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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Que o Novo Ano seja bem-vindo!...


Se apressado está em partir o Velho Ano,
Que a agonizar, ligeiro, 
Consome seus derradeiros momentos 
Até se esvair... no tempo...
Então, acolhamos jubilosos
Os primeiros instantes do Novo Ano 
Que generosamente
Ofertam-se sem avareza!
E que o Novo Ano (2014) nos amanheça:
Cheios de vida,
(MUITA SAÚDE, PRA DAR E VENDER!)
Repletos de esperança, 
 (MUITAS REALIZAÇÕES A VISTA!)
Empanturrados de alegria e felicidade,
(PARA ACOLHERMOS A TODOS!)
E orvalhados de ternura e amor 
(PARA POVILHARMOS O MUNDO INTEIRO!) 


FELIZ ANO NOVO!

Montes Claros (MG), 17-12-2013
RELMendes

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Uma bela sugestão pra este “Natal de Jesus”!





Neste Natal de Jesus, desejo
Que nós mesmos sejamos as árvores de Natal
A enfeitar nossas casas, lares, praças e cidades...

E o que mais espero mesmo
É que nos iluminemos com as luzes:
Da bondade...
  (porque Jesus é a bondade!)
Da compaixão.
  (porque Jesus se compadeceu de Zaqueu, da mulher adúltera            etcetc!)
Da misericórdia...
  (porque Jesus foi misericordioso, até com seus algozes!)
Da fraternidade,
  (porque Jesus se fez nosso irmão!)
Do acolhimento...
  (porque somos todos filhos de DEUS, portanto, irmãos!)
E da partilha do pão nosso de cada dia,
Porque este é o combustível
Que, verdadeiramente,
Procede do “Amor de DEUS”
E nos faz irmãos e seguidores de JESUS!
( Mt 26,34-41 e Atos 4,32)

Montes Claros, (MG) 16-12-2013
RELMendes

sábado, 14 de dezembro de 2013

Ainda hei de pintar estrelas Na saia godê da noite vadia Ah, se hei!


Nunca bordei constelações
Nem tampouco pintei estrelas
Mas que vez por outra
Penso em pintá-las,
Ah, se penso!
Porque tenho a vaga impressão
Que desenhá-las ou pintá-las
No breu da noite escura...
Seria o mesmo que me enveredar  
Na nevoa da ingenuidade...
Até esparrachar-me totalmente
Nos braços ternos da inocência... ora!

Nunca bordei constelações
Nem tampouco pintei estrelas
Mas que vez por outra
Penso em desenhá-las ou pintá-las,
Ah, se penso!
Porque tenho uma vontade louca
De ser alumiado e iluminado
Por estrelas e mais estrelas
De preferência coloridas
Só pra saber como se sente
Uma árvore de Natal...ora!

Nunca bordei constelações
Nem tampouco pintei estrelas
Mas que hei de desenhá-las
E de pintá-las,
Ah!...Não tenham dúvidas
Que as pintarei
Nem que o faça
Apenas em sonhos....ora!


Montes Claros (MG), 13-12-2013

RELMendes

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Um súbito amor de primavera

                                                               (é possível! )  

Cá estou eu
Novamente...
A escarafunchar...
Em todos os lugares,
D`onde possa ter escondido as sementinhas de flores...
( “amor-perfeito”, margaridinhas campestres, miosótis...)
Porque é primavera...
E a gente precisa...
Enfeitar todas as varandas!...
(as das casas e as da alma)
Porque pode ser que de repente
O amor venha nos visitar...    
Novamente...

Montes Claros(MG), 07-10-2013

RELMendes

domingo, 1 de dezembro de 2013

O amor não tem hora pra chegar!



Psiu...
Silêncio!...
Qualquer coisa me diz
Que o amor está batendo
Bem levemente...
À porta do meu coração,
(e a porta dele é a única que só abre por dentro!)
E como necessito muito do amor,
(para acender essa lareira estrambelhada)
É preciso estar atento,
Porque senão ele escapa avexado...
E vai se aconchegar
Lá no peito acolhedor do vizinho!...

Montes Claros (MG), 07-10-2013
RELMendes
 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Súplica de sertanejo sedento


-Chove chuva almejada...
Chove sem parar
Ah! Se puder bem devagarinho
Que nem leite de peito de mãe
A alimentar recém nascido faminto.

-Chove chuva anelada
Chove sem parar
Se puder bem devagarinho.
Mas que sejas persistente...
Constante e duradoura.
Se possível que nem lágrimas
De mulher abandonada
Ou que nem queixumes
De homem traído.

-Chove chuva benfazeja
Chove sem parar
Mas se puder
Que seja bem de vagarinho...
 E sempre a contento
Ou então que seja mesmo do jeito
Que ao dono do tempo bem aprouver.

-Chove chuva plantadora
Chove sem parar
Tomara que não sejas tão assustadora
Do jeito que conhecemos:
Com urros de trovões ouriçados...
Com relâmpagos reluzentes...
Com raios de neon a pipocar
Por todo lado
Com ventos barulhentos a assoviarem
Por todo canto
Fazendo muito medo a gente.

-Mas...Chove chuva benfazeja,
Chove chuva almejada
Porquanto quero sentir
Aquele cheirinho gostoso
Que exala da terra molhada.
Porque quero ouvir o barulhinho
Dos pingos d’água
A tilintarem no telhado seco da casa
E no telhado ávido d`alma sertaneja.

-Chove chuva gostosa...
Chove chuva vadia
Que fecunda a terra no cio
E que também fecunda o coração
Esperançoso do sertanejo
Que só de pensá nocê
Chove chuva,
Se lambuza todinho...
De alegria verdinha verdinha.


Montes Claros(MG)- 30-09-2013

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Um lindo sorriso negro!

(o da minha vó materna, Elvira Gomes!)


Regado de abundante ternura
Busco encontrar palavras,
versos, rimas
Que possam descrever
Seu lindo sorriso negro
A reluzir ao clarão do luar...

Um lindo sorriso negro,
Porque...
Verdadeiramente
Negro!
Um sorriso negro
Espantosamente belo,
Porque,
Essencialmente  
Negro!
Que o digam as águas cristalinas do Timbó!
Que o propalem o vento, o mar, as cascatas
E o látex que se derrama generoso
Dos sulcos das seringueiras nativas do Pará!

Um belo sorriso negro
A reluzir ao clarão do luar,
Que na terra não o pude desfrutar
Porque... quando nasci,
Ele (o sorriso negro) já havia partido
Lá prás bandas encantadas do sem-fim
Donde nos vem o luar...

Ah! Sorriso negro tão lindo,
Pena que só te contemplei
Em uma bela foto antiga
Que... na capoeira da vida,
Estranhamente  
Desapareceu!...
(será por que hein?)

Oh! Sorriso negro tão belo
A reluzir ao clarão do luar,
Dos teus melodiosos fulgores
Muito ouvi falar!
(Claro! Só em meio a preconceituosos
  bochichos de familiares
  e em profundo clima de segredo,
  porque a maioria desses aparentados
  já haviam desbotado a pele negra!)

Às vezes questiono-me cá com meus botões:

Formosa senhora do belo sorriso negro
De uma Oxum das águas doces,
Se com tua negritude
Inebriaste-me sobremaneira,
Será que prá  teres sido...desta vida,
Arrebatada tão cedo (33 anos)
Lá prás bandas do sem-fim
Donde nos alumia o luar,
Não terás também fascinado
Os olhos incandescentes de Oxalá,
Ò bela descendente de Zumbi?!  
(O grande rei dos Palmares!)

Oh, gracioso sorriso negro...
A alumiar-se ao clarão do luar,
Contigo, quero sempre sonhar!....

Montes Claros (MG), 20-11-2013
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