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terça-feira, 17 de março de 2015

A Centenária Menina “ Flor do Sertão”!

  (Da. Yvonne Oliveira Silveira) 

É incontestável que outra flor não há...
Mais formosa e tão sábia quanto ela,
Nem aqui neste sertão amado
Nem tampouco lá acolá...
Por esse imenso mundaréu afora.
Ah, mas não há mesmo!...
Porque além de muito formosa...
Em sabedoria...pelas bandas de cá,
Abundantemente, ela transborda.

 Ah! Fora eu um trovador...
- Daqueles pra valer –
Debulhar-me-ia em belas trovas... 
Lindos poemas e encantadoras poesias,
Só para decantar...em prosa e versos,
Os seus incontáveis talentos literários...
E tantos outros mais que enfim a enfeitam.

Mas, como sou apenas um poetinha brejeiro,
Artesão tão-somente de versinhos singelos...
Então, despeço-me aqui assim dizendo:
- Ó querida poeta Da Yvonne Oliveira Silveira,
Uno-me, profundamente, enternecido
Às vozes deste amado sertão...
Que a ti proclamam essa bela louvação
Tão justa porquanto tão verdadeira:
“Ó amada escritora admirável...
Foste és e sempre serás
A eterna primeira dama... Da versátil e rica
Literatura Norte Mineira!”

Montes Claros (MG), 17-03-2015

RELMendes 

sábado, 7 de março de 2015

Para mim o "Largo do Arouche" é um caleidoscópio


 “Se todos os caminhos levam a Roma, em Sampa, todos os caminhos conduzem ao “Largo do Arouche”.
Bom. Quando eu retornei-me a Sampa, em 84, fixei residência, inicialmente, nesse belíssimo largo. Sempre o considerei deslumbrante. Fiz até de minha janela um caleidoscópio, só para espiar, inebriado, o vai e vem irrequieto das pessoas sempre a se movimentarem por lá, no belo largo... Ora! Evidentemente, que esse vai e vem era porque por lá havia um fluxo, intenso e constante, de toda sorte de pessoas, que, por um motivo ou por outro, lá iam, e, iam satisfeitas, já que por lá, de tudo, em variedades, tinha em abundância: Árvores pra sombreá-las; floricultura bem sortida de toda espécie de flores e plantas para encantá-las; restaurantes, bares, bancos de praça para se assentarem; crianças correndo; jovens casais enamorados; casais de idosos se acariciando; e, além do mais, do anoitecer, até o climatério da noite vadia, todos os dias, as frenéticas “Bonecas” lá se faziam presentes para embonecar o Largo do Arouche e alegrá-lo mais ainda. Embora, voltasse tarde e muito cansado do trabalho, por volta das 23hs, assim mesmo, eu gostava da esculhambação e da zorra que as famosas “Bonecas do Largo”faziam lá embaixo”.

(FRAGMENTO DO MEU LIVRO: "SEGREDOS... PRA QUÊ OS QUERO?" - CAP 2

Montes Claros (MG) 01-12-2014

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