Total de visualizações de página

domingo, 27 de janeiro de 2013

A saga de amor de uma “Sempre-Viva” do agreste


-Dentre as muitas/ mimosas/ “sempre-vivas”/,
Que/ graciosas/ enfeitam a rústica paisagem
Deste amado sertão /agreste/
Há uma que/ por ser/ de todas/
A mais formosa /singela e corajosa/
Não hesitou em desabrochar/ luminosa/
No famoso jardim dos ressabiados /Mendes/
Pra orná-lo de alegria...aos borbotões/
E orvalhá-lo de ternura...aos montes!

-Com porte... e nome /de rainha...
Altiva/Beth palmilhou /sonhadora/ ..
Por entre Rochas e Mendes/
Polvilhando-os /a todos/de esperanças.

-E porquanto/ e muito mais/ainda/Beth/
A luminosa “Sempre-Viva” do agreste/
E seu namorado /quase sempre/ emburrado/
Foram tecendo/pouco a pouco/ sua saga de amor:

- Pelo lago sereno de seus olhos /enamorados/
Navegou/ encantado/ meu irmão Charles
(Por nós cognominado:- o cabo véio da Beth),
Por quem /até hoje/ os sorridentes /olhos/
Dessa luminosa “Sempre-Viva” /do cerrado/
Marejam/vez por outra/ lágrimas/ preciosas/
De uma interminável saudade...

Montes Claros, 24-01-2013
RELMendes



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Sedução





Se não me disponho de mim...
(-ave de arribação-)
Para ofertar-me a ti
(– incenso de paixões-)
Que, sem saber, itinerante avanças
Sobre o melindroso terreno sagrado
De minha inegociável autonomia,
Por que, então, fustigar- me, acuar-me
Ou  envolver-me com teus tantos
Sedutores encantos?...

“-Porque queima-me de amor,
   Uma paixão insana!...”

Se não te enviei nem flores nem olhares,
Nem  tampouco solfejei instigantes
Canções de bem-querer,
(Para atiçar-te adormecidos desejos...)
Por que, então, insistir em amainar-me o tédio
Com essa fragrância inebriante
De tua envolvente sedução?...

“-Porque,alvoroçados de paixão...
   Estão meus loucos desejos!...”

Se não me apraz, por ti, morrer de amores...
(Beijando-te os lábios, de paixão, molhados
 Só para dar-te, à alma, alivio,
 E... das lágrimas, silentes, livrar-te)
 Por que, então, persistes em acariciar-me
 Com teus, insistentes e fascinantes, flertes?...

“-Porque, frementes de paixão,
   Ardem-me os lábios molhados,
   E, também, por quê...
   Os meus ressequidos peitos,
   Sedentos, anseiam-te... ávidos!”


Montes Claros (MG), 22-12-2012
RELMendes              

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sampa cochila n´alma do poeta!...


Se és caminhante caminheiro...
Não há porque não amar Sampa
Caminho... caminhante...  caminheiro...
Acalentador de sonhos, fantasias,
E utopias tantas...
Que rolam... rolam aos montes, à deriva,
(Por escadas rolantes, viadutos e pontes tantas),
Até se derramarem...
Por vales de estranhos nomes:
-A - n – h- a - n - g – a - b - a - u - u -  u -  u – u-!...

Se és calaceador...
Se tens olhos aguçados de poeta,
Se és capaz de vislumbrar o belo
Ainda em seu escondimento,
Quem sabe se por lá...
( talvez numa brecha qualquer de concreto)
Não te depares
Com uma flor a desabrochar...
Como que por encanto?!... 

Se sem alvoroço n’alma,
Das vísceras, arrebatas versos...
Não há porque não te renderes
Aos secretos encantos de Sampa
Que só se desnudam aos curiosos olhos
De um solitário poeta,
Caminheiro...
      
São Paulo (SP), 18-10-1984

RELMendes

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Madrugadas Envolventes



Se belas são as noites
Que nos agasalham sob suas sombras,
Também o são as madrugadas
Que as emprenham de surpresas muitas:
-Buscas, encontros e desencontros tantos...
-Queixumes, alegrias e tristezas tantas.

As noites...
num decurso de cadência lenta,
Permitem-se... a si mesmas,
Enfeitarem-se de envolventes madrugadas...
Que ora as conduzem
Pelas relvas das ilusões efêmeras
Ora as embalam
Pelos campos abertos
Da euforia desvairada...

Mas as madrugadas
Sempre são envolventes...
Quer molhadas de lágrimas de orgias,
  Partidas, e desencontros tantos...
Quer orvalhadas de lágrimas de retornos,
  Encontros, e alegrias tantas...
Porque a nós inebriam de sonhos muitos...
E às noites perfumam de surpresas tantas.

Montes Claros (MG), 10-12-2012
RELMendes


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Complementação



Quando até as coisas mais simples...
Pareciam-me desvestidas de sabor,
   (Surpreendentemente toda bálsamo!)
Inesperadamente...
ela se derramou como perfume
No percurso árido do meu vazio regaço...
E irreverentemente...
-Pisou-me ( descalça) o campo aberto de meu peito;
-Abarcou-me depressa a alma, a vida,
  E o angustiante tempo de espera;
-Impregnou-me também de uma cálida ternura;
E por fim:
-Embalou-me no dorso luminoso da esperança,
E transportou-me nas asas da prazerosa alegria.   
  
Se de amor quedo-me agora enfermo,
    (Por favor!...)
Não carece de maneira alguma inquirir-me
À cerca de sua nebulosa procedência,
Porque não sei dizer de onde veio.
Talvez do nada, talvez dos sonhos...
Ou talvez, quem sabe
das manhas do acaso?!...
Só sei que eu cá de amor
ainda me quedo enfermo.
      
São Paulo (SP), 18-10-1984
RELMendes