Total de visualizações de página

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ficar, a troco de quê?!...



             ( se é PRIMAVERA!!!)







-Ficar a troco de quê...
Se só quem ousa mudar
O percurso do destino...
É quem quiçá tem a chance
De correr o risco de ser feliz?...

-Então... Despir-me-ei da arrogância,
E revestir-me-ei de envolvente ternura...
Só pra correr atrás
Dos meus lindos sonhos...

-Então...
Ao invés de eu querer ensinar,
Dispus-me a ser aprendiz
Da arte do bem conviver...
Só pra correr atrás
De meus ardentes sonhos...

-Então...
Lancei fora o medo de evadir-me...
E desvencilhei-me de tralhas inúteis,
Só pra perseguir
Meus acreditados sonhos...

-Então...sem pestanejar,
Passei mão na cachorrinha,
Em meu filho...um bom companheiro,
E sai...a pés em chão por aí afora,
Em busca de novos amigos,
De uma boa prosa...
De um colo acolhedor,
E de um tão anelado aconchego.

-Então...
Depois de navegar...por anos e anos,
Atraquei meu barquinho...cheinho de sonhos,
Num porto quase encantado...
Porto desvestido de frívolas aparências,
E repleto de abundantes mistérios
Que vão aos poucos se revelando,
No cronos dos já antigos posseiros...
E não, no tempo, dos recém chegados forasteiros...

-E por fim, se...nesse porto imaginário,
Eu e meus companheiros de caminhada...
Pudermos contemplar estrelas reluzentes,  
E se...nele, seu luar prateado nos iluminar contente,
E se...nele, a vida nos permitir viver
Toda sorte de ingênuas estripulias...

-Ah! Aí, então...  Fincaremos lá
Definitivamente, as estacas
De nossa acolhedora tenda!...

Montes Claros(MG), 22-04-2012
RELMendes





terça-feira, 24 de abril de 2012

Outono, um convite a poesia...




Ah! Outono...
Aparentemente...
Uma estação cinzenta
Ora morna ora fria,
Quase sempre triste
Pura melancolia!...

Aparentemente
Aquieta-se o mundo:
Tudo parece calado,
Tudo parece morto,
Tudo parece parado.
Um silêncio profundo!
  (Esbraveja um incauto sabichão!)

Apoquentado, rápido refuta
Um atento e sábio ancião:
Ah, que tolo engano!...

No outono
Há uma intensa trama de amantes
Tanto quanto há na florida primavera.
Nele a vida também pulsa vibrante
Tanto quanto se alvoroça contente
No verão iluminado e quente:

-Árvores se desnudam das folhas;
-Ipês enfeitam de flores o seco chão;
-Tom de viola, pandeiro e zabumba,
  Há em qualquer roda de samba;
-Mulheres e homens (quase ébrios)
 Gargalham nos botecos e nos bares...
-Agora mesmo tem um tantão de mulheres
  Parindo por ai afora:
Eis ai a continuidade da espécie garantida!
Eis ai motivos de sobra pra se poetizar tudo
Por esse mundão afora!...

Ah! Também no outono
Musas e poetas polvilham o mundo inteirinho
Com muitos versos, lindas poesias e belos poemas.
E todos tecidos com delicadeza,
Bordados de alegria
E de esperança repletos...


Montes Claros (MG), 19-04-2012
RELMendes