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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ah quem dera!



Por favor,
Dá-me depressa aquele lucivelo iluminante
Pra clarear-me de lilás a alma simples,
Que ainda em mim... vibrante esplende!
Ah! Empresta-me também alguns tons
De tua viola enluarada,
Ou os de um violoncelo qualquer
Pra eu debulhar aos teus ouvidos
A volúpia de meus versos inflamados...
E depois, se quiseres... recita-me!!!
Ah, meu Deus, quem dera!...

Montes Claros (MG), 11-06-2013
RELMendes

   
   

sexta-feira, 7 de junho de 2013

....O poeta, a verve e o poema!

      
                                     
                                         ...A cada poema,
        O deleite, n`alma do poeta, se derrama...
        Porque seu vagão de ledices deslancha...
        Ao encontro daqueles que ansiosos,
        Delas carecem..... ávidos!
 
                                                         ...A cada poema,
        O generoso vate se doa à sua buliçosa verve,
        Porque quer ofertar sonhos, fantasias
        E queixumes tantos...
        A todos que, por um motivo ou outro,
        Esqueceram-se de que o ganho se esconde
        Bem no avesso da..... perda!

                                           ...Por fim, a cada poema,                            
        O que mais surpreende o poeta
        É que mesmo se encontrando este poema  
        Ainda em rabiscos,
        (lá num pedaço de um papel qualquer)
        Já se irrequieta a verve louca,
        Faminta, apressada e no cio,
        Que precipitada se põe a suplicar
        À serena musa:

        Emprenha-me de palavras tantas...
        Fecunda-me de versos muitos...
        Porque o que mais me ensandece
        É o prazer de espalhar encantamento... ao léu!   


        Montes Claros(MG), 26-05-2013
        RELMendes   
                     
                 

domingo, 26 de maio de 2013

O bandolim e o amor




Ao som dos acordes de um bandolim
Não há amor medroso nem tímido,
Toda a sua ânsia se torna incontida,
                             ...Ninguém o doma!

Ao som dos acordes de um bandolim
O amor, n`alma,  luta,
Estrebucha, se inflama...
E perde a cadencia lenta!

                       ...E por fim,
O amor se deleita afoito
Sob o som de soluços silentes,
Porque a paixão não admite se`s
Quando atiçada pelos belos acordes
De um bandolim!...   

Montes Claros (MG)-24-05-2013
RELMendes  

domingo, 12 de maio de 2013

O Eco do Silêncio Interior





-Eu quero o eco do silêncio interior!

-Questionei-me então a mim mesmo:

-Mas que eco do silêncio é esse
Que tanto apetece-me à alma
Que de ledo peregrino tenho?

-Disse-me então a mim mesmo:
O eco do silêncio interior...ora!

-Mas a troco de quê
E como sem dor e nem medo
Hei de obter esse tal eco do silêncio
Para ouvi-lo e degustá-lo melhor?...

-Eu quero o eco do silêncio interior!

-Ora!... Esse eco do silêncio interior
Tão-somente ressoa ou ecoa
No imo de mim ou no imo de ti
Se a cada um de nós...individualmente,
Aprouver ouví-lo ecoar
As muitas verdades
Sobre aquilo que somos
E que em nós as bem escondemos
Até de nós mesmos enfim
   
-Eu quero o eco do silêncio interior!

-Ah! Esse eco do silêncio silente
Que sereniza ou acelera
A já veloz cadência de tudo
Que dentro de mim
Fremente clama:
Mágoas de mim...
Pelos beijos que não roubei
Ressentimentos de mim...
Pelos versos que não escrevi
Raiva de mim
Pelos sonhos e sonhos
Que não sonhei brincando
Como criança feliz
E pelos tantos desejos
Que não os debulhei
Na hora em que os deveria
Debulhar e debulhar etc etc

-Eis ai o porquê
Eu quero o eco do silêncio interior
Pois esses curiosos adereços mentais
Eu de há muito os tenho
E bem os escondo no imo de mim
Entretanto se eu o permitir
O eco do silêncio interior os desnuda
Despudoradamente sem pena nem dó
E isso me parece muito bom
Para que eu possa saber
Quem verdadeiramente sou

-Eu quero o eco do silêncio interior!
  
-Por fim... eu quero porque quero
O eco do silêncio interior...
Quer a troco da serenidade
Que a mim e a todos encanta
Quer a troco da turbulência
Do encontro de mim comigo mesmo
Quer quem sabe ainda
A troco tão-somente de saciar-me
A apetência de ouvir
Ainda que por instantes
Esse tão divino e curioso silêncio
Que embora silente balbucia
Coisas e mais coisas
De mim e sobre mim...ora!  

-Ah!... Eu quero o eco do silêncio interior!

Montes Claros (MG), 20-04-2013

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