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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Quimera,

À minha filha Tatiana





-Ah/ degustei n’alma muitas quimeras!
Mas quase todas/oh/eram apenas
Um punhado de utopias/irrealizáveis/
E nada mais/ enfim!

-Mas ela/ minha Quimera-menina/
Era um grãozinho de Esperança
A decorar/ todo dia/ de alegria/
O jardim de minh’alma sempre feliz/
Desde seu desabrochar/em minha vida/
Toda sorrisos... Vivacidade/
E plena de matreirice/ jocosa!

-Seus olhos/ah/ seus olhos eram/
E ainda o são/pura alegria a valsar/
E de discutível inocência/também!
Mas eles/ seus olhos/brilhavam/ brilhavam/ à beça!
Ou melhor: - Cintilavam/ Lampejavam/sem cessar/
Como se fora estrelas cadentes a rasgar os céus/
Brincando de pirilampos/ em noite de luar!

-Ah/ minha Quimera-menina não era /tão-somente/
Um simples fruto de minha fértil imaginação não!
Ela/ minha Quimera-menina/é/ foi/e sempre será/
Uma pessoa linda/ valente/ e/totalmente/destemida/
Pois desde muito pituchinha se impõe /altaneira/
Como quem sabe que é gente capaz de escolher
Seus próprios quereres!

-E/por isso mesmo/ ainda hoje/ela/
Minha Quimera-menina/ alumia-me a alma
E o meu peito/ assaz/ lembrador/
Que muito plangem/ de saudades dela!

-Para mim/ela/minha Quimera-menina/ muito amada/
Era/ é/e sempre será/ a própria face/lampejante/
De um futuro/assaz/ promissor/por demais/
- nem sempre pude acompanhar /o passo a passo/
De seu encantador acontecer/ em plenitude -
Pois sua inteligência/assaz curiosa e sagaz/
Desde bem cedo se deu a perceber...a olhos vistos/
Sem/ contudo/ se fazer de arrogada... Jamais!

-Hoje/ porém/ minha Quimera-menina/tão amada/
Após desabrochar-se /em Quimera-moça/bonita/
Fez-se uma bela e batalhadora mulher-mãe/amorosa/
De dois bons e belos jovens/ estudiosos/
Para o deleite de todos nós que a amamos/
Demais da conta sô!

RELMendes  30/03/2017


terça-feira, 20 de maio de 2014

A precezinha do tró ló ló...




(pra quem necessita de auxilio)
   

Ó admirável tró ló ló das preces
A se debulhar em terços ladainhas
E louvações em cantorias
Com varias saudações lamentosas
Ou muito agradecidas
Em seus belos conteúdos
Nesse nosso vale de lagrimas

Então na travessia desta vida oremos:

Salve rainha
Mãe da misericórdia
Ò Maria mãe de Jesus
E também nossa mãe
És a mais pura flor
Da farinha humana
Ofertada a Nosso Senhor
Confesso-te:  
Desde bem pituchinho
Tu me inebrias
Ó mãe do meu Salvador

Se dentre todas as mulheres
Foste tu ó Maria amada
Por Deus a escolhida
Pra ajudá-lO a ser homem
Se de ti quis Ele precisar
Então quem sou eu ó Virgem Mãe amada
Pra prescindir
Do teu generoso auxilio
Ó doce bendita força feminina
Que pra nós gerou o Salvador
Tró ló ló, trá lá lá, Amém!...

Montes Claros (MG), 10-10-2013
RELMendes


O PRIMOGÊNITO DE SEU PAI

                                        (Celinho)



-Como momentos de felicidade nunca fenecem
- Porque //verdadeiramente/eles são eternos  -
Sempre me deparo com aquele indescritível momento
Em que meu peito acolhedor rasgou-se/ em ternura/por ti/
A noite generosa se bordou de estrelas/ reluzentes/
E a lua cheia/ sem constrangimento/ deslumbrada/
Se debruçou na janela de minha inenarrável alegria
Só para te saudar/ ò amado primogênito de seu pai!

-Ah/ Celinho/desabrochaste/ meu querido filho/ primogênito//
 No solo aconchegante da Terra/essa nossa casa comum
Com os olhos esbugalhados de surpresas /tantas/
E cumprimentaste/ aos berros/ naquela noite inesquecível/
A vida radiante de luz/à beça/simplesmente/
Porque era primavera em chegada!.

Montes Claros (MG), 21-03-2013

REL Mendes

A MENINA DE SEU PAI



-Ò amada menina de seu pai/
- Precioso presente dado-me pelos os céus  -
Saiba que/ desde bem jovenzinho/mesmo/
Sempre sonhei contigo/tal qual  és!
Chegaste! E logo tua faceirice/ deliciosa/
Fascinou-me/ Completamente!

-Ò/ amada menina de seu pai
Esses teus olhinhos/ rasgados
Sorridentes e sorrateiros/
- de menina sapeca e dengosa –
Lembro-me/verdadeiramente/bem/
Eram / veementemente/firmes/ até/
Ao se fixarem em alguém/que te contrariava/
Ou em alguma coisa que/por ventura/
Querias ou não/simplesmente!
Mas também se debulham /em lágrima/aos borbotães/
- Ah/ e como se debulhavam! -
E quando/por um algum motivo / te magoavas/
Eles/ os teus olhinhos/ah/ se entristeciam/à beça.
Porém /eram sempre muito doces e suplicantes/
Ao pedires o que amavas ou muito almejavas/na hora/
Vez que eles sempre expressavam os desejos
Que n’alma escondias!

-Ah/ essa amada menina de seu pai/
Tinha um jeito /de se fazer entender/
Que era/exclusivamente/ seu:
- Quer na obediência/discutível/
- Quer nas danadices/ constantes/
Mas não abria mão de seus desejos/nunca/
Podia até se calar/emburradinha/ às pampas/
Entretanto/ não desistia de seus intentos/jamais!

-Ela/essa amada  menina de seu pai/
 Ama/intensamente/ discute/com ou sem motivos/
Peleja / à beça/ ao esmerar-se em seus afazeres/
Aprende tudo/com rapidez e presteza/
Mas/ definitivamente/ só faz o que quer/
E quando não quer/ah/ indignada se esconde/
Por vezes até/ deita-se aborrecidíssima/
Porém/ de repente/espalhafatosamente/
Ressurge  saltitante/ a borboletear  entre flores
E hortaliças verdinhas  de seu quintal
Como se nada tivesse acontecido.

-Ò  amada menina de seu pai/
Agora presta bem atenção aqui/
- diz-lhe a sorrir /seu pai/ sonhador –
De há muito eras /ansiosamente/ esperada/por mim/
Porquanto/de verdade/ desde bem jovenzinho/
Eu te tecia/secretamente/ em minh’alma/amorosa/
Vieste/sou tudo/ e isto/ basta-me!


RELMendes  O2/09/1980