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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ou espiamos atentos/ ou perderemos as Surpresas



-De repente /se descobre/ espantado/
 Que o dia se desgastou/ em tarefas/
E o tempo criou /asas /e simplesmente/ voou!
- O crepúsculo apagou-se / totalmente/
E nem percebemos/ o fato/ intrigante!
- A noite fez-se mulher /bem ali/
Diante /de nossos olhos/ desatentos/
Que nem marejaram /sequer/
- O alvorecer resplandeceu/ lampejante/
Por debaixo da saia breu /da noite/
Que o parira /ao apagar /das estrelas/
E incandesceu/ de luz/ o nosso Sertão!

-E nós /ah / nós nem nos apercebemos/
Dessas /tantas / belezuras/ generosamente/
Dadas/ a nós / no transcurso/ do dia/
Que /acelerado/ nunca espera/ jamais/
O despertar/ d’alma / distraída/ de seu ninguém!

-Pois sempre estamos/ em demasia/
Absortos / em torpes/ maracutaias/ cotidianas/
Que nos impedem /de espiar / extasiados/
O que / deveras/ enfeita /o dia a dia/ a todo instante/
Com suas incontáveis/ lindas/ Surpresas!

-Mas que tolice /a nossa/ hein?!

RELMendes 03/06/2017


domingo, 28 de maio de 2017

Ela a viola e a saudade


Ah! Pelas ruas /vielas /calçadas/ e becos/
De sua/ hora/ triste cidade/ vazia/
Em noites / cálidas/ quiçá/ intensas/até/
Enluaradas / ou quiçá/ em breu/ pois sem estrelas/
Em madrugadas / frias/ ou mornas/ pois sem brisas/
Orvalhadas / garoadas ou/ não / pois /por vezes/sem umidade/
Uma bela Violeira / melancólica/ pois absorta em seu pretérito
Carregando /sobre seus curvados ombros/
Toda a dor e tristeza / do mundo/ inteiro/
A caminhar /solitária/ soava saudades/ infindas/
Fazia / tristonhas/ serenatas de Amor/ sofrido/
Tocando sua viola /de sons plangentes/
E cantando /Cantigas saudosas/ de Amor/ sofrido/
Para o seu Amor que / de repente/ partira
Pra além das fronteiras /dessa Vida/
Abarrotando-a /de imensa dor./doida/
E deixando-a / imersa/ numa solidão/ sem fim/

Óh! Toca/ toca tua viola /chorosa/
E canta teus versos /saudosos/ sem retê-los/
Deixe-os/ afinal/ rasgar /as ruas e vielas/
Vez que são testemunhas /consternadas/
Dessas tuas tantas /dores de Amor/ sofrido/
Ó bela  Violeira/ do coração / partido/
Que o /cruel/ destino /aos frangalhos/
Sem pena/ nem dó/... O deixou /afinal/.

Quem sabe / ah/ ó bela Violeira / tristonha/ se cantando
E tocando tuas plangentes canções /de saudade/
O teu dolorido luto /de Amor/ sofrido/
Não se esvaia /mais rápido/ que se espera/
E aliviada /então/ possas tu/ se permitir
Doravante/ serestar / sem cessar/
Cantigas / recém tecidas por ti /em louvação/
Ao novo Amor/ já em chegada?
É... Quem sabe, hein?

RELMendes 04/02/2017



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Enquanto a Vida ainda acontece



No voltear estonteante da saia godê da noite
- Bordada de estrelinhas lampejantes
E alumiada de clarão de luar prateado -
Debrucei-me...  /Displicentemente/
E dei-me aos sonhos /às ilusões/ Despudoradamente/
Sem me aporrinhar /jamais/ com o que dirão /de mim/
Os impertinentes/ nem os maldizentes/
Nem tampouco os hóspedes da vida alheia
Vez que /nem se apercebem /sequer/
Ser eu/ ainda que longevo/ um brincalhão/Inveterado/
Que ama imergir no breu da noite vadia
Para alumiar meus sonhos e ilusões tantas
Com brilho das estrelas/ e argentá-los/
Ao clarão do luar que clareia a noite /dos enamorados/
Em tempos de lua cheia a lampejar /sem avarezas/.

Ah! E a quem interessar possa/ assim o farei sempre/ sim!
Enquanto o espetáculo da Vida/ em mim/
Ainda aconteça... Radiante!

RELMendes 16/05/2017


sábado, 20 de maio de 2017

CAMINHO



Com sofreguidão tento abrir mão dos atalhos sugeridos
Vez que não são os meus, para então, tomar ou agarrar-me
Totalmente, de unhas e dentes, e muito mais ainda
Aos meus próprios atalhos que, possivelmente ou, quiçá, não,
Conduzir-me-ão por onde muito anelo palmilhar meus dias
Sem a interferência de outrem ou de outros, que não eu,
A fim de que, depois do percurso/ haja sombrias desilusões
Ou orvalhadas alegrias/ não seja senão eu, o único responsável
Por tudo e... Sobretudo!.

Caminho, penso eu, é algo de muito pessoal, ainda que ele,
O meu caminho, não seja Eu, mas sim: - Tu, ele ou ela,
Vós, eles ou elas...e a quem mais eu me permita querer
Partilhar minha vida, quer, em plenitude...
Ou, mesmo, em pedaços, quiçá!

Ora! Então, o que é meu caminho, senão quem ou os quem’s
Com os quais, a cada dia, bem desconfiado, desenovelo a Vida?!


RELMendes 19/01/2017

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Viajar constantemente mais além, pra quê enfim?


Às vezes nós/ poetinhas/ queremos ir mais Além,
Mas muito mais além / mesmo/ de onde/ ao entardecer/
O crepúsculo sempre boceja nos braços do poente carmin
A fim de se saborear a Inspiração tão anelada / por nós/
Que quiçá só se esconda / tão-somente/
No detrás do inquieto imo de nós mesmos...
Vates famintos de Belo!...

Ora! Se é assim pra quê então buscarmos/ tão ávidos/
Fora de nós/ vates tresloucados/ essa Inspiração ensandecente
Que tão despudoradamente anelamos nós a todo instante?

Ora!... Ora!,,, Ora!... Assim penso eu cá com meus botões:
Por pura impertinência nossa/ tão-somente/
De poetinhas devaneadores incorrigíveis
 / quiçá aparentemente desocupados, mas sempre sabedores
com que rapidez a Vida se esvai sem mais delongas/
Que estamos sempre procurando algo de novo /ou quase novo/
Para tecermos encantadores versos, poesias e poemas/ tantos!



RELMendes 17/05/2017

domingo, 14 de maio de 2017

Surpresas ninguém as exprime. Vive-se-as, apenas!



Só uma coisa me fascina totalmente
Caminhar pelas mesmas ruas... Sim!
De preferência sozinho sozinho
Pra não desatentar-me... Jamais!
Nem um pouquinho sequer
De tudo que possa encontrar
Ao longo do caminho...

Caminhar pelas mesmas ruas... Sim!
Sem medo algum de deparar-me... Jamais!
Nas entrelinhas das certezas ou incertezas
Com o entedioso mais do mesmo... Sempre!
Mais do mesmo entedioso  que não se compraz... Nunca!
Com o imensurável desejo de quem anela o novo.,, O porvir!

Caminhar pelas mesmas ruas... Sim!
Pois quem sabe se de repente quiçá
Não possa eu por descuido defrontar-me
Com uma rosa solitária em seu jardim
A beijar-me de lá os olhos extasiados
E a espantar-me a alma inebriada
Bem no finalzinho do meu passeio
Matinal ou vespertino e até noturno mesmo
Independente de meus discutíveis sim’s
E não menos ainda de meus tantos
Deploráveis nãos, hein?!


RELMendes 12/05/2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Mães são flores disfarçadas de gente


Onde semeei as Esperanças
Elas desabrocharam em Flores
As flores encantaram-se em Mulheres
Margaridas... Rosas... Camélias...
As mulheres se fizeram Mães amadas
Arvorecendo-se em nós seus filhos amados
Ama-las então, para nós, seus bem-quereres
É pura satisfação e encantamento
Feito versos...



RELMendes 09/05/2017

sábado, 6 de maio de 2017

Desaprisionar-se dos ódios, é caminhar no Amor


-Ah o ódio é uma armadilha que nos prende ao odiado!
Não permitamos, portanto, que a chibata do ódio
que vez por outra nos açoita, também nos aprisione,
por tempo indeterminado, àquilo ou a quem odiamos.
Pois aquilo ou quem é odiado, no mais das vezes,
nem sabe, na verdade, que é abominado...e, portanto, 
 não está nem aí para o que o odiador sente ou não, enfim.
Então não nos tornemos totalmente encarcerados, a outrem,
só por conta de nossos próprios caprichos, descabidos, 
de odiar por odiar tolamente... Ora!

-Mas ao contrario apressemo-nos em utilizar a arte do perdoar 
que é uma maxi-sonata divina que tem o poder de nos libertar 
ligeirinho ligeirInho dessa desconfortável armadilha do ódio
que, quando nela aprisionados, nos atormenta, no o dia a dia, 
a todo momento...sem parar um só instante sequer!

-Impedindo-nos, destarte, de se degustar a delícia dos sonhos 
a serem sonhados sob os ares da liberdade interior
que só sopram ao saber-nos em paz conosco mesmos
e com tudo aquilo que se bole, se mexe, se remexe, respira e, 
vez por outra, nos aporrinha, nos incomoda, nos inferniza 
tira-nos do sério e enche-nos o saco, também, enfim!

-Portanto, nunca consintamos, jamais, que o sol se ponha 
antes de estarmos de bem conosco mesmos, 
e com tudo aquilo que, no mundo, há: - de aborrecido e repugnante! 
E desaprisionados dos ódios... Enfim!
Sintamos que não há preço, no mundo, que pague a felicidade 
de se poder usufruir da liberdade de se ser dono de si mesmo
pra que se possa prosseguir o caminho, passo a passo, 
cheios de Amor pra dar e capazes de Amar profundamente,
como só um poeta sonhador é capaz de Amar, enfim!

-E viva o bálsamo do Perdão Libertador
que nos devolve, generosamente,a Paz Interior... Ora!

RELMendes 04/05/2017



terça-feira, 2 de maio de 2017

Ah, essas “Flores de maio”, esperançam-me!



-Esses meus versos singelos em flores
Fluiram do amanhecer desse maio em chegada
Lampejante de afetos, transbordante de amores
E de olhos bem arregalados esbugalhados
Sempre dispostos a amar o que achar
Pela frente em frente e na frente
Sobretudo a ti e a mim que muito plangemos
Vez que por quase tudo desesperançamo-nos,
Tolamente... É que esse maio veio, Enfim!

-Ah esse maio em chegada, por decerto,
Trará consigo, também, buquês de lírios alvos
Para ofertá-los a ti a mim e a todos os demais
Que às vezes como nós não se permitem... Jamais
Estar sempre contentes e alegres a todo o momento
Ainda que a Vida se lhes escorra...plenamente,a olhos nus,
Como o inexplicável desabrochar das belas “Flores de Maio”
Em chegada... 

-Esses meus versos singelos em flores
Fluiram do amanhecer desse maio em chegada
Que a pés em chão andando ligeiro
Correndo, mesmo, por estradas dúbias
De corações...aves perdidas de ligeirezas,
Tenta, de toda maneira, sobretudo com Flores 
Acalentá-los em suas plangências entediantes
Que os impedem de se deliciarem, em êxtase,
Com o belíssimo desabrochar das lindas “Flores  de  Maio”
Em chegada...

-Ah esse maio em chegada, por decerto,
Trará consigo, também, buquês de lírios alvos
Para ofertá-los a ti a mim e a todos os demais
Que às vezes como nós não se permitem... Jamais
 Estar sempre contentes e alegres a todo o momento
Ainda que a Vida se lhes escorra plenamente, a olhos nus,
Como o inexplicável desabrochar das belas “Flores de Maio”
Em chegada...


RELMendes 01/05/2017  

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Não me atenho a Pretéritos


Óh brisas abusadas das lembranças
Leva depressa daqui
De cá de dentro de mim
Qualquer sonho de Amor
Que não vivi plenamente
Pois eles para mim jazem
Complemente... Em algum lugar
Mesmo porque desses sonhos
De Amor lá do pretérito, por decerto,
Já não mais me lembro  
De nenhum sequer!

Fluam outros novos sonhos Ora!
Pois à toa estou eu aqui agora
Senão ventos violentos
De alhures ou mesmo daqui
Sussurrar-me-ão...novamente,
Amores breus... Escusos... Cênicos!
E não os quero, no momento.

Terei eu outros devaneios sim
E bem os quero por demais agora
Em neon lilás doravante... Quiçá!
Os em breus entretanto, se os tive,
Sepultaram-se lá no Pretérito distante.
Despertá-los às essas alturas da Vida
Seria lambuzar-se, novamente,
De incontáveis desencantos e descontros
Totalmente inconcebíveis,
Neste agora...
Porquanto urge –me, neste então,
 Outros Sonhos, muito mais lindos, enfim.  

RELMendes 27/04/2017



terça-feira, 25 de abril de 2017

Apalhaçaram-me nesses tempos extremos



Ah Sem verso algum
Sem poema nenhum
Sem nada que em mim
Se esperance nesse agora
Mórbido porquanto quase
Barroco ou rococó ou um
outro cocô qualquer
Cético, ou palhaço, triste,
Verdadeiramente
De há muito, o sou
E quiçá você, também,
Por conta desse abominável gesto
De lesa à Pátria que hora, por aqui,
Galopa desenfreado!

-Pois essa bandalheira...descabida,
Correndo por aí à solta...País afora,
Nesses tempos extremos que hora vivemos
Faz-me  sentir como se fora eu um Palhaço, triste,
Que acabara de sair de um picadeiro alegre!

-Ah Destarte, sem impulsão alguma
Desaprendi a voar além
Desregalei-me  em dar
Alegria a outrem
- Não importa quem -
Vez que renego fiar-me
Em humanos aboletados
Uns nas tetas dos outros
E est’outros nas daquel’outros
Mas todos juntos se refastelam gulosos
Nas já secas mamas da Pátria Mãe Gentil
Sem nunca cessar suas ganâncias... Jamais!

-Pois essa bandalheira...descabida,
Correndo por aí  à solta...País afora,
Nesses tempos extremos que hora vivemos
Faz-me  sentir como se fora eu um Palhaço, triste,
Que acabara de sair de um picadeiro alegre!


-E mesmo em face desse tédio
De quem não espera a morte
- Angustia de todo morrente -
Nenhum deles tampouco, sequer,
Vislumbra alhures, nada, além
Senão a crença de que se farão
Imortais ou imortalizados
Em nomes de ruas vielas
Ou em outros breguerços quaisquer
- públicos ou privados –
Onde jazerão seus desbotados nomes
Com o passar do tempo sujeito, deveras,
A incontáveis intempéries por demais cruéis!

-Ah Sem verso algum
Sem poema nenhum
Sem nada que em mim
Se esperance nesse agora
Mórbido porquanto quase
Barroco ou rococó ou um
Outro cocô qualquer
Cético, ou palhaço, triste,
Verdadeiramente
De há muito, o sou
E quiçá você, também,
Por conta desse abominável gesto
De lesa à Pátria que hora, por aqui,
Galopa desenfreado!

-Pois essa bandalheira...descabida,
Correndo aí  à solta...País afora,
Nesses tempos extremos que hora vivemos
Faz-me sentir como se fora eu um Palhaço, triste,
Que acabara de sair de um picadeiro alegre!

RELMendes 25/04/2017


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Auscutar a “Quem” só fala no silêncio, é dom


O silêncio é o sacrário do “Espírito do Senhor”...
Queres ouví-Lo a sussurrar em su’alma sedenta de Deus?
Então, silencia-te... Profundamente!

Saborearás, destarte, então, os doces balbúcios
Do “Consolador” Prometido por Cristo
- quando em retorno à “ Casa do Pai” -
Que sempre nos sonda as profundezas d’alma
Vez que em nós habita mora reside
Para conduzir-nos, nos desertos da vida,
Rumo à Jerusalém Celeste...

E quando a trilharmos... Bem devagarinho!
Por ali onde Deus habita soberanamente,
Ainda que sejamos tão humanos,
Resvalaremos , serenamente,  em Sua intimidade,
A auscutá-Lo...orvalhados de felicidade e uma paz sem-fim,
Mesmo que ainda estejamos a perambular nos lindos Jardins
Dessa  nossa querida e acolhedora Mãe Terra.



RELMendes 11/04/2017 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

AMERÍNDIOS, PRIMEIROS DONOS DO BRASIL


Óh Ameríndios, primeiros donos e probos zeladores 
dessas terras desse imenso território de Pindoramas
verdes balouçantes ao vento brando ou forte
Sertões agrestes e veredas borbulantes
Florestas vastas frondosas cheias de frutos
e alimentos protéicos de todas as espécies
Rios caudalosos córregos e riachos de águas
cristalinas potáveis repletas de peixes saborosos
Mares verdes azuis lilaz mesclados de cores inenarráveis
com suas belas orlas de areias alvas peroladas
acinzentadas etc & tal

Ora! Enquanto vós zelastes, Óh primeiros homens do Brasil,
por esse extraordinário jardim que Tupã lhes confiou
o nosso meio ambientes manteve-se  saudável e próspero...

Mas o branco, ao subtrai-lo de vós,  logo a Natureza
e a nossa casa comum, a  mãe Terra, clamaram por Socorro
aos homens de bem de todo o orbes
contra a abominável agressão desse homem branco depredador
cuja ambição econômica não tem limites plausívéis
que se possa mais suportar, enfim!

Portanto, a Terra, a Natureza e os homens de boa vontade,
alardeados, hoje, de eterno reconhecimento,
vos agradecem profundamente o longérimo período
em que esse imenso território do Brasil
esteve sob os vossos respeitosos cuidados...
Óh ameríndíos, queridos homens e mulheres,
primeiros donos do Brasil!


RELMendes 19/04/2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

De instantes, e tão-somente, de instantes



Pois é... Tudo, na Vida, é tecido de instantes:
- Ama-se ávido em instantes!
- Odeia-se ou se é odiado furiosamente
Em instantes!                                           
- Difama-se ou se é difamado
Inconsequentemente...
Em instantes!
- Nasce-se ou renasce-se, às vezes,
Em instantes!
Ainda que só quando se descobre
Que a Vida passa...rapidamente,
 Ou em instantes!
- Nubla-se, absurdamente, a existência do outro,
Em instantes!
- Agorafobamo-nos, hoje em dia,
Graças a parafernália midíatica...
Em instantes!

- Então, por quê não perdoarmo-nos,
Também, instantaneamente,
Antes que, em instantes, não sejamos mais nada?
Ah Seria, também, muito bom para nós mesmos,
Sabia?

RELMendes 14/04/2017


domingo, 16 de abril de 2017

Prece de quem tem saudades do céu



-Ah segura-me em Tuas  Divinas Mãos Jesus
E não vacilarei um só instante sequer
Em ir ter imediatamente  Contigo
Para receber o galhardão que me cabe
Segundo os Teus merecimentos:
- Óh meu dileto e Divino Amigo Jesus!

-Ah segura-me em Tuas Divinas  Mãos Jesus
 E a pés em chão irei a Teu jardim celeste
Deitar-me-ei em um banco disponível
Aquietar-me-ei em posição fetal
Na expectativa de que Te apresses em vir
Afim de que não se delongue mais
Nem por alguns instantes sequer
A hora de eu partir para encontrar-me
Definitivamente...Contigo:
- Óh meu dileto e Divino Amigo Jesus!

-Mas se não Te aprouver vires buscar-me, agora,
Nesse meu momento de disponibilidade total:
- Óh meu dileto e Divino Amigo Jesus!
Esperar-Te-ei aqui, ansioso, tanto quanto a sentinela
Aguarda pela aurora... Até que Tu venhas em Glória
Arrebatar-me para habitar juntinho Contigo
Em uma das muitas moradas que há lá
Na Casa de nosso Pai Celestial...
- Óh meu dileto e Divino Amigo Jesus!


RELMendes 16/04/2017

sábado, 15 de abril de 2017

Caridade, para mim, é caminhar com o outro


A evolução espiritual, para mim,
Está na contramão das proposições
Desse Mundo Pós-moderno tão estressante,
Vejamos, então, meus porquês:
- Não temos que ser melhor que o outro
Coisa nenhuma...
- Temos que ser melhor para o outro.
Eis aquí, para mim, o segredo da Caridade
Ou, atualmente, tão-somente Solidariedade
Que creio que é o que nos conduz à Luz Celestial...
Único sentido, para mim, da nossa labuta
E rápida estadia nessa Terra.

RELMendes 13/04/2017


terça-feira, 11 de abril de 2017

Viver é dom e sabedoria



Todos nós temos o nosso limite
Portanto faz-se necessário conhecê-lo
Para não ultrapassarmos suas delimitações
E virmos a sucumbir nos escombros
Dos nossos próprios vazios existenciais...

Ninguém é feliz o tempo todo
Como também ninguém pode estar
Alegre constantemente como se fora
Uma caixinha de música a tocar sem parar

Pois a Vida , na verdade, é uma colcha de retalhos
Ora coloridos como os deslumbrantes e lindos
Fragmentos que bricam de formar desenhos
Geométricos animados quase encantados
No fundo de um caleidoscópio em movimentos,
Ora rotos desbotados totalmente sem viço
Ou lampejos de uma esperança ao fim do tunel
Que nos entediam sobremaneira o cotidiano
Aparentemente destituido de qualquer sentido
Ou de porquês que justifiquem o viver...

Mas no detrás desse conturbado movimento
Do dia a dia da vida, todos nós...corajosamente,
Vamos tecendo caminhos que nos conduzam
Rumo aos porquês da alegria de viver
Que nada mais são que coisinhas a toa
Apesar de todos os percalços da caminhada...


RELMendes 10/04/2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A aragem vadia de outono só refresca os amantes



Preteriu-nos sim, não há como esconder isso!
Pois ela, a aragem gélida do Outono
Preferiu soprar sobre os telhados dos amantes
A evadir-se em campos abertos até diluir-se à seu tempo
Refrescando a tudo e a todos nós por onde passasse ligeira
-Proferiu, ela, zumbidos indiscretos ao sondar as profundezas
Das paixões derramadas nos desvãos dos segredos dos amantes
E passou sorrateira sem se aperceber dos cantares, endoidecidos,
De quem se abrasava de saudades em silêncios, barulhentos,
Que urravam dores inexpugnáveis... Porquanto, oh,
Disfarçadas de espanto colorido de perplexidade lúdica
Sem deixar vazar o imbróglio da inveja que deveras sentia...
Embora o desencanto cornetasse-lhe o âmago, em brasas,
Fragmentado em faces de palhaços quase sorridentes.
Mas ela a aragem vadia de Outono nem se deu conta
Que nós também a esperávamos em busca de alento!


RELMendes 05/04/2017

domingo, 2 de abril de 2017

Muita coisa se demora em mim:


- O deslumbramento com a beleza das flores
que por acaso encontro ao caminhar
pelas ruas por onde me dou  desfrute
de percorrer vez por outra...

- A alegria que em mim esplode
quando as pessoas sorriem-me a troco de nada
ao cruzamos pelas ruas praças e jardins...

- A satisfação imensa que toma conta de mim
quando  fortuitamente encontro-me com amigos
que de há muito não os vejo nem em sonhos...

- O encantamento que inunda-me com  gentileza generosa
de algumas pessoas de coração lindo
que se dispoem a facilitar a vida de idosos
que transitam pelas ruas...

- A zuada dos jovens ah sim a zuada da juventude
Mora em mim também, em forma de demora
que transborda-me de contentamento sem fim!

- Assim eu suponho e gosto de supor em mim
o porquê há em mim coisa e mais coisa...
 que muito gosta de se demorar em mim.
-
.


RELMendes 02/04/2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

SOU INCOMUM SIM


-Pois ladeio-me de coisinhas simples:
- Velhas amizades queridas
- Garrafas de pequi curtido
- Banda de requijão roceiro
- Doces de buriti e mamão verde
- Polpas de umbu acerola e mangaba
- Carne de sol feijão tropeiro com folhas
De “ora pro nobis” coentro e taioba...

-Circundo-me de sonhos pueris:
- Brincar de pintar estrelas
- Fazer de conta que sou menino
Passarinho a voar além montes
- Ser poetinha de versinhos singelos
Quando não sei nem assoletrar a contento
- Sarracotear pelas praças pra namorar
As meninas faceiras que por lá debulhem
Olhares que ainda me fascinam à beça
-Soltar pipas coloridas na minha rua e adjacências
Aos céus azuis de minha terra

-Deixo-me sempre  levar por boas lembranças:
 - Saudade do primeiro amor da infância distante
- Saudades dos beijos que não roubei...
E daí, se isso tanto apraz-me e, não d’outra forma,
Enternece-me tanto...também,  Ora!


RELMendes 26/03/20 17

quinta-feira, 30 de março de 2017

Colóquios com minh`alma


Óh minh’alma alada de sonhos
Tu que voas muito além dessas plagas
Onde escondo-me detrás só de meus
Quereres... Por favor rogo-vos:
- Conduza-me a enchergar com ternura
Todos os viventes meus semelhantes
Para que eu possa degustar o Amor
Na Paz que tanto anelo.

RELMendes 29/03/2017


Calar-se só se for para auscutar o Divino


-Calar-se face a injustiça é omissão das bravas
-Calar-se face ao abandono de crianças e idosos
É o cumulo da aberração humana ou da malversação
A que um ser que se diz humano possa chegar
-Calar-se face a afronta dos governates em  pisotear,
Na cara de pau, os nossos direitos adquiridos,
No mínimo oh é declararmo-nos mortos...
-Calar-se enfim, só em face de aquietarmo-nos a nós mesmo
E  às nossas almas tão carentes de pausas de silêncio
Afim de que auscutem os balbucios do Divino...


RELMendes 30/03/2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Os Aflitos Quem’s de Idosos Sobreviventes



-Assim dizem-nos :
- Quem ouvirá o nosso pranto
A ecoar fremente por aí afora
Ao evadir-se de seu desventuroso
Escondimento total
A que...sem pena nem dó,
Sorrateiramente!
Os que mais Amamos
Submeteram-nos...
A nós Idosos Sobreviventes,
Sem o nosso menor Consentimento...
Nem tampouco nosso Conhecimento.
Então, Hoje e doravante...e Sempre:
- Em alto e bom som,
Nós proclamaremos tudo isto
Ao quatros cantos do mundo:
- Quem então se propõe
A restabelecer-nos a nossa dignidade
De Idosos Sobreviventes...
Ultimamente...tão Achincalhada,
Conforme nos mostram as Mídias...
Abertamente...
Quem?                     

-Quem perceberá
Quantas dores se escondem
Por detrás da falsa Alegria
Que flui de nossos doces olhares
De quem tanto labutou na Vida...
Para que no crepúsculo de nossas “Missões Terrenas”
Passemos simplesmente por “Invisíveis Criaturas”
Vez que escondidos nos escombros da Ingratidão
Outras perspectivas se não nós apresentam...
Senão o esquecimento em qualquer ALBERGUE
Ainda que o silêncio de nossos olhares
Sempre tenha revelado as dores escondidas
Que trazemos conosco no âmago de nossas almas...
Por termos sido literalmente “Descartados”
Do convívio daqueles a quem muito amamos
Só por que quiçá envelhecemos...tão-somente,
Conforme nos agraciou que envelhecêssemos
A Generosa Mãe Natureza Gentil...
Isto posto, quem então se disporá a amainar-nos hoje
Essas tais dores de muitos Idosos Sobreviventes
Antes que elas...as dores, Ó jovens adultos...
Economicamente produtivos,
Sejam também vossas dores...
Num breve amanhã em rápida chegada,
Quem?

-Quem saberá ler...
Nas entrelinhas
Dos nossos singelos dizeres,
O aflito pedido de “Socorro”
Que transpira de nossas almas
De Idosos Sobreviventes
Enquanto ainda há tempo
Porquanto ainda Vivos,
De nos reconduzirem...
Sem preconceitos,
Ao convívio social... Sobretudo
O FAMILIAR!
Vez que até “Papa Francisco”
Outro dia fez-se nossa Voz
Ao lembrar ao mundo inteiro
Que o melhor Hospital
Para todos nós Idosos,
É o aconchego Familiar!
Isto posto, quem se disporá a caminhar
Na contramão das Proposições
Desse mundo Pós-moderno
Tão absolutamente Cruel
E Individualista,
Aceitando essa bela orientação
De tão sábio Ancião...
Quem?

-Quem descobrirá... Enfim!
Lá no fundo de seu coração,
Que urge se fazer alguma coisa
I-m-e-d-i-a-t-a-m-e-n-t-e
Pra que os hoje Idosos Sobreviventes
E vocês hoje jovens adultos...
Futuros Idosos Sobreviventes do amanhã
Não morramos... Abandonados!
Nem vivamos sob o julgo da Opressão
De termos que ser jovem a qualquer preço
Quando na realidade já não o somos...
Embora tentemos sê-lo...ansiosamente.
Só pra compartilharmos migalhas
Do convívio familiar...
sempre estamos,
To-tal-men-te!
À mercê de desconhecidos...
Que até tentam cuidar bem nós
Mas que... Infelizmente
Não têm o cheirinho gostoso
De coisinhas saudosas
Que nós Idosos Sobreviventes
Amealhamos... Cuidadosamente!
Lá pelo nosso Pretérito... Já tão distante!
Isto posto, quem se habilitará a arregaçar
As mangas do Coração pra reverter
Essa tão lamentável situação em que
Nós Idosos Sobreviventes...
Com muita frequência,
Em sua maioria a Vivemos,
Quem?

-Quem serão então nossos cúmplices
Auspiciosos!
Que hão de socorre-nos...de pronto,
Nessa nossa exaustiva tentativa
Agoniada!
De sobrevivermos em Paz,
Mais um pouquinho...que seja,  
Ainda que só por mais um tempinho,
Nesse mundão de nosso Deus,
Tão repleto de desventurosos
Descaminhos...
Quem?

-Eu, porque também sou “Idoso Sobrevivente”
E ainda tenho condições de botar a boca no Trombone...
E tenho dito!

RELMendes  01/01/2017