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sábado, 24 de maio de 2014

O TERCEIRO REBENTO DE SEU PAI!...


A meu filho Zeca Veloso Mendes



-Ainda não se esvaiu/ em minh’alma paternal/extasiada/
A imagem/nítida/daquela tarde feliz / da tua chegada/
Em que meu peito escancarou-se ao Amor/pleno/
E derramou-se em sonhos/ muitos/ e devaneios/ mil/
Para acolher-te por inteiro/sem reserva alguma/
Ó meu terceiro amado rebento/Zeca/
Muito bem-vindo!

-Não chegaste/ de repente/tenho por certo/isto/
Nem tampouco/ inesperadamente/afirmo!
Pois de há muito/ já vinha eu tecendo-te/
- Cuidadosa / carinhosa e secretamente –
Em meu/ desvairado/porém lúdico/universo
Imaginário paterno/ a ti esperar/ansiosamente!
Portanto/ já existias em mim/pulsando vida/
E vida em chegada/ brevemente/
Ò meu terceiro amado rebento/Zeca/
Muito bem-vindo!

-Foste tu/ Ò meu terceiro amado rebento/ Zeca/
O protagonista artesão/do acontecer/ da mais linda tarde
Que /no escorrer de minha vida/vislumbrei e saboreei
Vez que trouxeste/juntamente/ contigo /também/
A doce sensação de completude/indescritível/
E a certeza de um futuro venturoso/ a nos sorrir!
E agora José?

RELMendes 22/03/2013




quinta-feira, 22 de maio de 2014

O aposento da imaginação do poeta,



   (É um furdunço só!)

Sabe aqueles armarinhos
De bem antigamente
Cheinhos de carretéis
E mais carretéis de linhas
De todos os matizes
Lilases azuis bordôs...
E de um tantão de botões
De madrepérola de vidrilho
De plástico de todos os tamanhos
Espalhados desleixadamente
Sobre novelos e mais novelos
De sianinhas branquinhas azulzinhas...
Que tanto enfeitavam as calcinhas
E calçolas das menininhas
E de inúmeros rolos rolinhos e rolões
De fitinhas de cetim multicoloridas
Dependuradas por todos os cantos,
E de uma quantidade incalculável
De ilhós retroses zíperes e colchetes
Esparramados por toda parte hein?
Ah! Era um furdunço só, num era não?

Pois bem!...
O aposento da imaginação do poeta
É mais ou menos desse jeito ai:
Ora um caleidoscópio
De sensações lúdicas
Ora um palácio repleto
De ternas lembranças
Ora um casarão mal-assombrado
De paixões inflamadas
  (Com seu delicioso erotismo envolvente!)
Ora um casebre
De lamúrias intermináveis
  ( Um porre só!)
Ora um picadeiro
De circo transbordando
Coisinhas hilárias:
Palhaçinhos irreverentes
Anõezinhos fantasiados de gnomos
Fazendo caretinhas engraçadinhas
Cambalhoteando e pirueteando à beça...
Mas...inesperadamente,
Quando se vê
Já tomou conta da gente
O encantamento que se derrama
Dos versos do poeta ... E pronto!
Então... é só deslumbramento!
(E que deslumbramento!)
Ah! É um furdunço só, né não?

Montes Claros (MG), 14-03-2014

RELMendes 

Quimera,

À minha filha Tatiana





-Ah/ degustei n’alma muitas quimeras!
Mas quase todas/oh/eram apenas
Um punhado de utopias/irrealizáveis/
E nada mais/ enfim!

-Mas ela/ minha Quimera-menina/
Era um grãozinho de Esperança
A decorar/ todo dia/ de alegria/
O jardim de minh’alma sempre feliz/
Desde seu desabrochar/em minha vida/
Toda sorrisos... Vivacidade/
E plena de matreirice/ jocosa!

-Seus olhos/ah/ seus olhos eram/
E ainda o são/pura alegria a valsar/
E de discutível inocência/também!
Mas eles/ seus olhos/brilhavam/ brilhavam/ à beça!
Ou melhor: - Cintilavam/ Lampejavam/sem cessar/
Como se fora estrelas cadentes a rasgar os céus/
Brincando de pirilampos/ em noite de luar!

-Ah/ minha Quimera-menina não era /tão-somente/
Um simples fruto de minha fértil imaginação não!
Ela/ minha Quimera-menina/é/ foi/e sempre será/
Uma pessoa linda/ valente/ e/totalmente/destemida/
Pois desde muito pituchinha se impõe /altaneira/
Como quem sabe que é gente capaz de escolher
Seus próprios quereres!

-E/por isso mesmo/ ainda hoje/ela/
Minha Quimera-menina/ alumia-me a alma
E o meu peito/ assaz/ lembrador/
Que muito plangem/ de saudades dela!

-Para mim/ela/minha Quimera-menina/ muito amada/
Era/ é/e sempre será/ a própria face/lampejante/
De um futuro/assaz/ promissor/por demais/
- nem sempre pude acompanhar /o passo a passo/
De seu encantador acontecer/ em plenitude -
Pois sua inteligência/assaz curiosa e sagaz/
Desde bem cedo se deu a perceber...a olhos vistos/
Sem/ contudo/ se fazer de arrogada... Jamais!

-Hoje/ porém/ minha Quimera-menina/tão amada/
Após desabrochar-se /em Quimera-moça/bonita/
Fez-se uma bela e batalhadora mulher-mãe/amorosa/
De dois bons e belos jovens/ estudiosos/
Para o deleite de todos nós que a amamos/
Demais da conta sô!

RELMendes  30/03/2017