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sábado, 20 de agosto de 2016

A DESPEITO DA FALTA DE ASSUNTO



-Às vezes...no passo a passo dos dias,
Perco-me em vazios tamanhos...
Que até a língua esse órgãozinho...insensato,
- Ora bendito...porquanto abençoador,
- Ora maldito...porquanto maldizente,
Aquieta-se mercê do nada em mim...
Pois nos desvãos dos desejos de minh’alma,
Sedenta de teus gemidos de prazer...
Nada nesse exato agora se alberga
De útil ou de inútil,
Que a possa fazer tremular...à beça,
- Quer em bênçãos ou maledicências,
Já que em mim neste então...
Nada palpita...fremente, senão desejos...
Senão um coração...carente de tuas ausências
De teus chamegos de teus afagos indecentes
E totalmente desprovido...no momento,
De violino fagote trombone saxofone
Gaita ou quaisquer outros
Instrumentos musicais...
E a caminhar sem chão...quero-te!

-Mas se quiseres...enluaro-me, apenas!

-Ah! Pra te dá prazer não me delimitarei
Por nada desse mundo:

-Finjo até que estou alegre...tão-somente,
Mas quero-te agora!
-Faço como os passarinhos...
Reamanheço-me...cantando,
Mas quero-te agora!
-Toco qualquer bandolim ou algo do gênero,
Quem sabe um clarinete ou um flautim?
Mas quero-te agora!
-Faço aragem no céu dos céus...
Em busca de um punhadinho de estrelas
Para enfeitar-te os belos cabelos encaracolados
Totalmente embaraçados ao vento...

-Mas se quiseres...enluaro-me, apenas!

-E por fim de peito aberto rasgado lavado
Tirarei dele modinhas trovinhas algo assim
E as balbuciarei aos teus ouvidos sedentos
- De palavras banais ou sussurros salientes...
Acariciar-te-ei muito...lambuzando-te
Com a ponta da língua...salivando,
O pescoço o ventre as orelhas arrepiados
Enquanto a estrebuchar ensandecido de amor
Na relva no jardim na cama ou detrás dos muros...
Urro gemo estremeço-me de calafrios suspiro
E...desleixadamente, encho-me de eternidades...

-Mas se quiseres...enluaro-me, apenas!

Montes Claros (MG) 24/07/2016
RELMendes


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

No caritó... Jamais!

-Ôxe!... Se nem euzinho...
E nem tampouco
Os meus versinhos...singelos,
Estamos emboloradinhos
Ou enferrujadinhos...
Não há porquê...de maneira alguma,
Lançarem-nos então lá no caritó
Do esquecimento... Ora bolas!

-Pois saibam todos vocês...
Que...simplesmente, euzinho
E os meus singelos versinhos...
Ainda temos uma sacolinha
Cheinha de muita ternura
Pra semear nos corações
Daqueles que ainda creem
No amor e na vida
Verdinha verdinha...ara!

Montes Claros- MG 18-07-2015
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

PAI...você merece parabéns todos os dias! Assunto de Pai prá filhos e filhas...


Marcelo Veloso Mendes Veloso


-Pai é um ser que ama, SABIA?!
Desculpem-me os filhos e filhas desinformados,
Mas o Pai de vocês, também, os ama,
Incondicionalmente,
Tanto quanto suas queridas mães os amam...
A exceção só confirma a regra geral, pois não?!
-Ora! Quem discordar de mim...
É porque certamente nunca foi Pai!
                                                                        
-Pai sempre é uma pessoa boa laboriosa zelosa...
Que deveria ser muito querida, SABIA?!
Porque Pai não sabe amar pelas metades...
Pai, por conhecer as manhas do mundo,
Às vezes se faz carrancudo e impertinente,
Mas é só pra evitar dissabores futuros
A seus amados pimpolhos...ora!
-Ora! A exceção só confirma a regra geral, pois não?!

-Pai não costuma, mesmo,
Debulhar lágrimas copiosas
Na frente de filhos, filhas...
Nem tampouco de quem quer que seja,
Só pra mostrar aos outros
 – quer estranho ou conhecido –
O quão ele os ama verdadeiramente!
Mas se duvidam de sua plangência,
Perguntem ao travesseiro dele!
Pois tão-somente eles...
O travesseiro companheiro e o Pai de vocês,
É que sabem quantas e quantas lágrimas rolaram
Todos os dias de sua vida de Pai...
Às vezes tão-somente porque ousaram dizer-lhe
Que seus filhotes não eram tão belos quanto ele dissera,
Ou por está tão embolado em mil compromissos feitos
Só prá satisfazer os caprichos pueris de vocês, SABIA?!
-Ora! A exceção só confirma a regra geral, pois não?!

-Pai, minha gente, ama...e ama
Tão completamente, seus rebentos,
Mas...tão completamente...mesmo,
Que ,simplesmente, não hesitaria jamais
Em dar sua própria vida...sem pestanejar sequer,
Para que suas amadas crias cresçam robustas,
E sejam sempre, felizes alegres e saudáveis...SABIA?!
-Ora! A exceção só confirma a regra geral, pois não?!

-Quem bem lê a alma silente de um Pai amoroso...
Certamente não lhe expropriará jamais
A imensa riqueza que há em seus belos sentimentos
Que...constantemente, exalam-lhe dos poros d’alma
E transpiram-lhe...bem discretamente,
De seu paternal coração manhoso, repleto de amor
E transbordante de sabedoria...SABIA?!
-Ah, isto ninguém pode negar...de maneira alguma,
Ainda que por aí e por ali haja quem...covardemente,
Tente desconstruir ou denegrir essa tão generosa
E insubstituível figura... A paterna!

-Então, ó caríssimos e queridíssimos...
Filhos e filhas da Mãe e do Pai também,
Se por acaso...quiçá, quem sabe por algum motivo,
Vez por outra seus caminhos...de filhos ou filhas,
E os dele, de Pai, se desencontrarem...no percurso
De suas caminhadas do dia a dia da vida,
Ora! Não se façam de arrogantes e ingratos...
Vez que agora já sabem... O quão são amados por seus pais, 
Pois só esta arenga de percurso não é justificativa...
Suficiente e aceitável,
Para que não incluam...só  por insensatez, o Pai de vocês
No lindo jardim de vossas saudades...
E tenho o dito!

Montes Claros (MG) 16/08/2016
RELMendes


domingo, 31 de julho de 2016

QUEM VIVER VERÁ

De repente,  é tão de repente
Que num piscar de olhos...
Ou como num suspiro do vento,
Pomo-nos diante de um outro perfil de vida
Que não mais aquele
Que nos era tão costumeiro outrora:

- As crianças cresceram... e foram-se embora,
Vez que seus quartos estão arrumados...
Pois já não há mais quem os bagunce
Como bem antigamente...

- As flores do jardim?
Ah! Essas feneceram...completamente,
Vez que as primaveras se apinharam em demasia...

-Os sonhos esbanjados aos montes,
Vez que não os amealhamos para o porvir...
Ora! Uns se concretizaram totalmente
Pois se fizeram belos Ipês floridos
A encantar-nos ainda hoje em dia...
Enquanto outros...turvaram-se
Ou foram tão-somente
Coloridas bolinhas de sabão
Que nos enfeitaram os momentos
Difíceis da caminhada...

- A nossa paixão nos escapuliu pelas frestas do tempo,
Vez que escapulir sempre lhe é tão apropriado...
Pois não há quem a possa reter por toda vida...

- Ah! Mas o amor, entretanto, robusteceu-se em nós,
Vez que, nesse então, cá estamos nós sentadinhos
Nesse batentinho da porta da rua  
- Sem dizer uma só palavra sequer -
A contemplar o ciclo da vida fluir
E a perguntar-nos apenas com os olhos:

- Será que agora teremos um pouquinho de tempo
Só para nós?!

Montes Claros (MG) 30/07/2016

RELMendes

quinta-feira, 28 de julho de 2016

DESALENTO...JAMAIS!


Evito-o sempre...sem esmorecimentos,
Menosprezo-o...sem titubear  a todo momento...
Enfim... Face ao desalento:
- Ando a largas, correndo...
- Escondo-me...nos braços da esperança,
- Encanto-me com novas surpresas,
- Bato asas... e ao fazê-lo alopradamente,
Ah! Assovio quaisquer músicas:
- Polcas maxixes sertanejo...
Pois quem pariu o desalento... ó desencanto,
Não foste só tu deveras tão-somente...
Foi, também, a imprudência ingênua...que em mim
Depositou-me confiança...mais que devia,
Na sombra do alheio...um dia!

-Ara! Refuto veementemente a desesperança...
Porquanto é mãe do pranto e madrasta da alegria,
E se... portanto, não quedo-me jamais plangente
Aos cantos da auto-piedade...remorso vão,
Posto que sereia a solfejar lamentos tristonhos...

-Ah, Não! Não me padeço de desalento
Nem tampouco o recito nunca...
E sem essa tristeza rouca e esparsa... Ha...ha!
Declino-me em versos poemas sonetos
Que em mim teriam adormecido
Não fora eles transbordantes de fulgores e alentos...

Montes Claros (MG) 28/07/2016

RELMendes


sábado, 16 de julho de 2016

A despedida final

                              ( Epitáfio )
Eu quereria que fosse singela
como meus versins...
Que ela fosse discreta
como o desaparecer dos passarinhos,
- Que sempre partem...sem alarde algum,
Pois quando se dá conta...pronto,
simplesmente, já se foram...há tempos,
simplesmente, já desapareceram,
sem nenhum bater de asas...insolente,
sem nenhum solfejo estridente sequer...
- Dizem que é por que morrem de flores,
e jamais de espinhos... -

-Ah! É bem assim...como os passarinhos,
que eu almejo partir daqui...
para o todo sempre...um dia,
sem assovio algum...
sem estardalhaço nenhum...
sem sequer um bater de asas enfim...

-É isso aí...tão-somente,
o que trago n’alma de forasteiro...na terra,
e no coração de poetinha...
passarinho em arribação...

Ah! E se alguém perguntar por mim,
Ora! Diga-lhe que me fiz canarinho do reino,
e voei serenamente lá pras bandas de céu...
A discrição e o silêncio...
Honrar-me-ão e ao passarinho que fui então.

Montes Claros (MG) 13/07/2016
RELMendes 

domingo, 3 de julho de 2016

Festa no arraiá da sinhá Anja!!!

   (Angela Mendes)

-Êita, mas que belezura de festança sô! 
Fogueira, bandeirolas coloridas...
Balões de tudo quanto é cor...
Zabumba, pandeiro, muita sanfona e viola, 
E uma cantoria arretada noite afora,
Enfim, gente alegre...por todo lado,
E as gargaiadas derramano do teiado...

-Procês tê uma idéia certinha certinha:
A parentagem toda de Sá Anja...tava lá,
E os amigos dela tamém tava tudo lá,
Mas vô dizê  procês u nome só de arguns...
Pruque us outro, eu nem conhecia bem, 
Ou nem tampouco vi eles pur lá tamém...
Pois quando lá cheguei desconfiadin...
Já tava tudo arrastano pé no terrerão:
Fátima Pessoa, Gorete Alves, Ereni Wink, 
Paula Amaral, Moira Studart, Katia de Souza, 
Delci Helena, Marli Solange Maleski...
Mô Schnepfleitner, Regiana Amorim, 
Marco Aurelio Tisi...
E tantos outros e outras...
Inté o poeta Claudio Carmo...tavu  lá tamém,
Pois antes de partir lá pras bandas do céu,
Fez questão de se ajuntar à turma
Do amando Grupo VOZES DA POESIA
  - do qual era um dos poetas-mor –
Nessa famosa festança junina em Cascavel,
Só pra vê o sorriso largo de Sá Anja
Se abri de alegria e enfeitar
O terreiro inteirin inteirin de poesia...    

-E oia só aqui minha gente, todo aperreado, 
Eu tamém tava lá...
Só as brasa assoprano...tempo tudin,
Só as brasa assoprano sem pará
Pra assá batata doce...pinhão,
Mio verdin e amendoim...
Pramordi enchê o bucho deles,
Qui di fomi já tava inté roncano...ara!!!

-E todos lá no terreiro, só quadriano!
Só quadriano e balangano o esqueleto!!!
Ah! Vô recramá pra sinhá-moça Anja,
Ah, se vô! 
Pruque  du jeitu qui tava, 
Num dava de jeitu manera sô! 
Pois se pra eu só sobrava trabaiu,
Enquanto eles só quadriano,
Entonse eu num dava mais conta 
Di ficá ali suzin na fugueira...

Há! Se é assim, disse pra mim mesmo:
 Vô simbora dessa fugueira,
Pruque num tava mais aguentano
De tanto trabaiá ali suzin...
Enquanto a gentarada toda...
Tava se esbaldando pra valer
Naquela festança toda...ora!!!

Montes Claros- 19-06-2013
RELMendes



quinta-feira, 30 de junho de 2016

Sou Bocó...e não nego!


-Tateio as ilusões do ontem
Do hoje e do por vir...
Resvalando-me em estrelinhas
Que alumiam-me a mente de passarinho
Que...ainda em mim há, e sempre haverá...
E voo acima dos ciscos do percurso
Que tentam enfear-me ou fusquear-me
Os alvoreceres radiantes sem paredes...
Os luares argentosos a alumiar horizontes...sem fim,
E os sonhos pululantes de um poetinha Bocó
Que se encanta com a simplicidade
Que sempre se despeja...abundantemente,
No acontecer de cada dia...
Só pra encantar-lhe a alma de Bocó...

-Sou totalmente Bocó...ara!
Assumidamente Bocó...
Porque...acrescento-me de criança brincante
E de um punhadinho de passarinhos
Que conversam...entre si, bobagens...
Mas encantam a quem os ouve solfejar
Suas maviosas oralidades musicais...

-Portanto, escovo-me...sorridentemente,
E estimo-me...profundamente,
Do esgar daqueles que insistem                                  
Em não serem BOCÓS...
Privando-se assim de descobrirem
Serem as tardes parte do haver
Das belezas dos dias...
Ora!... Mas enfim, ninguém é obrigado
A ser Bocó, pois não?!

Montes Claros (MG), 18/05/2016

Romildo Ernesto de Leitão Mendes (RELMendes)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Não sei de nada de nadinha!


E verdadeiramente, quiçá,
Nunca saberei nada jamais...
Ah! Penso também que nem tampouco
Faço a menor questão de saber nada...
Senão, que certas coisinhas...
Que a mim me parecem fundamentais:
-Amor, paixão, compaixão
E ternura...
Ah!... Estas sim!... Estas eu sei
Que...indubitalmente,
Só as degustaremos...
Ou as sentiremos...tão-somente,
Com a sabedoria do coração...
E isto, basta-me!

Montes Claros (MG) 15/05/2016

Romildo Ernesto de Leitão Mendes ( RELMendes )

sábado, 11 de junho de 2016

Trovinhas buliçosas despertam-me...



-Sempre que me amanheço...
Rodopio-me...a pés em chão,
E também, reviro os olhinhos...curiosamente,
Como que...de esguelha,  
Pelos desvãos de meu quarto inteirinho,
Em busca de pedacinhos de papel
Onde possa anotar... imediatamente,
Alguns versinhos engraçadinhos
E, ou trovinhas saltitantes...
Que...nas cochiladinhas da tarde...
Bem como nas da noite,
Proseiam comigo...despudoradamente,
A pedirem-me que as anote...em qualquer lugar,
Pra que delas eu não me esqueça jamais.

-Pois num é que as escuto!..
Ah! E eu num tô nem ai...
Se achas que isso, faz sentido ou não!
Por isso faço minhas...
As palavras de Mário Quintana :
“Quem faz sentido
É soldado...”

Montes Claros (MG), 16 /05/2016
Romildo Ernesto de Leitão Mendes (RELMendes)


domingo, 22 de maio de 2016

Os ventos sopram-me saudades...


-Ah! Quanta vez na madruga...
A chamar-me...os ventos
Assoviam-me n’alma:
-Saudades dos bogarims
Que perfumavam as ruas
Da minha infância...
Tão cheia de detalhes...

-Ah! Quanta vez na madrugada
A chamar-me...os ventos
Assoviam-me n’alma:
-Saudades dos cheirinhos
Que minha mãe dava
Em meu cangote...
Quando eu a aporrinhava
Com meus calundus
De criança mimada...

-Ah! Quanta vez na madrugada
A chamar-me...os ventos
Assoviam-me n’alma:
-Saudades dos meus passeios
De bicicleta...ao entardecer,
Pra conversar com os passarinhos,
Vez que meu pai não nos permitia
Tê-los engaiolados em casa...
Para ele os passarinhos nasceram
Pra voar a céu aberto sem fim...


 -Ah! Quanta vez na madrugada
A chamar-me...os ventos
Assoviam-me n’alma:
-Saudades de tantas outras
Não sei o quê...já quase esquecidas,
E que nem os seus porquês...
Ainda tampouco os sei,
Mas que pretendo sabê-los
O mais rápido possível...
Porquanto, inundam-me a alma alheia
(Ah, Se pretendo!)
E...e bem antes de eu partir
Lá pras bandas do céu...
Porque...comigo, só levarei...
Sem choramingas,
Aromas suaves do que não esqueci
Lá do meu pretérito de criança...
-Quiçá saudades de mim mesmo...
Quando me derramava...menino bagunceiro,
Pelos quintais floridos da infância...
-Quiçá saudades do que eu não fui...
Porque enfim eu desejara...tanto tanto,
Ser como um bem-te-vi laranjeira a anunciar
Em meu terreiro, alvoreceres eternos...
Como diz Manoel de Barros:
“E isso explica o resto.”

Montes Claros (MG), 21/05/2016
Romildo Ernesto De Leitão Mendes (RELMendes)

  

sábado, 14 de maio de 2016

Sonhos enchem-me de peraltices avoantes



Sonhos e mais sonhos...abusadinhos,
Sempre permeiam-me de despropósitos
-Os dias desocupados...
-As mornas tardes preguiçosas do sertão...
-As noites vadias...ou de tristezas em breu,
-As madrugadas envolventes
(De tantos encontros e desencontros...)
Que a força d’alma atiça
Ou simplesmente a calam...
-Os alvoreceres luminosos...
(Que espantam estrelinhas-pirilampos,
Afugentam os belos clarões do luar,
E põem a correr...de suas alcovas,
Os amantes perdidamente apaixonados...
Que do tempo...a passar, esqueceram-se...)
-Os crepúsculos...sempre tão lindos,
Ainda que, abusadamente, melancólicos...acho!

Sonhos são apenas sonhos...
-Uns desabrocham generosamente,
Tornam-se árvores frondosas...
Florescem...dão frutos,
E quão saborosos o são!
-Outros são fugazes...efêmeros,
Apenas arroubos passageiros d’alma
- gentil visionária passarinheira –
Repleta de despropósitos encantadores...
Que sonha por sonhar apenas...
E se faz passarinho a voar...ara!

Montes Claros (MG), 14/05/2016
Romildo Ernesto de Leitão Mendes (RELMendes) 


domingo, 8 de maio de 2016

MÃE É UM PUNHADÃO DE TUDO DE BÃO

-Mãe é um realejo a tocar
Cantigas de ninar...
-Mãe é um carrinho de algodão doce
A adocicar nosso percurso
E os nossos descaminhos...
-Mãe é um frasquinho de perfume
Que gostamos de cheirar muito
Pra sentir sua fragrância...inesquecível,
A nos perfumar a vida inteirinha...
-Mãe é uma gangorra encantada
Onde se gosta de balangar
Por horas e horas a fio...
-Mãe é um jardim em flor
Que se derrama em amor-perfeito
Pra enfeitar nossos dias...
-Mãe é uma eterna reticência...
Porque está continuamente
Se desdobrando em pedaçinhos
De ternura e carinho...
-Mãe é um berçinho de aconchego
Onde se pode descansar...profundamente,
Sem nenhum sobressalto
Nem tampouco qualquer medo...
Mãe é um céu estrelado
Porque os olhos de nossas mães
Estão sempre cheios de estrelinhas
Pra nos alumiar os caminhos...
-Mãe é uma vivendinha
De porta sempre aberta
Pra nos acolher
Quando...por algum motivo,
Quer sopro forte do vento
Ou a chuva que desaba
Perdemo-nos pelo caminho...
-Mãe é um amor, e o amor
Que invade...com jeitinho,
O coração da gente pra sempre...

-Ara! Mãe é tudo de bão, sô!
-Ah, minha mãe!
-Minha gente, se eu tivesse que escolher
Uma mãe, eu escolheria a minha...ora!

Montes Claros (MG), O7/05/2016

Romildo Ernesto de Leitão Mendes (RELMendes)

terça-feira, 3 de maio de 2016

Um dia só pro`s bregueços da saudade


Isto certamente seria um dia
Só pra saudade
E seus muitos mistérios...
Que ora nos acalentam tanto...
E ora muito nos espantam.

- A saudade sempre dói...sim!
Sobretudo a saudade das coisas
Que não foram...
Quando tinham tudo
Para terem sido:
- Os beijos de amor
Que não roubei...
E que eu bem podia
Tê-los surrupiado 
Sorrateiramente...
Quando a mim se ofertaram
Graciosamente...

- As fotografias...propositalmente,
Esquecidas
Na minha velha “Rolleiflex”... 
Que se eu as tivesse revelado...
Bem poderiam estar
Aqui e agora, enfeitando...sim,
Sem pundonores algum...
O portfólio secreto de minhas gratas
E  saudosas recordações...

Ah! E tantos outros etc’s 
Ou miudezas há...enfim,
Que deixei atrás da pressa
Quando andei...errante,
Sem rumo e nem prumo...
Em busca da tal felicidade
Lá no pretérito já bem distante.

- Mas que...nesse exato momento, 
Eu tento ansiosamente reavê-los
Porque os quero havê-los agora...
Pra degustá-los por inteiro...
Pra realinhava-los carinhosamente
Nos desvãos de minha gratidão
Por tudo quanto vivi...
Antes que se esgote completamente
A hora das circunstâncias propícias
Ao pleno resgate deles...
( dos outros etc’s e ou miudezas...ara!)
Vez que a pés em chão caminho apressado
Pra onde depositei minha esperança
E não quero levar comigo, senão o amor...
Que generosamente ofertei e recebi.

Montes Claros (MG) 03-05-2016
Romildo Ernesto de Leitão Mendes ( RELMendes)