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sábado, 15 de dezembro de 2012

...O que são epifanias?


Ora!... Ora!...
“Epifanias ou teofanias”...
São generosas “Manifestações do Senhor”
Que (tanto outrora quanto agora)
Podem se suceder copiosas...
(Sem avareza)
 No “Kairós( tempo de DEUS) da Misericórdia”:

-Como aos magos reis do Oriente
-Como no batismo de Yeshuá
(Jesus em aramaico)                     
-Como nas bodas de Caná,                             
Na “Gloriosa Transfiguração do Tabor”,   
E ao vencer vitorioso, a morte,
(Discreto e sereno)
O Ressuscitado se apresentou:

-À Madalena...                                           
-Aos discípulos de Emaús...                    
-E aos seus amados apóstolos...

E antes dele aos céus ascender
 À beira do mar por três vezes...
A Pedro, questionou:

“TU ME AMAS?!”         
                                
Já glorificado...
O “Divino Salvador”
Como que rasgando o divino véu do Céu,
Na estrada de Damasco...
A Saulo, questionou:

 “POR QUE ME PERSEGUES?!”
                       
Esses são apenas alguns dos muitos
Eternos momentos de teofania,
(Eclodidos inesperadamente)
Que espargiram intensa alegria
Por entre todos aqueles
Que sensíveis ao sopro do” Ruá Divino”,
Extasiados perceberam...
Esses instantes divinos acontecerem...

Já na esperada Parusia,
(Segunda vinda do Senhor)
Envolvidos por Ele,
 “Luz do mundo”,        
(Estrela que o caminho sempre alumia!)              
Explodiremos em cânticos de louvor
Àquele que sendo Deus
Humilde se fez homem,
(Por sua própria vontade!)
E sua “Divina Majestade”...
 Ele um dia na humanidade
 Em segredo, a ocultou!...
( Mas vez ou outra a revelou!)


Textos consultados:

(Mt 2,9-11) (Lc 3,21-22) (Jo 2,1-11) (Lc 9,28-36) (Jo 20,15-18) (Lc 24,28-34) (Jo 20,19-22) (Jo 21,15-18)  (At 9,5-7) (Jo 8,12 ) (Mt 2,9-10)                                    (Homilia de Bento XVI, em 06-01-2012)
      

Montes Claros (MG), 06-01-2012

RELMendes

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Senhor estava lá em Nazaré!

                                  (Yavé- Chammá)


A mais bela história
Do “Amor de Deus”:
 (pra mim!)

Lá em Nazaré
(Desde todo o sempre),                 
O Senhor se agradou em repousar
No colo da Virgem Maria,                               
A doce esposa de José!...

Mas de agradar-se o Senhor
Do aconchego da Theotokos,
Os desatentos habitantes de Nazaré
Jamais perceberam o tão “Divino Afeto”,
Porque todo esse “Divino Amor”
Ocorria no mais profundo segredo!... 

Textos:
1-    Is 7,14 e MT, 22-25
2-    Lc, 1,26-45

Curiosidades:
1-    Theotokos= Mãe de Deus
2-    Yavé- Chammá= O Senhor está lá ( Ez 48,35)



Montes Claros (MG), 01-01-2012
RELM Mendes




quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A testemunha silenciosa do Advento...


                                       (São José)
 


José, pobre artesão de Nazaré,
   (Varão descendente de David)
Único homem chamado de justo
Pelas “Sagradas Escrituras”,
E porque foi servo fiel,
E tendo se apurado no silêncio,
Foi, por “ Deus”, chamado de pai!...

Ele alimentou... escondeu...
E protegeu a Virgem Santa Maria,
  (Mãe de Deus)
Pois em seu ventre sacrário,
Jesus, a quem José tanto amou...
Ela, por ação do Paráclito, O gerou!...

O mistério da santa encarnação,
   (Como precioso tesouro...)
José, silenciando o guardou,
   (Já que nunca a ninguém o revelou!...)
Pois esse santo segredo
Sempre o nutria de alegria
Para servir a Jesus...
E a sua amada Maria!...

Agora no céu...
   (Como servo fiel contemplado)
O Senhor Jesus e sua Santa Mãe Maria
Veneram-lhe as mãos calejadas no trabalho
Pra na terra alimentá-los...

E nós, hoje cá na terra, o agraciamos...
(Pelo seu sagrado labor)
Com dois títulos de honra:
Padroeiro dos trabalhadores...
E Patrono da Santa Igreja Católica,
A esposa amada de Nosso Senhor!...

                                       
Texto pra meditação.
Lc 2,4-19

Montes Claros  (MG),  22-12-2011
REL Mendes

domingo, 2 de dezembro de 2012

Vínculo de Eternidade...


                                             ( coisas do Advento!)


   
A soprar suavemente,
A delicada brisa do Divino Ruá
Sussurra ao celeste firmamento:
É chegado o momento
De prorromper “em gritos de júbilo
E em cânticos de alegria”:
Marana  tá, Aleluia!...
Marana  tá, Aleluia!...
Marana  tá, Aleluia!...

Oh, proclamem pelo orbe inteiro,
(Que vai além do nosso estreito horizonte!)
Que por amor se fez homem, o “Verbo Eterno”!

Em face de tanto encantamento,
(Que apressado ceifei das “Escrituras”)
Extasiado acolhi ledo esse divino momento
Em que se tecia de eternidade 
O vínculo entre o divino e o humano:
Marana tá!...
Amém!...
Aleluia!...


Textos pra reflexão:
Lc, 2,4s  Is 11,1-5
Curiosidades:
Maran atá (aramaico) = nosso Senhor vem!
Marana tá = vinde, Senhor nosso (liturgia primitiva) 

Montes Claros, 21-12- 2011
RelMendes


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Filigranas Cênicas

     (Reflexões de um homem de teatro)

-Então /vamos lá ver...
O que tenho a lhes dizer!

-O que será que seria fazer Teatro?

-Ah! Fazer Teatro/pra mim/ é a arte de rebordar/
No palco/lindos momentos da vida/ despercebidos/
Que nem a própria vida /por isso ou aquilo/
Não se importou ou não se apercebeu/ por descuido/
Em fazê-los /tão belos/tão significativamente/mimosos/
Quanto/ na realidade/ o são/ verdadeiramente!
Portanto... caberá  ao Teatro/e a seus atores e atrizes/
Tão delicada tarefa de os fazer aflorar/à beça!

-Por que um texto/ literário/
É tão importante para o Teatro?

-Ah! Responder-lhes-ei agorinha/ mesmo!
Creio eu que quem ler /o texto abaixo/
Obterá/quiçá/ imediatamente/ a resposta desejada.

-“O Teatro e o texto
São parceiros inseparáveis”

-De repente/ literalmente/ de repente/
- Sabe-se lá bem /o porquê/
Quiçá/ por isso e aquilo/ ou aquil’outro/ -
Em mãos/do homem de Teatro/ chega-lhe um texto..
Texto este que/ de há tempos/ ele o procura/o deseja/
E /ansiosamente/ o espera/ para lê-lo a seu bel prazer.
Então/ ledo/ ao recebê-lo/ o homem de Teatro
 O devora / ávido// gulosamente/
Tal qual se fora o bendito /texto/
Uma deliciosa moqueca / de pajuari/
Que ele /no momento/ estivesse/ a degustar/
Esfomeadamente... Ora!

-Então/... Após lê-lo/ relê-lo/ e ruminá-lo/
Por vezes e mais vezes/ Incontáveis!
Decifra-o/ enfim...totalmente:
- Tim tim por tim tim!
E por conta de tanto /encantamento/
Logo se põe...o homem de Teatro/a teatralizá-lo:
- Monta-o e  coreografa-o/mentalmente/
- Imagina-se a interpretá-lo /divinamente/
Após ensaios /sem número/
Para só depois e/ tão-somente/
Ofertá-lo ao encantamento do público /sedento /
Por uma arte teatral...absolutamente/
Esmerada!

-Portanto/ como já se viu...logo após ler o texto/anelado/
O homem de Teatro perde-se /em devaneios e sonhos/
E dá asas à sua rica imaginação que alça voos/ inenarráveis/
D´ora avante /então/até que se materializem esses tantos
Devaneios e sonhos/incontáveis/no homem de Teatro:
-Aguçam-se os seus sentidos /interiores/a esporem-se
-Desnudam-se... em sua cabeça/ por demais criativa/
Fascinantes personagens...a serem vitalizados/
-Bordam-lhe/ à mente/ cenas e mais cenas /inusitadas/
-Idealizam-se cenários /exuberantes/ou singelos/
-Sucedem-se /mentalmente/o porvir dos
Estafantes ensaios /intermináveis/ etc etc...

-Entretanto...vencida essa primeira etapa/logo em seguida/
Ele / o homem de Teatro/se defrontará com a realidade
Nua e crua... com a qual terá que conviver/ queira ou não/
Porquanto/ incontáveis/ serão as dificuldades a enfrentar
Para uma realização de tal monta/ quanto um espetáculo teatral:
-Buscas e buscas/ atrozes/ de patrocínios /minguados/...
De atores e atrizes /de difícil trato/
E de espaços /apropriados/ onde se possa ofertar o espetáculo/
À apreciação do exigente público/ etc etc...

-Mas o homem de Teatro não desiste jamais
Da exaustiva montagem /da sua peça/
Pois  determinado/ insistentemente/ persiste
Em busca da gloriosa /apoteose/ por vir/
Porquanto/ para ele/vamos dizer assim/
Nela/ na apoteose/ se escondem os aplausos/
A grande retribuição /esperada/
A seu difícil/ mas prazeroso/ ofício!.

-Por fim...no ápice apoteótico do espetáculo:
- O público satisfeito/ explode /em calorosos /aplausos/
-Curvam-se gratos /os atores e atrizes/
-Apagam-se os brilhantes /holofotes/
-Cerram-se as pesadas /cortinas/
E o homem de teatro/ sorrateiramente/
Sai /anônimo/ e desaparece /na multidão/...
A transbordar a sensação imensa /de dever cumprido/
Até a próxima apresentação...quiçá/
De um novo texto a ser teatralizado num breve/ porvir!

-Então/ deu pra entender /com clareza/
A relação /imprescindível/que há/
Entre um/ o Teatro/ e outro/ o texto literário?

Montes Claros, 11-11-2012
RELMendes