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domingo, 30 de junho de 2013

Confronto!




Eu sei o que dizer...
Mas não querem ouvir,
Não querem crescer,
Não querem pensar,
Não querem ser!
Pronto, falei!

Por que iniciar uma cavalgada
Por onde já trilhei?
Não seria mais fácil
Partir de onde me encontro
Para o infinito desconhecido?
Por que antecipar o que ainda virá?
Por que apressar o ainda feto?
Pronto, falei!

Se eu sei o que dizer...   
É bom que lhes diga:
O início é sempre agora,
O futuro é o presente seguinte,
A alegria duradora
É apenas um instante,
A tristeza permanente
É semente da saudade
Que, ao germinar,
Dá fruto amargo!
Pronto, falei!

Bom é caminhar...
E caminhando seguir:
Para chegar,
Para usufruir,
Para viver,
Para ser,
Para não morrer!
Pronto, falei!

Montes Claros (MG), 18-11-1981
RELMendes


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Um saveiro de versos









-Singra, singra,sereno,
O saveiro de meus versinhos,
- nas águas caudalosas das lembrança -
Impulsionado pelos ventos da esperança
E pelo meu forte desejo.de que ele não
Soçobre ao léu,por aí afira,jamais
Vez que, por mim e, quiçá,por tantos outros,
Ele, meu saveiro de versinhos, acalentadores,
Carece muito de atracar, suavemente, lá
Na vereda de meus sonhos...poéticos,
A perambularem, muito alhures daqui!

-Ah! Deixai pois, que o saveiro de meus versinhos
Percorra o trajeto de todos corações solitários
E que depois, bólido, parta sereno
Em busca de outros corações assaz carentes,
Que a vigiarem ansiosos o horizonte, sem fim,
Ávidos, o esperam pra acalentar-lhes as dores!...

-Ó! Deixai pois, que o saveiro de meus versinhos
Resvale aqui e ali,ou em qualquer lugar do mundo,
Pra saciar e ungir...tantos corações sedentos de saber,
Com melódicas e belas estrofes poéticas, sobretudo,
Àqueles que desejam verdadeiramente,
Por elas se besuntarem por inteiro.. .

-Por fim...peço, insistentemente, aos prantos até
Deixai pois, que o saveiro de meus versinhos
- que a velejar, serenamente, num mar de ternura -
Atraque bem de mansinho,, lá pelos campos floridos
De “Capim Dourado” do “Jalapão do Tocantins”,
Onde repousam minhas recordações...
E uma saudade sem fim!...

Montes Claros (MG), 08-08-2011

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ah quem dera!



Por favor,
Dá-me depressa aquele lucivelo iluminante
Pra clarear-me de lilás a alma simples,
Que ainda em mim... vibrante esplende!
Ah! Empresta-me também alguns tons
De tua viola enluarada,
Ou os de um violoncelo qualquer
Pra eu debulhar aos teus ouvidos
A volúpia de meus versos inflamados...
E depois, se quiseres... recita-me!!!
Ah, meu Deus, quem dera!...

Montes Claros (MG), 11-06-2013
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sexta-feira, 7 de junho de 2013

....O poeta, a verve e o poema!

      
                                     
                                         ...A cada poema,
        O deleite, n`alma do poeta, se derrama...
        Porque seu vagão de ledices deslancha...
        Ao encontro daqueles que ansiosos,
        Delas carecem..... ávidos!
 
                                                         ...A cada poema,
        O generoso vate se doa à sua buliçosa verve,
        Porque quer ofertar sonhos, fantasias
        E queixumes tantos...
        A todos que, por um motivo ou outro,
        Esqueceram-se de que o ganho se esconde
        Bem no avesso da..... perda!

                                           ...Por fim, a cada poema,                            
        O que mais surpreende o poeta
        É que mesmo se encontrando este poema  
        Ainda em rabiscos,
        (lá num pedaço de um papel qualquer)
        Já se irrequieta a verve louca,
        Faminta, apressada e no cio,
        Que precipitada se põe a suplicar
        À serena musa:

        Emprenha-me de palavras tantas...
        Fecunda-me de versos muitos...
        Porque o que mais me ensandece
        É o prazer de espalhar encantamento... ao léu!   


        Montes Claros(MG), 26-05-2013
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