
Pois hoje em dia nada se vê se ouve ou se lê
Que possa nos espantar de contentamento!

-Preciso ventilar idéias encantadoras
Pois de há muito nada se vê se ouve ou se lê
Que nos faça cantar de alegria e transbordar
De esperança num por vir alvissareiro!

-Preciso ventilar idéias encantadoras
Pois quem sabe assim não construiremos
Pouco a pouco um mundo onde lobos e cordeiros
Possam pastar juntos sem medo algum hein?!

RELMendes – 23/o7/2018

Flores do prado não floresceram-me!

(Plangência)




-Apenas mais um viandante
A perambular por aí à toa
Quase nu de esperar
O que nunca jamais o terei...
                  
-Apenas mais um caminheiro    
Sem saber a que veio nesse orbe
Quase nu de espanto sempre
Nada me espantou de alegria
Ou encantamento que em mim
Estancasse por tempo infindável...
Então parto também eu só comigo
Sem saudades de coisa alguma.

RELMendes – 26/07/2018


Ah se me amares!


-Se me amares de verdade
-Se me quiseres só pra ti
-Se me encantares de felicidade
-Se me levares contigo pra onde fores
Eu te direi ao pé do ouvido sem hesitar
Sussurrando sem cessar jamais
Umas coisinhas tão salientes
Que juntinhos iremos desfalecer de amor
Lá pelas bandas do sei eu lá aonde...
Quiçá lá onde se escondam as sandices
De uma paixão que nem mesmo o resplandecer
Do novo dia em chegada as aquietarão...
Ah se me amares!

RELMendes – 15/07/2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Arremessei meu olhar ao infinito




Oxalá ele meu olhar perscrute por lá
Teus sorrisos estrelados de desejos
Teus trejeitos graciosos à beça
Tua malemolência irresistivelmente
Desassossegante  pois apetitosa!
Tuas estações de anelos sensuais
Frequentes e sedutores à beça
Teu brincar de ser ave noturna
A rasgar o céu de meus desejos...

RELMendes – 17/07/2017  

Minha dor eu não lhes conto jamais


A dor de cada um ah é de pertença
Só daquele que a transporta consigo n’alma!
A nossa dor d’alma não deve portanto
Se espraiar além de nós mesmos jamais
Vez que só nós a degustamos em plenitude...

-Porque os outros também no máximo só podem
Ouvi-la, mas jamais estarão verdadeiramente aptos
A palpitarem em hipótese alguma acerca das agruras
Que em nós bem escondidas pululam aos montes
Mesmo porque explicitá-la a outros sem pudor
É consentir chover fofocas a boca miúda
E isto que eu saiba não apraz nem a mim
Nem tampouco a ninguém!

RELMendes – 19/07/2018



terça-feira, 26 de junho de 2018

Amor é decisão



-Quando duas pessoas se decidem
Uma pela outra
Decidem-se também: - A olhar-se de frente
- A caminhar juntas não importa pra onde
- A partilhar entre si dores e amor
- A confiar-se um ao outro sem restrições
- A alinhavar sonhos consonantes
- A almejar futuro sempre unido
- A viver o presente com parrésia...
E assim concluírem sua saga de Amor vitoriosa
Com muita paz e serenidade à beça!

RELMendes – 26/06/2018

domingo, 10 de junho de 2018

Insistir em partilhar amor atento faz a diferença


-Como ninguém diz o que se esconde
Nos desvãos de su’alma plangente...
Quiçá/ por que/ neste então/ em que se vive/
Todos estejamos/ por demais/ ensimesmados/
Ou ocupados/ conosco mesmos/ e com nossos
Tantos anelos/totalmente/ descompromissados
Em se aperceberem/ de pronto/ dos lamentos/
E dos tantos porquês/ pelos quais alguém
Se perde em prantos/ á cântaros!
-Concito-lhes /então/ a revertermos/ de pronto/
Tão lastimável despautério!

-Pois/ pressinto que isto/ensimesmar-se/
A mim me parece/por demais/ prejudicial:
- Tanto pra quem se impede de partilhar
Sua atenção para muito além de si mesmo...
- Quanto pra quem precisa ou quer espantar
-  pra longe de si -
Os tantos embrolhos / magoadores/ que fazem
S’alma  plangir/ aos borbotões/ de desolação/
Por estar sozinho/ à deriva de sua invisível tristeza/
Tão  dolorosa/ pra si mesmo!
-Concito-lhes /então/ a revertermos/ de pronto/
Tão lastimável despautério!


RELMendes – 07/06/2018


Tomara eu me faça entender!


-Para quem ainda não sabe/eu conto/ sem problema algum:
- “A viagem mais longa/ é aquela que vai da mente ao coração”!.
Ah!Algum dia/ alguém me disse isto/e eu não me esqueci jamais!

-Ou seja. Quiçá/não raro/logo/logo/ nossa cabeça capta/ ou entenda/
O que é o melhor pra todos!  O que é mais ético! E o que não presta/ Também!
Tanto é que/muitas vezes/ de imediato/ captamos muitas coisas da vida/
Só de vê-las/ ou bastando ouvi-las. Ah,isto sem dificuldade alguma!

-Entretanto / mesmo assim/ somos por demais lentos/ em mergulhar /
De pronto/sem hesitar/num processo gradual de mudanças
Transformadoras/à beça/de nós mesmos... Pra melhor!
- Mas pra quê isto/ meu Deus?
Quiçá/ assim /questione-nos nosso coração/ acomodadíssimo!
-Então/ acho/ ou penso/ que lhe diremos/ mais ou menos/ isto:
- Ora!A fim de alçarmos voo além das nossas entediantes mesmices!

-Mas/ apesar disto /quão tardo e relutante/ em aceitar mudanças/
É o nosso velhaco coração! Ele não se dispõe jamais a abandonar/ Facilmente/ sua  preguiçosa zona de conforto : - A mesmice!
E porquanto/ ele / o nosso coração preguiçoso/ torna a tal viagem
– da mente ao coração – a mais longa de todas as viagens!
-Fiz-me claro/ ou não?

RELMendes – 02/06/2018



Tchau tchau melancolia



Quando se sente saudades
De quem fomos/ na infância/
A gente logo se remete/ ao pretérito/
Ou se transmuda/imediatamente:
Em poetinhas/ abilolados/
Em passarinhos/serelepes/
Em florzinhas/graciosas/
Em borboletinhas/ buliçosas/
Ou simplesmente/ em criancinhas
Encantadoras que/ por lá no pretérito/
Um dia a gente as foi... plenamente/
Não há como negar isto!

-E aí então/quem sabe essa melancolia/teimosa/
Não bata asas/ aligeiradamente/ e vá pousar
N’outro lugar/ bem alhures...de nós e
De nossas tantas recordações d’outrora!

RELMendes – 08/06/2018

quinta-feira, 7 de junho de 2018

O AMOR partilhador é concreto/não tolera menosprezo!


-Ou seja. O AMOR/ partilhador/ não se limita/ apenas/
À belas palavras/ no mais das vezes/ditas ao sabor
Dos arroubos de gentilezas: -Tão aconselháveis/socialmente!     
Entretanto /apenas gentilezas não é suficiente/ o bastante/
Para suprir as instâncias desse AMOR/ tão partilhador!

-Pois ele/esse  AMOR/ partilhador/do qual lhes falo/ neste agora/
Tece-se/ indubitavelmente/sem dúvidas/ em atitudes/concretas/
Absolutamente/concretas/ palpáveis/visíveis ou invisíveis/
D e preferência/ desde que concretas!
E ou/ em gestos /plenos de generosidade/sem limites/
Que espantam de alegria/ até o universo espiritual /atento!
Pois este/não raro/ quando a espiá-los /por horas a fio/
Fica sempre boquiaberto e/ por demais/ enternecido...
Diante tanto encantamento a fluir/ desses sublimes gestos!

-Ah! Esse AMOR/ partilhador/ é um divino impulso dado
À noss’alma/egocêntrica/para nos conduzir ao encontro do outro/
Ou /quiçá/dos outros/ - Sem nada sequer esperar em troca -
A fim de supri-lo de presenças e/ com muita ternura/tentar
Amainar-lhe suas possíveis angustias/tantas/também concretas!
- Sobretudo/quando/lamentavelmente/seus bem-quereres
Fazem-se ausências constantes e inconcebíveis/à beça! -
E de socorrê-lo/ de pronto/ em suas tantas agruras
- Quer d’alma  quer corporais ou espirituais -
Que carece serem sanadas/imediatamente/quiçá/
Com o bálsamo do AMOR/partilhador/ sempre
A borbulhar ternura/ gratuita/e predisposto a ungir
A quem se aligeirar em acolhê-lO!

RELMendes – 07/05/2018

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A FLOR- ANGÉLICA DO SERTÃO


Madre Maria Angélica da Eucaristia ocd
Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI
    (Um belo exemplo de Fé!)


-Carinhosamente...convido-lhes a trilhar...comigo,

Pelos caminhos de minha eterna gratidão
À essa amada Flor-Angélica do Sertão...
Então, vamos lá ver...agora,
O que tenho, em versos, sobre ela, a dizer-lhes:

-Mas donde será mesmo, que a nós veio...
A Flor-Angélica-Sertaneja,
Esse ser humano...tão luminoso,
Tão profundamente feminino,
Tão sabiamente acolhedor,
Tão imensuravelmente maternal...
E tão aparentemente frágil...quase-etéreo,
Que...inebriado de “Divinal Amor”...
Sempre a todos encanta e ilumina
Com seu suave sorriso...discreto,
E seu maternal olhar acolhedor?

- Bom! Se verdadeiramente, assim o é, e é...
Então, revelar-lhes-ei...em prosa e versos,também,
Outros tantos ternos detalhes, maravilhosos,
Do semblante espiritual...angelical,
Dessa santa mulher, totalmente, de DEUS!

-Mas insisto, sem hesitar, em perguntar novamente:
- Donde será mesmo, que poderemos encontrar
Esse Anjo-mulher-sertaneja...tão fértil...espiritualmente,
E de tão límpida transparência...espiritual,
Que a todos nós cativou...à beça, de imediato,
Logo em que, por aqui chegou, nesse Sertão,
- Com suas santas companheiras...de comunidade,
Para a fundação de um Carmelo aqui
Em Montes Claros(MG) -
Naquele já tão distante dia...tão feliz/
Em que até um belo crepúsculo /sertanejo/
Com ela e suas companheiras/se deslumbrou/
Naquele entardecer inesquecível?

-Ah! Se por ventura, há aqui, alguém...
Dentre nós...que saiba de onde ela veio,
E aonde tão bem se esconde...agora,
Essa bendita dádiva tão celestial...pra nós/
Por favor, que se apresse em nos revelar,
I-M-E-D-I-A-T-A-M-E-N-T-E!

-Pois, se de pronto...ao chegar aqui no sertão,
Esse amado Anjo carmelitano...logo se aninhou
Em nossos acolhedores corações, sertanejos,
Também de pronto, desejamos saber logo
Donde ele, esse Anjo carmelita, veio,
Onde pousou...e aonde...verdadeiramente,
Montou, entre nós, sua tenda de ternura...
Bondade e imenso Amor!

-Ah, mas quem será mesmo... Flor-Angélica-Sertaneja,
Essa tão amada flor celestial, desse sertão sofrido...
E, em que jardim, ela mesma se plantou jubilosa
Para mais, oportunamente, nos sombrear...à beça,
Com as divinas “surpresas de Deus”?

-Bom!... Há quem diga que ela veio...
Das entranhas das surpresas de “DEUS”;
Outros afirmam...veementemente,sem hesitar,
Que ela procede do “Coração Misericordioso de Jesus”;
E outros ainda, falam que veio diretamente do “Céu”...
Pra nos consolar e nos conduzir rumo à “Casa do Pai”!...

-Entretanto...verdadeiramente, há que se dizer:
- Quer por isso...ou  por aquil’outro...
Flor-Angélica-Sertaneja  veio
- para o meio de nós, e ficou conosco! -
A fim de que...com suas constantes orações, piedosas,
Deus não nos permita jamais, que nos enveredemos
Pelas sinuosíssimas,trilhas
Desse nosso tão breve, caminhar, terreno...

-E quanto, por aqui, nessas plagas distantes,
 Aonde se plantou, enfim,
Essa tão amada Flor-sertaneja?
-
Ora! Digamos que ela mesma...
Se plantou, nos sagrados jardins
Do “Carmelo de Teresa”...
Para perfumá-los ainda mais de amor...
E pra inebriar...de felicidade e alegria,
Seu “Amado Senhor Jesus”...
Que sempre vem por ali, repousar...
No apaixonado coração, de sua amada
 Flor: - irmã Maria Angélica da Eucaristia!

Montes Claros (MG), 07-05-2014
RELMendes