Total de visualizações de página

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Volúpia


(Apenas versos de um contador de causos)



Oh! Beija-me agora
  (Como o fizeste outrora!...)
Ainda que me core a face
O rubor do contentamento...,
E brilhem-me os olhos
Como os de pombos saciados
 (Junto aos cursos d´ água)
Que se rejubilam ás ciliares margens,
Na relva fresca... 

Oh! Beija-me agora...
  (Como o fizeste outrora!...)
Ainda que só
Por mais uma vez ainda...
E ledo, ( no remanso de tua saliva doce)
Deleitar-me-ei  no perfume de alvos lírios
Que de teus molhados lábios de mel, exala!...

Oh! Beije-me agora,
  (Como o fizeste outrora!...)
Antes que a paixão de Eros
Cegue-me a visão de teus escarlates lábios – romã,
 (Que para meu coração, vê-los é sempre dia de festa!)
E a saciedade da ânsia de meus desejos
Silencie a poesia desses meus voluptuosos versos...

Oh! Beija-me agora
Como o fizeste outrora,
E...basta!

Montes Claros (MG) , 11-04-2013
RELMendes

domingo, 17 de março de 2013

Sempre ao amanhecer





Para eu me deleitar por inteiro,
Basta-me só um pouquinho de amanhecer...
Mas pra eu me extasiar completamente,
Preciso esparramar o olhar sobre a aurora,
E contemplá-la rasgar a longa saia estrelada da noite,
Que, desavergonhada, se permite violentar...
Pelo alumiar do dia...

Montes Claros (MG), 01-02-2013
RELMendes 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Um Arcanjo escritor






Não é sandice afirmar:
Quem calaceia desavisado
Pelo Corredor Cultural...  
( lá no fundo da Matriz)
Corre o feliz risco
De se defrontar por lá
Com um Arcanjo escritor,
Cujo nome é Raphael Reys!...

Esse escritor Arcanjo
Esbanja, sem economias,
Discretos sorrisos acolhedores
A todos os viandantes da praça,
Cumprimentando-os sempre
Com generosa gentileza...

E depois de orvalhar
De ternura o ambiente,
Se esvai, sutil e sereno...
A fim de se reabastecer
De divinal inspiração...
Para compartilhá-la
Prazerosamente
Com todos os que
  (ansiosamente)
Esperam o seu retorno
A cada novo alvorecer!...


Montes Claros (MG), 20-01-2013
RELMendes  
  




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Realejo encantado



Realejo!... Realejo!...
Quantos acordes deste
Aos meus roubados beijos...

Realejo!... Realejo!...
Agite-me novamente a alma...
Com teu melancólico solfejo,
Pra que eclodam as sementes
De minhas doces lembranças...     
A exalar um intenso cheiro
De todas as minhas saudades...

Realejo!... Realejo!...
Libera só mais uma vez
Teus inefáveis mantras melodiosos...
Pra sei lá!...
Virem à tona!... À memória:
Todas as lembranças gostosas d`outrora!

Ah! Toca!... Solfeja!... Assovia!...
Ó indiscreto realejo,
Porque quero saber agora
Com quem me lambuzei de amores outrora...

Oh! Instigante realejo,  
Ao som dos teus melódicos acordes...
Tudo o que foi ainda... é!
E tudo o que está por vir
Já me envolve com o perfume...
Que exalará dos cheirosos futuros amores...

Montes Claros, 22-01-2013

RELMendes 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O amor da moça bonita de Ibiaí

                             Josélia Mendes



-Lá nesse formoso rincão das Gerais...
Onde o “Velho Chico” beija...libidinoso,
As areias quentes desse balneário ribeirinho,
Começou a inefável saga de amor
De um professor forasteiro, – meu irmão Tião Mendes-,
Com uma bela ribeirinha, a encantadora sertaneja Josélia.
-(uma verdadeira Cláudia Cardinale do agreste)-

-Ah! Ao ver se espelharem...
Nas caudalosas águas do grande rio... “Velho Chico”,
Os fascinantes olhos negros da bonita ribeirinha...
Embriagou-se de paixão o seduzido forasteiro,
Como se aguardente houvesse ingerido...
E ao ser trespassado pela dourada flecha do amor
Que, sem dó, o “Cupido” lançou-lhe ao coração...
Para...deliberadamente, ferir-lhe de paixão  
O peito aberto e desprevenido...
O dito forasteiro, então, sucumbira de eterno amor
Pela bonita moça de Ibiaí, que por ele também se apaixonara...
E...por conta de tanto amor, generosamente compartilhado,
A bela moça ribeirinha agraciou o forasteiro professor apaixonado
Com três preciosos tesouros: RENAT, YURI e a graciosa VITÓRIA!

Montes Claros, 26-01-2013

RELMendes

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Colares ornados de verdes mares

(Mimo á cunhada Cida Colares Mendes)



-“Colares” há, aos montes:
Uns extravagantes, pois brilhantes á beça
Outros opacos ou assaz transparentes
Até os de neon absolutamente reluzentes!

-Mas “Colares” verdes...verdes pra valer,
Que nem os mares de minha terra distante
(Fortaleza Ceará Brasil)
Só os ornados com os verdes olhos da Cida...
Que além de limpidamente verdes, a olhos vistos,
Assaz sedutores e sobremaneira envolventes...
Que bem o diga meu irmão Carlinho.
(Carlos Mendes na verdade!)
Pois logo ao espiá-los frente a frente outrora
Apaixonou-se profundamente por sua Cida
E sem hesitar mergulhou em seus verdes
Olhos encantadores bem como em seu coração
(amoroso e valente)
Sem a menor pretensão de lá emergir nem hoje
Nem amanhã nem tampouco, jamais!

RELMendes – 22/01/2013