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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Minha revelação de hoje


Só almejo / nesse exato agora/
- De todo o meu coração/mesmo/ -
Que o hálito /da brisa de DEUS/ sopre/
Sem cessar/ sempre/ nas velas
Do barquinho de minha vida
Pra que ele não se desvie/ jamais/
Da rota do Amor/ da Serenidade
E /sobretudo da Paz!


Relmendes 15/07/2017

sábado, 12 de agosto de 2017

A propósito da presença do Pai


-PAI / logo ao nascermos/por uns instantes/
Você nos é um simples desconhecido/tão-somente/
Ah! Mas depois do seu primeiro olhar/terno/pra nós/
Do seu primeiro afago/ gostoso/em nós/
- Por vezes às escondidas –
Do seu primeiro suspiro paternal/ profundo/ a nossos ouvidos/
De felicidade / plena/ a transbordar-se de contentamento/
- Simplesmente por causa de nós termos nascido/ enfim -
Não há/ portanto/ como se negar / de jeito algum/ sequer/
Que por detrás do tal bicho papão/ assustador/
Há/ sobretudo/ para nós seus filhos/ um ser humano/ impar/
- Quiçá/ um herói desconhecido/ para os outros/ não pra nós -
Capaz de nos amar sem limites/ de nos acolher em quaisquer
 Circunstâncias/ sejam elas qual forerem/ pouco lhe importa/
De caminhar conosco/ em qualquer situação que for/
De dar sua própria vida por nós/ sem hesitar/ de forma alguma/
E/ também/ de dizer-nos /não/ quando preciso for/sem titubear/
- Ainda que isto lhe parta/ profundamente/ o coração paterno -
Para que nós/ seus filhos e filhas/ sobrevivamos
A quaisquer percalços que /por desventura/ou ventura/
Aflijam-nos ou alegrem-nos/ sobremaneira/ pelo percurso /
Curto ou longo /de nossas vidas tão polvilhadas/
 Por toda sorte de incontáveis/ surpresas!...

-PAI / sou grato a Deus/ por me ter dado/ a você/ como seu filho.Viu?
Pois apesar de nossos muitos entreveros/ tivemos a oportunidade/impar/
De trocarmos abraços/ acochados/ beijos faciais/ ternos/ e era tão
Bom poder dizer/ aos outros/ - sendo eu já quase idoso -
 Só para enchê-los de inveja:
- Gente... Hoje tô indo passar uns dias com papai!

-PAI/ não obstante eu ter tido de comer aqueles benditos bolos/ Luís XV
  - que você/ tão carinhosamente/ sempre os fazia para mim -  assim que eu chegava em sua casa... Só porque / ingenuamente/ você pensava que eu os achava /deliciosos/... Meu Deus/ que sufoco!
Mesmo assim/ valeu muito a pena/ eu ser seu filho!!  
Viu/ meu velho / amado? Obrigado por tudo/ meu Pai!

RELMendes 13/ 08/2017


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Às vezes o Amor bate asas e voa



Quando amor bate asas e vai-se embora/
É porque ele não quer mais morar na gente.
Então o melhor é deixá-lo alçar vôo /
Sem constrangimento...

Pois quem sabe não seja hora de outro Amor
Vir aconchegar-se/ na gente/ com aquele ar
De quem veio pra ficar/ bastante/ tempo?

Relmendes  07/08/2017


sábado, 5 de agosto de 2017

Ah quem dera fosse eu um passarinho!



Se deveras fosse eu um passarinho/
Não hesitaria/ jamais/ em pousar/
Logo ao despontar da aurora/
Bem pertinho de tua janela/
Só pra te amanhecer ao som
Do meu gorjeio/ apaixonado/
Ah quem dera! Ah quem dera!


RELMendes 30/07/2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Resquícios


-Hoje/ o Amor perambulou
Por aí afora... Comigo!
O aroma do seu perfume/
Posso eu aspira-lo/
Ainda... Agora!

-E porquanto/ quiçá/
Minh’alma / risonha:
- Ora bordada de alegrias/
- Ora apenas de sonhos/
Por aqui... Inebriada
De contentamento/
Transborda-se em
Ah quem dera’s...
Ao vislumbrar
Seus resquícios...
Ainda... Agora!

RELMendes 23/11/2016

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Indecisão se cura com sabedoria


Quem não sabe se vai /ou se fica/
O melhor /mesmo/ é empacar/
Onde se encontra/ por instantes/
- Que nem faz jegue brabo/ assustado/ -
Até a borrasca da indecisão se amainar/
E depois/ Ah/ depois é só fixar bem /os olhos d’alma/
No horizonte/ sem fim/ do seu por dentro/
E a pés em chão/ sem pestanejar/ sequer/
Pôr-se a correr / Desembestadamente/
Atrás da felicidade que /certamente/ o aguarda/
 Em algum lugar/ de seu universo interior/ atribulado/
E quem sabe até/ ela/ a felicidade/ não esteja
Bem aí/ a seu lado/ hein?

RELMendes 30/07/2017




quinta-feira, 27 de julho de 2017

Quem desrespeita /os outros/ não terá um coração lindo/ jamais!


-Minha descrença/ na crença dos outros/
Não me habilita/ em hipótese alguma/ para
Desrespeitar a quem que seja/ por suas
Convicções religiosas ou outras quaisquer/
Ainda que essas divirjam/ totalmente/ das minhas/
Ou não coadunem/ em nada/ com meus pensares/
Nem tampouco com meu jeito de ser e de viver.

-Ah!  Para se viver bem / penso eu cá comigo/
Precisa-se respeitar /as diferenças que permeiam/
Quer se queira ou não/ o cotidiano de todos nós.
Pois elas/ as diferenças de cada um/ sempre tecem
Os belos desenhos do incrível caleidoscópio da Vida... Ora!!

-Portanto/definitivamente/ quem desrespeita/ os outros/
Não é uma pessoa chique/ nem tampouco tem /ou terá
Um coração lindo... Jamais!

RELMendes 26/06/2017


domingo, 23 de julho de 2017

À noite meus olhos vagueiam sempre



-Da janela frontal da varanda/
Meus olhos vagueiam /ao infinito/
Não sei bem eu em busca de quê/
Nem o porquê / tampouco/ eu sei!

-Quiçá/eles estejam por lá/ à espreita/
Só pra contemplarem/ tão-somente/
As estrelinhas a brincar/ de pega/ pega/
Na escuridão da noite em breu/ e nada mais!


RELMendes 22/02/2017

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Liberdade é minha doce sina


-Não me dou ao desfrute de ancorar-me/ em nenhum cais/ jamais/
Vez que sou/ jangada/ que muito apraz-se/ em velejar /mar adentro/ Rumo a águas profundas/ ao sopro das brisas/ e ao assoviar dos ventos/ Fortes/ que a impulsionam/ ao desconhecido/ que anela/ desbravar...
-Ave de arribação/ abomino quem/ faminto/ofusca-me/ à noite/
Pois sou apenas peregrino/ em migração/ rumo à procriação...
-Bacurau que sou/ primo na camuflagem/ pra impedir /a invasão/
Do meu sagrado/ que/ em mim/ preza/ sobremaneira/ a Vida/ nascida/
Em momentos/ plenos/ de total LIBERDADE.

RELMendes 01/06/2017


sábado, 8 de julho de 2017

Busquemos sempre as coisas do Alto



-Se é pra se caminhar/hoje/ nesse lindo/amanhecer/
Que caminhemos / por entre girassóis/ dourados/
E como eles/ busquemos sempre a luz...

-Se é pra se voar / nesse agora/ do alvorecer/
Que voemos/ aos bandos/ como as andorinhas/
E como elas / brinquemos / a trinar/sempre/
Lá pelas bandas/ do mais alto/ dos céus azuis...

-Se é pra se inebriar/ após o crepúsculo/ se recolher/
Que inebremo-nos/ à exaustão / a contemplar / por horas/
O céu/em breu/ a pontilhar-se/ de estrelinhas / lampejantes/
E como essas estrelinhas/ que lampejemos/ de esperança/
O céu / de nossas vidas/ por vezes/ totalmente/ em breu/
Mas que anela sempre/ enfeitar-se / de luminosa/ esperança/
Que sinalizará/ trilhas/ que nos conduzirão/ à luz...

-Se é pra se orvalhar/ nas madrugadas/ friorentas/
Que nos orvalhemos/ de generosidade/ como quem/
Pelas madrugadas/ vai ao encontro/ de quem carece/de tudo:
Alimento/ Agasalho e/ sobretudo / de Acalanto/ de alguém/
Para que/ esse carente/ possa se lembrar/ de que/
A pesar de todos os pesares/ ele/ ainda é um ser/ humano...

-Pois creio/ piamente/ que quem socorre/ aos necessitados/
Quer durante o a luz do dia/ quer na calada da noite/ fria/
Já caminha/ a paços largos/ pelas estradas/ dessa VIDA/
Totalmente/ orvalhado/ da  Luz Celestial/ enfim!

Então/ orvalhemo-nos/ dessa generosidade/ pra sermos/ iluminados/
Também/por essa Luz/ que não se apaga/ Jamais!

RELMendes 05/07/2017


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Voar/ às vezes/ é fundamental



-Então/ alçarei voo/ sim/ ainda que/ quiçá/ as condições/
Possam não ser/ tão favoráveis/ a mim/ pra eu voar/
Ah, se alçarei!

-Pois aprendi/ muito bem/ com as abelhinhas que /
Pelas leis da aerodinâmica / elas/ jamais/
Poderiam voar/ vez que /suas asas/
São / por demais/ pequeninas/ para o tamanho/
De seus corpos...
Ah, se aprendi!

-No entanto/ mesmo assim/ elas/ as abelhinhas/
Voam / e de lambuja/ ainda produzem /Mel... Gostou?l!

-Se há quem/ por ventura/ou desventura/ não gostou/
É porque/ por decerto/ jamais alçou/ vôo/ nem rasante/
E nem tampouco/ nunca produziu/ Mel... Ora!
Ah, se não é por isso!

RELMendes  06/07/2017


A mãe Natureza é fonte de inspiração aos artistas



A “Natureza” / quando retratada/ na tela de um / virtuoso/ pintor/
Ainda que/ por morta/ seja denominada/ ou conhecida/
É demasiadamente... Linda! Estonteantemente/ Bela!

E por conta/ de tanto encantamento/ sugiro-lhe:
Contemplai /mas/ contemplai/mesmo/ sempre atento/ sem pressa
A obra/ ou pintura/ de um virtuoso/ artista/ plástico/
Pois / dela/ derrama-se/ generosamente/ o Belo/
Sempre disposto/ a fugir /do seu escondimento/
Para nos espantar / sem avareza/ de encantamentos!

Agora/ de mãos dadas/ com essas pistas/ elucidadoras/
Deixai /os olhos degustarem/ ávidos/ o Belo/ exposto/
E saboreai / famintos/ as frutas/ os legumes/ e tudo mais/
Que uma pintura/ / inspirada / em belezuras da Natureza/ viva/
 Possa / generosamente/ ofertar-nos de Belo/ do jeito/ único/
De expressá-lo/ no que diz respeito/ ao talento/ de seu / virtuoso/ Pintor!

Por fim/ inebriado de encantamentos/
Daí / graças à Vida/ e à Natureza/
Que / sem avareza/ a toda sorte de Artistas/
Generosas/ sempre / os inspiram/ constantemente!

RELMendes 30/05/2017


terça-feira, 4 de julho de 2017

A FELICIDADE SE ESCONDE NAS COISAS MAIS SIMPLES


-Quem está a fim /mesmo/de degustar/ a Felicidade/
Que se inebrie/ com o alvorecer /a despontar/ todas as manhãs/
Que se encante/ com sua amoreira/carregadinha/ de frutos/
Que se abisme/com seu roseiral/ a florir/ sem avareza/
Que se surpreenda/com o crescimento/ rápido/ de seus pezinhos
de alecrim e de manjericão/ que tanto perfumam/ a casa/
Que se espante/ de alegria/ com o cantar / dos passarinhos/
Que se felicite/ a si mesmo/por mais um dia de vida/ com que foi/ agraciado/ pelo bom Deus/
Que se deleite/com sua saúde/ nos trinques/com o sorriso de
Felicidade /dos seus amigos/ visinhos e desafetos, enfim... Ara!

-Pois tudo/ mais/ é tão efêmero/ quando não/ apenas/ pura
propaganda/ enganosa/ para nos ludibridiar / e encher as burrinhas/
dos /gananciosos/ “bufarinheiro”/ desse mundo/ Pós-moderno/ vendedor/de tantas/ falsas/ ilusões / descabidas!
E tenho dito!


RELMendes 02/07/2017


sexta-feira, 30 de junho de 2017

O Amor muda tudo, inclusive... Inquietudes!


-Tudo /em mim/ sinto / quase indistintamente/
Se chove/ enxovalho-me/ totalmente/ de tédio/
E nem por isso/ deixa de chover/ Jamais!
Se esfria/ engrujo-me/ totalmente/a tremer/ muito/
E nem por isso/ cessa o frio / Jamais!
Se faz calor/ abano-me/ ou banho-me/ sem parar/
E nem por isso/o tempo/ refresca... Jamais!!

-Mas se amo/apaixono-me/ profundamente/ Sempre!
E / precisamente/por isso/ Ah, meu Deus!
Para mim/ nada renego/ quando amo/ Jamais!
Nem a chuva. Nem o frio. Nem o calor.
Pois /quando amo/ tudo/ é encantamento!


RELMendes 30/06/2017

segunda-feira, 26 de junho de 2017

No inverno eu não versejo jamais



-Foram-se as palavras/ todas/ou quase todas/
Quiçá porque seja inverno /frio/ cinzento/ e hibernador/
-Foram-se os versos singelos/ todos/ todos/ mesmo/
Quiçá porque seja inverno / frio/ cinzento/ e hibernador/
-Foram-se também/ os lampejos da verve/ que agasalhou-se/toda/
Sabe-se bem lá onde/ ou simplesmente/aonde/ nem porque/
Quiçá porque seja inverno / frio /cinzento/ e hibernador/
Quem sabe, né?

-Ah! E sem lareira que aqueça-me os pés /gélidos de frio/
Nem tampouco à ponta de meu nariz/ também/ em gelo/
E sem abraços do hálito morno /do verão/ escaldante/
Nem as fogueiras /incandescente/ lá fora/ no terreiro/
Desembrulham-me os arroios da inspiração /engruginhada/
Nos desvãos /do imo de mim/ totalmente/ hibernado.

-No inverno /definitivamente /esse vate aqui/ não verseja/nada/
Vez que su’alma enviúva-se/ completamente/ no inverno/
Ao espiar o céu que dorme/ em cinza/ ainda que/ argentado/ de luar/
E pirilampejado de estrelinhas /salientes/ a lampejar nas noites/frias/
Tentando despertar-me / de.tão absurda/ hibernação / poética.

-Mas esse vate aqui/ no inverno/ não desimberna/ mesmo/
Nem pra tomar um cafezim/ quentim/ ou mesmo/um bom chimarrão...
Pois/ no inverno/ nem sequer/ a Anjo/ eu me disponho/ a dar/ ouvidos!


RELMendes 26/06/2017

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ou espiamos atentos/ ou perderemos as Surpresas



-De repente /se descobre/ espantado/
 Que o dia se desgastou/ em tarefas/
E o tempo criou /asas /e simplesmente/ voou!
- O crepúsculo apagou-se / totalmente/
E nem percebemos/ o fato/ intrigante!
- A noite fez-se mulher /bem ali/
Diante /de nossos olhos/ desatentos/
Que nem marejaram /sequer/
- O alvorecer resplandeceu/ lampejante/
Por debaixo da saia breu /da noite/
Que o parira /ao apagar /das estrelas/
E incandesceu/ de luz/ o nosso Sertão!

-E nós /ah / nós nem nos apercebemos/
Dessas /tantas / belezuras/ generosamente/
Dadas/ a nós / no transcurso/ do dia/
Que /acelerado/ nunca espera/ jamais/
O despertar/ d’alma / distraída/ de seu ninguém!

-Pois sempre estamos/ em demasia/
Absortos / em torpes/ maracutaias/ cotidianas/
Que nos impedem /de espiar / extasiados/
O que / deveras/ enfeita /o dia a dia/ a todo instante/
Com suas incontáveis/ lindas/ Surpresas!

-Mas que tolice /a nossa/ hein?!

RELMendes 03/06/2017


domingo, 28 de maio de 2017

Ela a viola e a saudade


Ah! Pelas ruas /vielas /calçadas/ e becos/
De sua/ hora/ triste cidade/ vazia/
Em noites / cálidas/ quiçá/ intensas/até/
Enluaradas / ou quiçá/ em breu/ pois sem estrelas/
Em madrugadas / frias/ ou mornas/ pois sem brisas/
Orvalhadas / garoadas ou/ não / pois /por vezes/sem umidade/
Uma bela Violeira / melancólica/ pois absorta em seu pretérito
Carregando /sobre seus curvados ombros/
Toda a dor e tristeza / do mundo/ inteiro/
A caminhar /solitária/ soava saudades/ infindas/
Fazia / tristonhas/ serenatas de Amor/ sofrido/
Tocando sua viola /de sons plangentes/
E cantando /Cantigas saudosas/ de Amor/ sofrido/
Para o seu Amor que / de repente/ partira
Pra além das fronteiras /dessa Vida/
Abarrotando-a /de imensa dor./doida/
E deixando-a / imersa/ numa solidão/ sem fim/

Óh! Toca/ toca tua viola /chorosa/
E canta teus versos /saudosos/ sem retê-los/
Deixe-os/ afinal/ rasgar /as ruas e vielas/
Vez que são testemunhas /consternadas/
Dessas tuas tantas /dores de Amor/ sofrido/
Ó bela  Violeira/ do coração / partido/
Que o /cruel/ destino /aos frangalhos/
Sem pena/ nem dó/... O deixou /afinal/.

Quem sabe / ah/ ó bela Violeira / tristonha/ se cantando
E tocando tuas plangentes canções /de saudade/
O teu dolorido luto /de Amor/ sofrido/
Não se esvaia /mais rápido/ que se espera/
E aliviada /então/ possas tu/ se permitir
Doravante/ serestar / sem cessar/
Cantigas / recém tecidas por ti /em louvação/
Ao novo Amor/ já em chegada?
É... Quem sabe, hein?

RELMendes 04/02/2017



quarta-feira, 24 de maio de 2017

Enquanto a Vida ainda acontece



No voltear estonteante da saia godê da noite
- Bordada de estrelinhas lampejantes
E alumiada de clarão de luar prateado -
Debrucei-me...  /Displicentemente/
E dei-me aos sonhos /às ilusões/ Despudoradamente/
Sem me aporrinhar /jamais/ com o que dirão /de mim/
Os impertinentes/ nem os maldizentes/
Nem tampouco os hóspedes da vida alheia
Vez que /nem se apercebem /sequer/
Ser eu/ ainda que longevo/ um brincalhão/Inveterado/
Que ama imergir no breu da noite vadia
Para alumiar meus sonhos e ilusões tantas
Com brilho das estrelas/ e argentá-los/
Ao clarão do luar que clareia a noite /dos enamorados/
Em tempos de lua cheia a lampejar /sem avarezas/.

Ah! E a quem interessar possa/ assim o farei sempre/ sim!
Enquanto o espetáculo da Vida/ em mim/
Ainda aconteça... Radiante!

RELMendes 16/05/2017


sábado, 20 de maio de 2017

CAMINHO



Com sofreguidão tento abrir mão dos atalhos sugeridos
Vez que não são os meus, para então, tomar ou agarrar-me
Totalmente, de unhas e dentes, e muito mais ainda
Aos meus próprios atalhos que, possivelmente ou, quiçá, não,
Conduzir-me-ão por onde muito anelo palmilhar meus dias
Sem a interferência de outrem ou de outros, que não eu,
A fim de que, depois do percurso/ haja sombrias desilusões
Ou orvalhadas alegrias/ não seja senão eu, o único responsável
Por tudo e... Sobretudo!.

Caminho, penso eu, é algo de muito pessoal, ainda que ele,
O meu caminho, não seja Eu, mas sim: - Tu, ele ou ela,
Vós, eles ou elas...e a quem mais eu me permita querer
Partilhar minha vida, quer, em plenitude...
Ou, mesmo, em pedaços, quiçá!

Ora! Então, o que é meu caminho, senão quem ou os quem’s
Com os quais, a cada dia, bem desconfiado, desenovelo a Vida?!


RELMendes 19/01/2017

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Viajar constantemente mais além, pra quê enfim?


Às vezes nós/ poetinhas/ queremos ir mais Além,
Mas muito mais além / mesmo/ de onde/ ao entardecer/
O crepúsculo sempre boceja nos braços do poente carmin
A fim de se saborear a Inspiração tão anelada / por nós/
Que quiçá só se esconda / tão-somente/
No detrás do inquieto imo de nós mesmos...
Vates famintos de Belo!...

Ora! Se é assim pra quê então buscarmos/ tão ávidos/
Fora de nós/ vates tresloucados/ essa Inspiração ensandecente
Que tão despudoradamente anelamos nós a todo instante?

Ora!... Ora!,,, Ora!... Assim penso eu cá com meus botões:
Por pura impertinência nossa/ tão-somente/
De poetinhas devaneadores incorrigíveis
 / quiçá aparentemente desocupados, mas sempre sabedores
com que rapidez a Vida se esvai sem mais delongas/
Que estamos sempre procurando algo de novo /ou quase novo/
Para tecermos encantadores versos, poesias e poemas/ tantos!



RELMendes 17/05/2017

domingo, 14 de maio de 2017

Surpresas ninguém as exprime. Vive-se-as, apenas!



Só uma coisa me fascina totalmente
Caminhar pelas mesmas ruas... Sim!
De preferência sozinho sozinho
Pra não desatentar-me... Jamais!
Nem um pouquinho sequer
De tudo que possa encontrar
Ao longo do caminho...

Caminhar pelas mesmas ruas... Sim!
Sem medo algum de deparar-me... Jamais!
Nas entrelinhas das certezas ou incertezas
Com o entedioso mais do mesmo... Sempre!
Mais do mesmo entedioso  que não se compraz... Nunca!
Com o imensurável desejo de quem anela o novo.,, O porvir!

Caminhar pelas mesmas ruas... Sim!
Pois quem sabe se de repente quiçá
Não possa eu por descuido defrontar-me
Com uma rosa solitária em seu jardim
A beijar-me de lá os olhos extasiados
E a espantar-me a alma inebriada
Bem no finalzinho do meu passeio
Matinal ou vespertino e até noturno mesmo
Independente de meus discutíveis sim’s
E não menos ainda de meus tantos
Deploráveis nãos, hein?!


RELMendes 12/05/2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Mães são flores disfarçadas de gente


Onde semeei as Esperanças
Elas desabrocharam em Flores
As flores encantaram-se em Mulheres
Margaridas... Rosas... Camélias...
As mulheres se fizeram Mães amadas
Arvorecendo-se em nós seus filhos amados
Ama-las então, para nós, seus bem-quereres
É pura satisfação e encantamento
Feito versos...



RELMendes 09/05/2017

sábado, 6 de maio de 2017

Desaprisionar-se dos ódios, é caminhar no Amor


-Ah o ódio é uma armadilha que nos prende ao odiado!
Não permitamos, portanto, que a chibata do ódio
que vez por outra nos açoita, também nos aprisione,
por tempo indeterminado, àquilo ou a quem odiamos.
Pois aquilo ou quem é odiado, no mais das vezes,
nem sabe, na verdade, que é abominado...e, portanto, 
 não está nem aí para o que o odiador sente ou não, enfim.
Então não nos tornemos totalmente encarcerados, a outrem,
só por conta de nossos próprios caprichos, descabidos, 
de odiar por odiar tolamente... Ora!

-Mas ao contrario apressemo-nos em utilizar a arte do perdoar 
que é uma maxi-sonata divina que tem o poder de nos libertar 
ligeirinho ligeirInho dessa desconfortável armadilha do ódio
que, quando nela aprisionados, nos atormenta, no o dia a dia, 
a todo momento...sem parar um só instante sequer!

-Impedindo-nos, destarte, de se degustar a delícia dos sonhos 
a serem sonhados sob os ares da liberdade interior
que só sopram ao saber-nos em paz conosco mesmos
e com tudo aquilo que se bole, se mexe, se remexe, respira e, 
vez por outra, nos aporrinha, nos incomoda, nos inferniza 
tira-nos do sério e enche-nos o saco, também, enfim!

-Portanto, nunca consintamos, jamais, que o sol se ponha 
antes de estarmos de bem conosco mesmos, 
e com tudo aquilo que, no mundo, há: - de aborrecido e repugnante! 
E desaprisionados dos ódios... Enfim!
Sintamos que não há preço, no mundo, que pague a felicidade 
de se poder usufruir da liberdade de se ser dono de si mesmo
pra que se possa prosseguir o caminho, passo a passo, 
cheios de Amor pra dar e capazes de Amar profundamente,
como só um poeta sonhador é capaz de Amar, enfim!

-E viva o bálsamo do Perdão Libertador
que nos devolve, generosamente,a Paz Interior... Ora!

RELMendes 04/05/2017



terça-feira, 2 de maio de 2017

Ah, essas “Flores de maio”, esperançam-me!



-Esses meus versos singelos em flores
Fluiram do amanhecer desse maio em chegada
Lampejante de afetos, transbordante de amores
E de olhos bem arregalados esbugalhados
Sempre dispostos a amar o que achar
Pela frente em frente e na frente
Sobretudo a ti e a mim que muito plangemos
Vez que por quase tudo desesperançamo-nos,
Tolamente... É que esse maio veio, Enfim!

-Ah esse maio em chegada, por decerto,
Trará consigo, também, buquês de lírios alvos
Para ofertá-los a ti a mim e a todos os demais
Que às vezes como nós não se permitem... Jamais
Estar sempre contentes e alegres a todo o momento
Ainda que a Vida se lhes escorra...plenamente,a olhos nus,
Como o inexplicável desabrochar das belas “Flores de Maio”
Em chegada... 

-Esses meus versos singelos em flores
Fluiram do amanhecer desse maio em chegada
Que a pés em chão andando ligeiro
Correndo, mesmo, por estradas dúbias
De corações...aves perdidas de ligeirezas,
Tenta, de toda maneira, sobretudo com Flores 
Acalentá-los em suas plangências entediantes
Que os impedem de se deliciarem, em êxtase,
Com o belíssimo desabrochar das lindas “Flores  de  Maio”
Em chegada...

-Ah esse maio em chegada, por decerto,
Trará consigo, também, buquês de lírios alvos
Para ofertá-los a ti a mim e a todos os demais
Que às vezes como nós não se permitem... Jamais
 Estar sempre contentes e alegres a todo o momento
Ainda que a Vida se lhes escorra plenamente, a olhos nus,
Como o inexplicável desabrochar das belas “Flores de Maio”
Em chegada...


RELMendes 01/05/2017