Total de visualizações de página

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Poeminho das descobertas


-Nem toda noite
 É enluarada
-Nem todo amanhecer
 É bordado de auroras
-Nem  toda paixão
 É passageira
-Nem tudo o que sou
  É pertença só minha
-Nem toda caminhada
 Me conduz à felicidade.
 Ara! Mas tenham por certo
 Que vou continuar caminhando
 Ah, se vou?!  

Montes Claros-MG, 29-06-2015
RELMendes


domingo, 21 de junho de 2015

Fecunda instabilidade

                  (um pouco de mim e de todos nós, enfim...)

-E vamos que vamos
Porque...lá acolá,
O mundo inteiro nos espera...enfim!

-Dizem que sou instável
Claro!...  E porquê não sê-lo? 
Nasci à beira do mar...
E de marola em marola
Num constante vai e vem
Despejo-me...sem censuras,
Nas areias da vida
Vida que jamais serenou em mim
No enfrentamento corajoso
Das vicissitudes do dia a dia

-E vamos que vamos
Porque...lá acolá,
O mundo inteiro nos espera...enfim!

-Ah! Sempre anelei ser precursor
(Do que virá...obvio!)
Sempre ansiei trazer à tona
O escondido no pretérito e no futuro.
Por quanto sei que sempre magoei  
E fui magoado enfim
Entretanto tenham por certo
Que penso e sempre pensarei
Que de “mãos dadas”
Será bem mais fácil
De se percorrer o tão anelado
Caminho da felicidade...
Que sempre é bordado de nós
( E mais nós!)
E nunca...tão-somente
Jamais de mim sozinho.

-E vamos que vamos
Porque...lá acolá,
O mundo inteiro nos espera...enfim!


Montes Claros (MG), 13-06-2006
RELMendes


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Cá entre nós

( apenas uma fofoca poética)

-Olha só!...
Gente, tudo parecia transcorrer
Na maior normalidade:

-A madrugada ainda escorria...
Lenta e sorrateira,
Pelas ruas e vielas
Da cidadezinha adormecida...

-A aurora, também, ainda, adormecida
Ressonava, profundamente...
Sem problema algum.
Vez que nem imaginava
O que poderia acontecer...

-As estrelinhas, também,
Despreocupadamente, ainda
Pirilampavam na saia godê  
Da noite vaidosa... 
Ui!... Que nem pirilampos...
 Enamorados, ao clarão do luar?!
Sim, tal qual!

-Quando, de repente,
( tchan... tchan...tchan...)
A tilintar seus barulhentos sininhos
E chocalhinhos indianos...
Inesperadamente,
A espalhafatosa verve surgiu...
Despertou-me, sem se desculpar,
Abduziu-me, logo em seguida...
E lá fui eu dependurado...
Num  lindo balãozinho multicolorido,
Lá pros lados dos céus
Dos sonhos encantados
Das fantasias pueris maravilhosas,
E dos meus versinhos quase safados...

-Então, porquanto tamanho encantamento,
Descuidei –me  e despenquei-me
Céu abaixo, caindo sobre o casco
De uma velha tartaruginha que caminhava...
Lentamente, mastigando sementes
De girassóis dourados.

-Ufa!... Mas dessa vez
Eu pinoquei demais da conta, sô! 

Montes Claros- MG 18-06-2015
RELMendes



terça-feira, 16 de junho de 2015

Soneto ao “Cuidador de Idoso”

                   (Apenas uma poecrônica!)



O conteúdo desse soneto, poema, crônica,
Ou sei lá o quê, eu o revelei a um companheiro
De caminhada, muito antes mesmo de
Rabiscá-lo em um papelzinho qualquer.
Esse meu amigo, muito curioso,
Logo perguntou-me:
- Mas, que história é essa
  De soneto de gratidão?!
Então disse-lhe alegremente:
 - Vem cá, que eu te conto!
Cá entre nós
A coisa é mais ou menos assim,
E pus-me  a declamar:

Cuidador, cuidador de idoso
Talvez sem você
A velhice não fosse...
Um momento tão belo da vida!...

Mais que um poema,
Isto é uma crônica, escrita
No afã de homenagear
Com imensa gratidão
A todos aqueles que ontem,
Hoje, e, por decerto, amanhã...
Dispor-se-ão a facilitar
A vida dos idosos.
Porquanto tamanho desvelo
Há que se cantar louvores de gratidão
A esses profissionais generosos.

Cuidador, cuidador de idoso
Talvez sem você
A velhice não fosse...
Um momento tão belo da vida!...
Este digno e misericordioso oficio,
De cuidador  de idoso,
Existe, desde que o mundo é mundo!
Só que, até a bem pouco tempo,
Quando ainda entre os familiares
Abundante afeto havia
Este ofício, de cuidador de idoso,
Cabia aos mais generosos da família
Que se encarregavam
De tomar conta de seus velhinhos.
Mas, atualmente,
A coisa já não é bem assim
Porque nos tempos atuais
Em que, agoniado,
Cada um só se empenha
Na busca do seu próprio sucesso,
E na de sua discutível felicidade,
Não há mais quem queira se dispor a cuidar
Daqueles que na família envelheceram.

Cuidador,” cuidador de idoso”!
Talvez sem você,
Da vida ainda a ser vivida,
A velhice se tornasse
A mais difícil etapa da vida
A ser vencida...

E eis que nessa fresta...
De lamentável abandono,
Desponta,  fora da família,
O “cuidador de idoso” profissional
Que se dispõe a lutar
Contra a “eutanásia cultural” dos idosos...

Cuidador, cuidador de idoso
Talvez sem você
A velhice não fosse...
Um momento tão belo da vida!...
O “cuidador de idoso” profissional
Esse extraordinário personagem
Dispõe-se agora a assumir esse oficio
A fim de auxiliar os idosos
A enfrentar, com galhardia,
Os muitos obstáculos
Que até então desconheciam.
Mas que daqui em diante...
(tenham por certo!)
Far-se-ão pontuais na travessia
Do dia a dia de qualquer idoso.

Ah, cuidador,  cuidador de idoso,
Traga consigo, também, seus sonhos...
Seu jeito de falar, sua alegria, sua esperança...
E seu imenso desejo de ajudar...
Então serás muito bem-vindo
E serás também, capaz de rezar juntos:
A saga da velhice
Que é feita de partilhas...
E de respeito às diferenças...

Cuidador, cuidador de idoso
Talvez sem você
A velhice não fosse...
Um momento tão belo da vida!...


Montes Claros (MG), 30-05-2012
RELMendes  

            

domingo, 14 de junho de 2015

Quem quer espantar a tristeza, Há de ter tempo, sempre!


Quem quer espantar a tristeza,
Há de ter tempo, sempre!

-Tempo de agradecer o dom da vida...
Tão inenarrável, porquanto... Esplêndido!

-Tempo de colher as surpreendentes
Surpresas de Deus que...a cada momento,
 Inebriam-nos, abundantemente...

-Tempo de se encantar...extasiados,
Com o resplendor inebriante
De alvoreceres sempre bordado
De auroras fulgurantes...

-Tempo de...sem pundonores algum,
 Querer-se bem a si mesmo
 E a todos...a seu derredor,
 Com muita ternura...e alegria,

-Tempo de se alegrar com o reboliço
 De crianças e passarinhos
 A se despertarem, jubilosos,
 Com o novo amanhecer...

-Tempo de acalentar a paz...
 Primeiramente, em si mesmo,
 Para depois semeá-la mundo afora...

-Tempo de se embalar nos braços
Do novo amor que...inesperadamente,
A nós se achega...bem devagarinho,
Sem dizer a que veio,
Nem tampouco de onde veio...  

-Tempo de se inebriar com o crepúsculo
Prestes a acontecer com a inevitável
Chegada da noite...bordada de estrelas,
 E tudo mais, enfim.

Montes Claros- MG 14-06-2015
RELMendes


terça-feira, 9 de junho de 2015

E NÃO SER TRANSPARENTE, POR QUÊ?!


-Pra falar a verdade... verdadeira,
( Ui, que redundância!)
Por causa de meus pífios conhecimentos
( Pífios?... Ui, que palavrão!)
Eu não sei quase nada, nem de mim,
(Poetinha tão singularmente abusado),
Nem de passarinhos...
(Tão graciosamente, serelepes!),
Nem de pessoinhas...
- Ora tão graciosas,
- Ora tão metidas à besta,
Nem tampouco da vida,
Haja vista que ela...a vida, é uma matulinha
De surpreendentes momentos...

-Porquanto tudo isto, é que...na verdade,
Penso que todos nós:
- Eu, o poetinha ingênuo; - os passarinhos
Serelepes e as pessoinhas...melindrosas,
Talvez sejamos, apenas, uns corajosos
E habilidosíssimos,
Malabares dos senões que nos impõem os
surpreendentes “ Quid pro quo´s” da vida.
Ah! E esses tais ai, sempre nos espantam!
E tenho o dito!

Montes Claros- MG, 09-06-2015

RELMendes        

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Uma historieta intrigante


Lá não sei bem eu donde
- talvez, quem sabe, no esconderijo de
  meus versinhos estrambelhados-
Letrinhas, buliçosas, de linguinhas afiadas  
e palavrinhas em desuso se estranhavam,
acintosamente, murmurando, umas contras as outras
em alto e bom som, despautérios de arrepiar
e engasgar, até centopeias embriagadas...

Então, de orelhas em pé, eu, curiosamente,
tentava saber do quê se tratava tamanha algazarra.
Qual não fora o meu espanto!
Ara! Elas apenas disputavam
Entre si, qual delas seria a próxima   
a ser publicada em meus singelos
Versinhos...
Tem quem possa com isso?!

Montes Claros( MG) 04-06-2015

RELMendes

domingo, 31 de maio de 2015

Entre mim e a bela Sacramento (MG) d´outrora, teceram-se duradouros laços de bem querer.


A bela Sacramento- , de bem antigamente, ficava, a uma hora de Jardineira, da matuta Conquista, d´outrora. Sacramento, como Conquista, também, por ser uma cidadesinha qualquer no dizer de Carlos Drummond de Andrade, adormecia cedo e caminhava a passos lentos de tartarugas, em se tratando de desenvolvimento pujante... ara! 
Mas, a bela Sacramento- era uma cidadesinha limpa, toda calçadinha de paralelepípedo bem talhados, ela sempre se amanhecia de auroras- a iluminar suas largas avenidas e suas ruasinhas; ela sempre se amanhecia de bocejos juvenis a caminho da escola local, da qual todos os habitantes se orgulhavam, porque, em fim, era um ginásio, o que fazia a diferença entre ela e as demais cidadesinhas a seu entorno; ela sempre se amanhecia de burburinhos de gente laboriosa, hospitaleira, acolhedora e de coração lindo:
- Seu Labieno, Da Sara, Alicinha, Celia, Ercilha, Voza, Luis Fernando, José Alberto, Ana Flavia etc etc...

A bela Sacramento d´outrora, talvez até fosse uma cidadesinha qualquer, como tantas outras do então. 
Mas, o que importa é que a bela sacramento de outrora escreveu em mim lembranças de coisas e de pessoas que não pretendo esquecer “nem bem de vagarinho”: A bela igreja Matriz de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e sua glamorosa pracinha, onde os enamorados se perdiam em olhares e suspiros apaixonados; - a pensão, onde vivi por três anos, espremida entre uma esquina comercial e a casa dos Valadares; -Dona Araci Pavanelli, a nossa inesquecível diretora; -Dona Corina, minha professora de português, a doce Mãe Corina do Lar espirita Eurípedes Barsanulfo; - Dona Dalila, a suave professorinha de desenho e pintura; a competentíssima dona Hilca, que em mim despertou o desejo de ser professor de história etc etc...
Por fim, só sei que sou eternamente grato a Sacramento, por tudo que lá vivi, por tudo que lá aprendei, por todas as amizades que lá construi. 

Montes Claros- MG, 30-05-2015
RELMendes

sábado, 30 de maio de 2015

Letícia... A médica de coração lindo!

Dra. Letícia de Melo Mota

-Cá entre nós...
E o mundo inteirinho / também/
Quando nada de nadinha
Se nos apresentava de oportuno
Nem tampouco de esperançoso
/Nem a mim nem a ninguém/
Sabe-se bem lá o porquê, 
/ Inesperadamente... /
Uma excelente notícia - por demais
Alvissareira a todos nós -
Rompeu o profundo marasmo
De uma espera sem fim:

-Gente!... Ôh Gente!
A Dra Alegria chegou...disposta
A tratar do povão desse Sertão
Inteirinho... Inteirinho, sô! 

-Por conta desse auspicioso Avizinhamento/ conosco/
Ouve-se.../ então/  Sertão afora
Um brado mais esperançoso ainda:

-Oba!...  Pois que seja muito bem-vinda!
D’ora avante...então/sem dúvida alguma/
A generosa médica /Letícia do coração lindo/
Tudo fará a seu alcance por aqui
Para que haja... / Sertão afora /
Saúde pra dar e vender...a todos!
Pois num é não?!  

-Ora! Rapidamente a boa nova
Espalhou-se... À boca miúda!
E a alegria deslizou sem avareza
Pelo Sertão inteirinho...
Pra felicidade nossa e alegria
De todos nós sertanejos...
Mas não tão-somente a felicidade de nós /humanos/
Pois / escancaradamente/ a olhos vistos
Até os colibris... Coloridos!
Os assanhaços... Azuis!
E as mimosas florzinhas... Silvestres!
Rejubilaram-se  /conosco/ também
Porque a Dra. Leticia veio trabalhar
Por essas terras distantes /de cá.../
Donde / delicadamente/ eu teço
Meus singelos versinhos, enfim.

-Ah! Para todos nós... /desse Sertão amado/
Ela é uma flor-senhorinha...
E porquanto é tão formosa
Tão sorridente
Tão competente
E tão generosa...
É que nós seus pacientes até ousamos chamá-la
De “Dra. Alegria” do coração lindo,
Vez que...sempre /mas sempre mesmo/
- Com muita discrição e bastante ternura -
Ela demonstra amar...profundamente,
Sua encantadora família
- André/ Cecília e Elisa
  E, quiçá, quem mais vier, também -
E seu sagrado ofício de médica
Por ela tão bem exercido.

-Bom... Diante de tanta generosidade
Competência e capacidade em acolher /seus pacientes/
Não há...de jeito algum / mas não há mesmo/
Quem dentre nós a esqueça...
Nem bem devagarinho...ora! 

Montes Claros –MG, 17-10-2015
RELMendes

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Todo dia é dia de estripulia!


Com pleroforia, eu ouso pensar em alto e bom som que: 
Apesar de todos os pesares ( – canalhices de todas as espécies: mentiras, traições, violências contra mulheres, crianças e idosos etc etc; patifarias de toda a sorte – estupros, abuso sexual, chantagem emocional, etc etc; corrupção galopante - quer a nível pessoal - furar fila, não devolver troco a mais etc etc, quer a nível de parcerias político-privadas – propinas, desvio de dinheiro publico etc etc,  quer religiosas - venda de prosperidade ilusória,  hipocrisia, etc etc, quer cultural – preconceitos à beça.) só de se está vivo a cada novo amanhecer que, generosamente, esplende a cada dia, é bom demais da conta sô!  

Assim sendo, pensei eu cá comigo mesmo com um quê de molecagem que me é tão peculiar:
Então, sabedor que sou de que um novo dia não tardara em amanhecer-se, generosamente, em minha varanda... vou pôr-me espertamente atento pra que ao despertar o tão anelado novo dia não me surpreenda ainda dormindo profundamente, nos confortáveis braços de “Morfeu”, vez que pretendo, logo  que ele chegue, celebrar a festa da vida que em mim ainda pulula exuberante, radiante e, intensamente, pródiga. Apesar dos meus mais de 70 anos.

Então, eu auguro a mim mesmo que, logo esplenda esse novo dia, me desvestirei das mazelas adâmica e por-me-ei a terce em mim e no “orbi”, um mundo conforme o sonhos de Deus, onde:
“Os lobos e os cordeirinhos pastarão juntos, os leões comerão palha como os bois, e as serpentes não atacarão mais ninguém.”        Isaías 65:25
Ah, quem dera, ah, quem dera!
Ara!.. Ara!... Então, que esse novo dia seja muito bem vindo!

Daí, então, todo dia ser dia de festa.
Síntese de um dialogo amigo, entre mim e o (Dr. Alcides Mendes Botelho Filho, um medico de coração lindo.) 

Montes Claros, MG 25-05-2015
RELMendes

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Partilhar nossos talentos me parece uma boa.


Vejamos! 

Nesse mundão de meu Deus há pessoas e pessoas. Umas o transformam em oasis de esperança, porque são generosas, no caso Papa Francisco.  Outras o tornam um campo de batalha insuportável porque são o protótipo do egoísmo, porque se perdem em observar só seus próprios umbigos, ou seja, seus próprios interesses. 

Então, fiquemos atentos, porque se o teu contigo vai tudo bem e muito te satisfaz e os outros que se danem, não te condeno. Contudo, desculpe-me, admiro mais aqueles que estão atentos também ao bem estar dos outros.
Embora sejam raros, eles fazem a diferença, porque elevam consigo a humanidade inteira: Mahatma Gandhi- idealizador do Satyagraha  (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução; Mandela-  pai da  moderna nação sul-africana- , Martin Luther King - Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos- ,  Chico Xavier - é uma das personalidades mais admiradas e aclamadas no país e ressaltado principalmente por um forte altruísmo -  Betinho – apesar de hemofílico e muito debilitado pela AIDS, foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro que se dedicou até a morte ao projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida - ;  Madre Teresa de Calcutá - Considerada, por alguns, a missionária do século XX, tornando-se conhecida ainda em vida pelo cognome de "Santa das sarjetas" - , irmã Dulce -  foi uma das mais importantes, influentes e notórias ativistas humanitárias do século XX. -, Dom Helder Câmara 
-  grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar no Brasil - , etc etc...

Ah! Sem pundonores algum, eu particularmente ouso dizer que cá quedo-me de encantamento por todos eles que com muita parresia fizeram do tecimento do bem estar da coletividade a meta precípua de suas vidas. Bom! A diferença entre estes  e aquel´outros se restringe simplesmente a uma única realidade: Esses mencionados foram generosos. 

Montes Claros- MG, 20-05-2015
RELMendes

domingo, 17 de maio de 2015

Um ancião peregrino montou sua tenda em Vinhedo... Até voltar à casa do “Pai”!


 
 1924 - 2014


-Cantar em versos, quer em poema ou crônica,
lembranças vivas de uma boa e santa amizade
Como a de D. Joaquim, tesouro divino com o  qual
o “Senhor”...surpreendentemente, um dia, me agraciou
por mais de meio século de minha existência...
para me alumiar o percurso da travessia dessa vida
rumo à casa do “Pai”...é desnudar pelo mundo afora
a imensa gratidão sentida pela vida desse bom
e santo amigo, que não pretendo esquecer jamais,
nem bem devagarinho...

-Ah! Verdadeiramente... a voz dessa mesma gratidão
impele-me a dizer, no momento, que além da luz
que esplendia abundantemente da “Sabedoria”
de seus generosos conselhos, quando pedidos,
outros tantos dons e carisma enfeitavam, também,
a alma gentil desse santo homem de Deus:

- Nesse bom e santo amigo...não havia dolo algum,
nem nada de humanos desvarios, tampouco,
vez que estes desconhecem o reto caminho;
- ele era o bom e santo amigo de muitos amigos;
- ele sempre transbordava de santa alegria...
quer estando triste ou contente;
- ele era singularmente pródigo...
na caridosa arte do acolhimento;
- ele...no silêncio de sua cela,
sempre partilhava com Deus a dor do amigo sofrido,
que, por algum motivo, perdera os melódicos
acordes da vida...

-Habilidossísimo...  o bom D. Joaquim
sempre dava cadência serena
aos aborrecimentos do cotidiano
porquanto...cuidadosamente, os dissipava sempre
com sua santa paciência que desde jovem a burilava,
no dia a dia de sua vida monástica...

-Esse santo intelectual amigo...
em sua amada cela monástica,   
ao longo do tempo de sua fértil vida religiosa...
habilidosamente ia colhendo, em fartas porções,
através da escuta da obediência e da oração persistentes
os sabios ensinamentos da Santa Regra de Bento.
                         
-La no “Mosteiro de São Bento” de São Paulo, 
o justo Joaquim exercera, dentre tantas funções,
o oficio de abade...
(que é ser de todos...o maior servidor,
na comunidade pastoreada...)
e ao se tornar abade emérito, o sábio ancião peregrino
Prosseguiu generosamente a cultivar as amizades
que amealhara durante o longo e fecundo
trajeto de sua vida tão espiritualmente fértil...

-À sombra dessa abençoada amizade...
que carinhosamente chamo de  relva de ternura,
eu e tantos outros filhos espirituais, dele,
encontramos a referência segura
para permanecermos firmes...ainda hoje,
no tão decantado e reto caminho
do “Amor Divino” que...certamente,
nos conduzirá à casa do “Pai” !

-Até breve...meu santo e iluminado... Amigo!

(Mt 5,14-16)
Montes Claros (MG), 17-05-2015
RELMendes