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sábado, 10 de agosto de 2013

Um colóquio envolvente...

                               ( Um diálogo entre a alma e o seu Criador)



Ah, minh´alma carece de amar o AMOR!...

Às vezes, minh´alma se faz ave de arribação,
E voa... voa... voa...
Até chegar lá...
Onde o AMOR habita...

E, ao adentrar em sua divina morada,
Põe-se então minh´alma a ouvir
O que o AMOR a suspirar lhe sussurrava:
“És a menina dos meus olhos”;
“Eu te tatuei na palma de minha mão”;
“Eu te transporto... sobre minha plumagem”;
“Eu te cubro com a sombra de minhas asas”;
“Eu sempre torno tuas trevas em aurora”,
  E sussurrou... sussurrou... sussurrou...
  Sem economias!... 

Ao som desses doces acordes
Do timbre de tão divino sussurro,
Inebriada de Amor, minh’alma
Queda-se em “ais” de alegria...

Após um curto espaço de silêncio fecundo,
Prorrompe minh´alma
Em apaixonados colóquios divinos:

-Quem és tu, ò meu Amado?
Pergunta-lhe  minh´alma apaixonada...
Então, diz-lhe à minh’alma:
  “Eu Sou” o teu tesouro!
  “Eu Sou” aquele que ama todas as gentes!
  “Eu Sou” o filho de Maria!...
  “Eu sou” cada um...
    E todos os marginalizados da vida...
    Tanto os das periferias geográficas...
    Quanto os das periferias existenciais da humanidade...

Então, inflamada de AMOR,
Pergunta minh´alma curiosa:
-Como te chamas, ò meu doce Amado?
Então,respondeu-lhe:
Simplesmente... 
Eu me chamo JESUS...
Agora vá...
E fale do meu AMOR por ai afora...

Textos para Reflexão:
Dt 32,10,
Iz 49,16,
Dt 32,11,
Am 4,13.
Lc 1,30-31
Mt 25,33-45
Jo 14,6,
Ex 3,14
1 Jo 4,8


Montes Claros(MG), 28-07-2013
RELMendes    
     
  

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Todo dia é dia de alegria?!...


Ah, hoje mesmo... eu tô que tô!...
Porque tô um poço de alegria...

Levantei-me...
(Antes que o alvorecer espantasse a noite...)
Enchi minha mochila de esperança...
Varri de minh´alma, desventuras e desencantos...
Enfiei os dedos na miscelânea
Dos meus apetrechos de criança...
Pra pegar uma porção de coisas:
Cabeçolinhas...
Figurinhas de colecionar...
Um tantão de botões de mesa...
Pipa pra soltar...
Pião pra rodar...
Varinha de pescar...

Por fim,
Pus-me à rua...
Porque hoje estou a fim
De brincar, sorrir, gargalhar...
Como se fosse um reluzente colibri
A voar...... voar...... voar......
Brincando com as florezinhas do jardim da vida...
Que lá estão para enfeitá-la...   

Montes claros, 31-07-2013

RELMendes

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O velho embornal de Francisco!


Mas que gente curiosa, hein?!...
Quem, eu? Eu não!

Ah, sim!
Todos nós...
(Eu, você e as médias)
Nos perguntamos:
O que terá dentro daquele velho embornal
Que cuidadosamente...
Francisco carrega
Com suas próprias mãos?!...

Então, muito metidiço que sou,
Perguntei ao menino que dentro de mim
Se esconde:

O que será mesmo
Que Francisco transporta
Dentro daquele velho embornal, hein?...

E o menino que em mim se esconde,
A sorrir, respondeu-me assim:

Ah! Agora já sabemos:
Muita simplicidade...
Humildade transbordante... 
Um tantão de sorrisos...
Um turbilhão de alegria...
Um montão de ternura...
Um tsunami de esperança...
Um punhadão de surpresas de Deus.
Ah!... E, também agora,
Um bocadão de saudades da gente!...

Simples assim!
Disse-me, a sorrir,
A criança que se esconde em mim!

Montes Claros (MG), 29-07-2013
RELMendes
       

quarta-feira, 24 de julho de 2013

.... Crepúsculo!



Crepúsculo?!...
Ah! Crepúsculo...

Por que será...
Que ele sempre se faz presença
Quando o sol se esconde
Sob a vasta saia godê da noite...
Que devagarinho...
Vai se achegando?!...

Será...
Que o inebriante crepúsculo  
É o filho andrógeno do sol?...

Ah! Não sei...
Só sei que sempre inebria...
E muito me encanta!!!...

Montes Claros(MG)- 19-07-2013

RELMendes   

terça-feira, 16 de julho de 2013

Um sonetinho qualquer

Ei, meu terno sonetinho...
Quando você surgiu
O sol se rasgou...
Em sorrisos tantos,
Os passarinhos se orquestraram
Em canções muitas...
E eu, seu amado vate,
(que o teci e o amo!)
De alegria...
Como diz Mario Quintana:
 “Passarinhei”!...

Montes Claros(MG), 24-06-2013
RELMendes

terça-feira, 9 de julho de 2013

Meu Recanto


     
          
                                                 
Ah! O meu recanto
É uma casinha limpinha
Toda caiadinha de branco
E rodeada por um perfumado
Roseiral em flor

O meu recanto
É uma casinha límpida
Que prima pela transparência...absoluta!                   
Quiçá pelo meu amor a verdade
Que por vezes dói à beça
Mas sempre alumia meus passos
Por onde quer que eu vá

O meu recanto  
É um lugarzinho repleto de paz  
Sem maledicência alguma  
Porquanto nele não há lugar
Pra desavenças tolas
Nem pra más notícias   
Nem pra intrigas deploráveis
Nem tampouco pra infindáveis  
Lamúrias descabidas...

Entretanto...nele se tem de sobra
Ternura...delicadeza,
Gentileza e muita alegria
Que é tudo que se precisa
Pra se polvilhar de felicidade
O nosso dia a dia

Então por tudo isto
E muito mais ainda
É que ele –o meu recanto-
Transborda de serenidade
E benevolência...infindas!

Por fim...O meu recanto 
É uma porta sempre aberta  
Que a todos...generosamente,
Acolhe com imensa ternura
Pra ouvi-los silenciosa
E atenciosamente,
E depois...como uma seta,
Apontar-lhes caminhos
E mais caminhos...

Ah! O meu recanto
É um bolo confeitado
Daqueles que só a vovó
Sabe fazer...ora!

Montes Claros(MG), 17-09-2007
RELMendes                                                                        

O que buscam as lembranças?...


Ah! Lembranças sempre cavalgam
Nas asas da saudade...
O que será que elas buscam?
O que será que elas procuram?
Será que rastreiam momentos de amor
De muitas noites passadas...
Ou vasculham tristes momentos
De muitas ausências vividas?

Ah! Por decerto rastreiam ansiosas
Os inesquecíveis momentos de ternura
Vividos lá no pretérito...
Ou talvez, quem sabe não estejam
À busca daqueles efêmeros instantes
De deliciosas carícias saboreadas
Em muitas noites frias de inverno...
Ou em agradáveis madrugadas de primavera.
Ah, quem sabe!...
   
   
Montes Claros(MG), 21-09-2007
REL Mendes

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Delírio



Se sonho contigo...
Perco-me, em divagações
Tentando proclamar
Tua existência.

Mas...sempre te esvais
Quando tento esboçar
Tua diáfana silueta.

Então flutuo,
E, subitamente,
Nos diluímos...
Restando-me, apenas,
O delírio...


Montes Claros (MG), 13-06-2006
RELMendes