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terça-feira, 12 de novembro de 2013

O velho portão do quintal da sua infância

      ( uma das referências de sua vida!)

Já no crepúsculo da vida
O menino que em meu amigo ainda se esconde
Pôs-se a buscar fantasmas da infância
Lá no baú do baú das recordações tantas.

Então...
  ( ao abrir-se esse tal baú do baú)
Espantaram-se as lembranças
  ( que nem avoantes a gorjear
   no tempo do acasalamento)
E o meu amigo defrontou-se
Com um velho portão escancarado
Lá pras bandas  do rio Jaguaribe...
Ora exuberante e caudaloso...
  (se no chuvoso inverno nordestino)
Ora um leito seco...
Arenoso e ressequido.
  ( porque esse rio evaporava durante
   a longa estiagem naquele sertão)

Ah! O velho portão do fundo do quintal de sua infância!

Portão velho de tantas fugas ingênuas...
Portão velho de tantas outras escapadelas vadias...
  (do menino travesso d’outrora que era... ora!)

Se não me engano
Esse velho portão do quintal de sua infância
Ainda o enternece...
Ainda o entristece...
Porque ainda hoje o faz sentir saudades de Mariazinha,
   ( a menina que enfeitiçou
     seu coração de ternura em sua infância!)

Ah! O velho portão do fundo quintal de sua infância!

Portão velho de tantas fugas ingênuas...
Portão velho de tantas outras escapadelas vadias...
  (do menino travesso d’outrora que era... ora!)

Montes Claros (MG), 29-04-2009
RELMendes

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Um versinho alegre...


Ah! Versos de criança...
São como aquelas borboletinhas amarelas...
Que a brincar à beira do corregozinho
Lá do fundo do quintal da infância,
Sempre enfeitam...
(de brinquedos: cabeçolinhas, pião, bolas coloridas...)
O coração da gente,
Com um tantão de alegrias...

Montes Claros, 04-10-2013

RELMendes  

sábado, 26 de outubro de 2013

O valsar do meu amor secreto

(à doce bailarina dos meus sonhos...)
Se balouçarmos...
Bem devagarzinho
O velho embornal das lembranças...
Encontraremos mimos
De inenarrável ternura,
Como essas alegrias tantas:

Caminhadas noturnas
  (sob intensa garoa fria)
Sorrisos enamorados...
Suspiros de encantamento
Que ainda reluzem-me n´alma,
  (cativa de tua sedução esfuziante...ora!)
Lindas... promessas de amor,
Ah! Quantas não trocamos?!
Então, por essas e por tantas outras alegrias vividas,
Quem sabe não possamos voltar a bailar...
  (ainda que por instantes)
Naquele nosso secreto salão estrelado
De esperançosos sonhos...hein?!

Ah! Mas por favor,
Não te esqueças...(por motivo algum)
De vestir... calçar...colocar
  (Ah sei lá o quê!)
A tua sapatilhazinha bordada de ternura,
E de enfeitar-te...
Com todos aquel’outros apetrechos de vidrilhos reluzentes:
Tiaras... espartilhos... saias e saias sobrepostas...

Ah! Não te esqueças também de usar todos aquel’outros badulaques esvoaçantes
(perguntem o nome deles à Ana Botafogo, porque os desconheço!)
Para que possamos...
(num pas-de -deux  encantado)
Alçar um voo altivo, sereno...
A fim de irmos muito além  (al di lá)
Do fluxo e refluxo limitados
Da nossa imaginação efêmera... ora!   

Montes Claros(MG), 11-10-2013
RELMendes      




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Um professorzinho arretado!


(pintei para os meus alunos (as)... novos horizontes...)


Nunca despertei alunos (as)...
Senão para a vida... ora!

Apesar de...
Com eles... (no coração)
Transpus as montanhas das terras do pequi,
E com eles, cheguei alhures...
(lá pelas bancas das terras frias do Sul!)

Nunca despertei alunos...
Senão para a vida... ora!

Apesar de...
Com eles... (no coração)
Alcei voo sereno...
Aliás, ora sereno, tranquilo...
Ora turbulento... até mesmo assustador!
E também com eles, (no coração)
Encontrei-me com pessoas...
Iluminadas... e iluminantes...
(Guilherme de Almeida, Alceu de Amoroso Lima...)
E com outras tantas... não menos lindas,
Porque se dispuseram a ler...
Meus versinhos singelos... simples até!
(quase vagabundos, porque sem requinte literário algum!)

Nunca despertei alunos(as)...
Senão para a vida... ora!

Apesar de...
Com eles... (no coração)
Sempre ressurjo inesperadamente...
Mais livre... mais independente... mais feliz,
E mais senhor do meu destino!...
(que se dane o mundo porque não me chamo Raimundo,
mais que não se dane o resto, porque me chamo Ernesto!)

 Nunca despertei alunos(as)...
Senão para a vida... ora!

Apesar de...
Para meus alunos (as):
Replantei lembranças saborosas...
Contei causinhos de amores reais...
Revelei crenças pessoais...
Degustei em versos guloseimas de minha terra natal...
(oiti... murici... pequi!...)

 Mas nunca despertei alunos(as)...
Senão para a vida... ora!

Montes Claros, 15-10-2013
RELMendes


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Viagem enfeitada de sonhos!...






Meus pensamentos
de ancião-menino?!...
Ah! Nem sempre
estão em mim...
Voam... Voam... Voam...
E vagueiam...
Pelos campos, vales,
e jardins encantados...
À espera do alvorecer
(porque querem chutar
bolas coloridas...ora!)
Ah! Que nunca feneçam
os ternos sonhos de criança    
Que ainda existem em mim!...

Montes Claros(MG), 03-10-2013
RELMendes

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Protocolo prá quê hein?!...

Protocolo?!
Ah! Protocolo...
O que será que é isso mesmo, hein?

Ah! Acho que deve ser
Aquela pulseirinha azul, ou verde, ou vermelha
Com a qual nos algemam e nos esquecem
Lá numa das salas de espera das UPAS,
Ou nas dos hospitais que dizem atender pelo SUS.
Ou então ainda...
É aquela atitude esnobe chamada DISTÂNCIA
Que os RHs de hoje propalam,
E os pobres nobres de outrora
Ainda insistem em mantê-la vigente.

Protocolos?!
Prá que servem mesmo, hein?

Ah, penso que já sei!...
Talvez sirvam pra impedir
Que  aqueles que se acham importantes
Recebam o aconchego e o carinho do povão.
Ou então,
Talvez só sirvam mesmo de empecilhos
Pra atrapalhar o desabrochar da alegria...
O eclodir das surpresas de Deus...
E o reluzir da esperança,
Que tanto nos encorajam pelo caminho...

Montes Claros (MG), 24-07-2013
RELMendes

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Joba de “Pasárgada”!

(João Batista de Almeida Costa) 

-Sereno!... Esguio!... Observador!...
Surpreendentemente...colhedor,
E espantosamente,
Generoso e envolvente...
E com aquele jeitinho... sorrateiro,
De catrumano...curioso,
Que só ele tem... Joba surgiu
Como inesperada flor de primavera...
Prá dar existência e sustança
À imaginária “Pasárgada”
Do “Grupo de Teatro do Plínio Ribeiro”...

-Para tanto, então,  Joba
- Vestiu-se de poesias diversas...
- Fartou-se de gestos tantos...
- Fantasiou-se de hippie, de “Zumbi”
E de outros tantos...personagens,
- Enfeitou-se de sonhos muitos...
- Arregimentou outros jovens talentos,
- Fez-se um, com todos os demais atores...
- Bordou-se de amizades...duradouras,
Com cada um...e  com todos os membros
Desse nosso “querido grupo”...
Desde o primeiro momento...
E para todo o sempre...

-Esse é o Joba, cofundador
Do Grupo de Teatro “ Pasárgada”...
Porque ele se fez presença ali desde o seu início:
- “Nós, você e Manoel Bandeira” (1970);
- “Vomupopono” (1971);
“Pasárgada Canta Zumbi” (1972);
- “Milenbra Pasárgada” (1973);
- “Missa Leiga” (1974)  
E “Fernando em Pessoas” enfim...
-E por que ele fez TEATRO...com a gente, 
Ele, o Joba, é e sempre será  
A “Estrela da Manhã”... Da gente!...


Montes Claros(MG)-06-09-2013
RELMendes, o Paiê!...


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O voo do canarinho cantador!

(A Tino Gomes, o canarinho cantador do sertão)

O nosso canarinho cantador do sertão
É um poeta sertanejo de belos dizeres...
É músico de instrumentos tantos,
É cantor de músicas muitas...
É o compositor de “Montes Claros montesclareou” ...
   (com seu parceiro, Georgino Jr)
É, também, um excelente ator,
E  um ótimo contador de um tantão de “cauzim de safadeza”,
E de outras tantas belezuras...
Que nem sei como descrevê-las!...

O nosso canarinho cantador de “Pasárgada”
É um poeta-poema...
Debruçado sobre si mesmo,
Que sempre se supera...
E, por isso mesmo,
E, por um tantão de outras coisas ainda,
O nosso canarinho cantador do “Raizes”
É... e sempre será
Uma generosa e alegre surpresa!...

O nosso canarinho cantador do “sertão”
É “catopêzeiro” de Pasárgada, do “Raizes”,
E das vias públicas também...
(ruas, bares, palcos, botecos e cantinas).

O nosso canarinho cantador do “sertão”
Tem o dom de transformar
“MONÓLOGO” em “DIÁLOGO”
(Cantoria, Poesia, e uns cauzim de SAFADEZA),
Porque aconchega o seu público a si mesmo...
E ao contexto do que apresenta,
E, ludicamente, representa.

O nosso canarinho cantador do “sertão”
Espantou-se sutilmente...
E voou... voou... voou...
Pra outras plagas bem distantes,
Por causa do seu oficio de admirável Menestrel,
E partiu... deste amado agreste norte mineiro
Pra derramar sua arte pelo mundão afora...
(Nos palcos da vida e da imensurável mídia).

 Voa... Voa... Voa...
Ò canarinho cantador deste amado “sertão”!...
Voa... Voa... Voa...
E vá, em busca donde soltar... tua voz melodiosa,
E o teu gracioso cantar...

Oh, alces o teu voo ledo,
De canarinho cantador do “sertão”
Por ai afora...
Porque simplesmente
A estrada...
E as estrelas são tuas!...

Mas, como vez por outra
Costumas voltar ao teu ninho,
Deixaremos as portas da tua casa sempre abertas
  (Sem nenhum alçapão)
À espera de tua volta,
Que costuma sempre ocorrer
A cada linda primavera...

Montes Claros (MG), 28-07-2011
RELMendes