Total de visualizações de página

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Quando vez por outra sopram-me tristezas



-Sopram-me vez por outra tristezas
Não sei bem o porquê disto
Nem tampouco de onde vêem
- Quiçá/de coisas banais não vividas
Ou/quiçá/ das aneladas ansiosamente
Que sempre a passos lentos atrasam-se
A chegar rapidamente a contento
Ou simplesmente não virão jamais... -
Então/ dou-me um cálice de vinho...
E pronto!

-Sopram-me vez por outra tristezas
E porquanto alvoroçadas à beça
- Inesperadamente no mais das vezes -
Inquietam-me sobremaneira o imo
Ou acabrunham-me por demais a alma
Ávida por alegrias aos montes
Vez que estas sempre costumam
Transbordarem-me de satisfação
E contentamento lampejante inenarráveis...
Então/ dou-me um cálice de vinho...
E pronto!

-Portanto já sabem/quando as alegrias
Fazem-se vez por outra de arrogadas
Eu simplesmente dou-me o direito
De tomar um cálice de vinho
Pois não é de hoje que ouço dizer:
- O vinho alegra o coração dos homens...
E digo-lhes eu sem hesitar:
- E o das mulheres também,,, Ora!

RELMendes – 26/04/2018

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Sabedoria de sertanejo brejeiro


(Um cadim de sabedoria, até que é bão, né não?!)





Ah!Quando a gente ama sem ser amado,
A solidão produz saudade doidíssima...
Mas quando a gente se mete a amar sozinho,
Abrem-se as janelas d’alma pra malvada amargura,
E ela/,essa vadia, se instala na gente, sem pena, sem dó!

E se a gente insistir em amar sem ser amado,
Sem ser querido, sem ser compreendido...
Aí é dá muita trela à inconsequente imprudência,
Que, por si só, desgasta muito o brio d’alma da gente!

Ah! Mas como não ser imprudente, insistente e inconseqüente,
Se a gente sempre está em busca de um  amor pra gente?!
Então, quem sabe se não vale a pena. demais da conta,
A gente ser só um pouquinho imprudente, hein?

Montes Claros (MG), 20-04-2014
RelMendes

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Vida humana? Ah/ ela é plena de vieses!



-A vida humana não é feita só de vitórias!
Ela/ a vida humana/ é feita/ também/ de perdas/
Sofrimentos/ encontros e muitos desencontros...
Portanto/o quanto possível/ vivamo-la/ plenos de agoras/
De conosco/ de convosco e/ sobretudo/degustando/
Alegremente/ à beça/os bons momentos/ por ela
A nós oferecidos/sem economias!

-Porém/ sem nos esquecermos/ nunca/
Que não escaparemos das perdas/ jamais/
Vez que elas/ as perdas/ são pontuais na vida de todos!
Entretanto/com sabedoria e paciência/ à beça/
Paulatinamente/ superaremos todos os lutos/ com os quais
Elas/ as perdas/ ferem-nos à alma/ sem pena nem dó!

-Mas /lembremo-nos que/mesmo nos momentos de tristeza/
A vida escore sem cessar/esplendorosamente/ bela! 
Então/ vivamo-la/ agradecidamente/à beça/sempre/
Sem desperdiçá-la com agruras intermináveis/ jamais!

RELMendes 24/03/2018


Tua faceirice derrama-se ao caminhares E esconde-se no lado esquerdo de nosso peito



-Oh/ tu que passas/ tão despercebida /a tudo/
Que nem a mim/ nem/tampouco/ às flores d’outono/vês/  
Nem/sequer/ao menos /ouves-nos a planger/aos prantos/
Ao teu deplorável descaso/ sem nenhum cabimento/
Saibas/ pois/ então:

- Eu/lamento/ por versos já não mais os ter/aos montes/
Para decantar meu amor / por ti/aos borbotões de paixão/
- Elas/ as flores d’outono/ lastimam/ por não aspirares/ deliciando-te//
Seus aromas inebriantes/exalados/ sem avareza alguma/
Para /tão-somente/perfumar teu caminhar/ quiçá/ suave/
- Embora/ por demais/ arrogante/ a nossos olhos! -
Mas bem o sabemos que assim o és /plena/
E se a ti/pouco te importa/ nossa plangência!. Que pena!
Mas/por favor/prossigas faceira sempre!  Sobretudo aqui/ no lado
Esquerdo de nosso peito/por ti/totalmente/ encantado/ sempre!

RELMendes – 03/03/2018



Um súbito Amor de Outono


(É / totalmente/ possível!)



Cá estou eu/ novamente/
A escarafunchar...por todos os lugares/
D’onde eu possa ter escondido
As sementinhas daquelas florzinhas
Que tanto as aprecio/ enormemente:
- Amores-perfeitos... – Miosótis...
- Margaridinhas campestre...
Porque é /Outono!/

-E/ porquanto/ a gente precisa enfeitar/
Às pressas/todas varandas da Vida/:
- Às das nossas casinhas aconchegantes/
E /sobretudo/às de nossas Almas/ carentes!...
-Pois/ em sendo Outubro
- A qualquer momento -/
 Pode ser que/ de repente/
O Amor venha nos visitar
Novamente! Quem sabe?

RELMendes – 07/10/2013

sexta-feira, 30 de março de 2018

Como seria bom enluarar-se novamente!


-A noite /aos poucos/ vai se achegando /enluarada/
E antes que ela/ a noite/ escureça/ em breu/ o céu/
A lua abelhuda/ por vezes/desponta cheinha/ à beça/
A clareá-lo /sem vergonhamente/ de luar/argênteo/
Para espantar a criançada das ruas/ enluaradas/
E acoitar /sem medida/as caricias/ apaixonadas/
Dos amantes...ensandecidos de amor/enluarado!

-Ah! Como seria bom/ se eu/ ainda hoje/ mente de menino traquina/
E minha patota/ sapeca/pudéssemos /novamente /ir às ruas/
Argentadas de clarão de luar/ a encantar-nos as mentes de crianças
A brincar / mais uma vez/de cutucar a lua/em chegada/lá encima /
Tal qual o fazíamos/ bem antigamente/às escondidas dos pais/
Até quase o alvorecer despontar no horizonte/ alhures!

RELMendes – 29/03/2018

terça-feira, 20 de março de 2018

Tributo à mulher Marielle do Brasil/mártir dos direitos humanos!



-Ao anoitecer/de anteontem/o rouxinol negro da favelal
Foi /covardemente/ abatido/por quatro balas /premeditadas
Por algozes perversos/ e não democratas/ por enquanto/
 Ainda não identificados.
Então/ele/ o rouxinol negro da favela/não mais lutará em prol
D e toda sorte de diversidade/que/ nesse agora/ campeia país
E mundão afora Que pena!

-Tudo isto atabalhoa-nos/a mim e a muitos/ à beça!
Ou aporrinha-nos/aos montes/tenha por certo!
Não que sejamos nós ranzinzas/ nem tampouco/
Impertinentes/ mas porque sentimos/ nosso mundo encantado/
Do faz de conta/plenamente desolado/aos pedaços/
Porque / ele/ o rouxinol negro/ da favela/Maré/
Tinha o dom de embevecer-nos/ de esperança!

-Mas /se ele/ nosso rouxinol negro/ da favela/Maré/
Não vem mais à luta em prol de tanta diversidade
Quer aqui / ou alhures/ mundão afora...
Como então/não nos avexarmos /sobretudo/
Com tantos percalços ou adversidade
Que/de repente/ povoam-nos o cotidiano?

-Ah/olhemos/ de esguelha/pra um lado e outro
Dessa vida/por vezes atribuladíssima/
Depois atravessemos o percurso /dado a nós hoje/
Fingindo estarmos confiantes/ não obstante
Tamanha banalização da perversidade/explicita/
Como a da execução da vereadora do Brasil/ Marielle/
O nosso rouxinol negro/ defensor /aguerrido/
Dos direitos humanos/por aqui/ nesse nosso país/
E / por decerto/agora/ do “orbis” inteiro/sem dúvida/
Porque se fez HISTÓRIA/ pra sempre/
Como mártir dos direitos humanos!

RELMendes 16/03/2018

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Quem ama/ de fato/ as flores/quiçá/até as colha/mas não as arranca/à toa/ jamais!


-A partir deste instante/ não escreverei mais nada!
Reverberem isto a todos/mas por favor,/sem lamurias/viu?
Porque/ a partir de hoje/dedicar-me-ei/ apenas/ou tão-somente/
 A amar as flores/a florir seus encantos/onde quer que desabrochem/
Pois até então/ eu não me detinha só em apreciá-las/
Mas//lamentavelmente/ apossava-me delas/sem pena/
Para meu próprio contentamento/ apenas!

--Mas de uns tempos pra cá/ eu só pretendo/ no imo de mim:
- Cultivá-las..onde for possível/aos montes/
- Contemplá-las...em seu encantamento/sem fim/
- Aspirar  seus perfumes a exalarem-se/sem limites/
Entretanto/ deixá-las-ei sempre lá/ em seus jardins/florindo/
Até concluírem o ciclo de seu encantamento/ pleno!

-Sabe o porquê/ dessa mudança/ estapafúrdia/ em mim?
Porque hoje/ eu/ simplesmente/ as amo!
Isto corrobora /deveras/ meu crescimento/ interior/
Pois quem apenas gosta/ainda não aprendeu a amar/
E/ porquanto/ persiste/enquanto vive/ em ser /apenas/
Uma egoísta criança/ mimada/ em busca do ter!


RELMendes – 23/02/2018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Seres asilados é uma descompaixão absurda


Silêncios /gritantes /aos uivos/
Perturbam-lhes/ sem cessar/
Os seus dia a dia/totalmente/ vazios/
Sem lampejo algum de esperança real!

-Ausências /magoadoras/à beça/
Uivam-lhes/ n’alma carente/
Transbordantes de porquês/
Sem respostas algumas!

-Solidão /impertinente/pacas/
Cavalga-lhes o coração /choroso/
Sem sequer se dar conta de suas dores/
Doloridíssimas/ aos suplícios!

,-Melancolia /constante/sem pundonores/
Entedeia-lhes/ sem dó/ o cotidiano/estagnado/
Desconsiderando os sonhos que têm/ aos borbotões!

-Descompaixão/ irredutivelmente/escrota/
Cerceia-lhes o sonhar /dias alvissareiros/
Em que pudessem partilhar ternura/à beça/
Torna-lhes também/ hirtos/ face o pra quê tecer quimeras/
Se não têm/deveras/ como compartilhá-las/aos montes/
Com quem os deveria querer bem/ ou amá-los/muito!

-Aparte isso/saibam/ seus asiladores/ desalmados/
Que/eles/ o asilados/ sentem-se/totalmente/ nascidos/
-Desde que deram seus primeiros berros no proscênio da vida–
Para o imensurável espantamento do mundo/belíssimo/
Feito de convivências /carícias/ e partilha de amores/ sem fim!


RELMendes  18/01/2018

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Amo degustar futuros antecipados




Pois enquanto/manhosamente/ minha amada/
Perde-se/ apenas/ em deliciar/presentes/ tão-somente/
- Degustando demoradas caricias/ inenarráveis/ -
Eu / há/ jamais! Muito pelo contrário!
Quando amo/ viajo/ futuros/além!
E para tanto/ rapidamente/ o quanto /antes/
Desgasto meus presentes /todos/
- Aninhando-me /totalmente/ em seus doces afagos -
E aí/ então/ voo/ em deliciosos sonhos/ a por vir/
Ah/ Sonhos/ sonhos! Todos/ verdadeiramente/polvilhados/
De uma ternura sem fim!

RELMendes 20/09/2017

Ficar a troco de quê... Se é Primavera?!





-Despi-me/ então/ rapidinho/da  frequente arrogância/
E revesti –me/completamente/ de envolvente ternura/
Só pra correr atrás dos meus lindos/ sonhos/...
Porque/ simplesmente/ é Primavera!

-Ao invés/portanto/de eu querer ensinar/ qualquer coisa/
A quem quer que fosse / enfim/
Dispus-me a ser/ então/apenas um total aprendiz/
- Na arte do bem conviver -
Só pra correr atrás de meus ardentes /sonhos/
Porque / simplesmente/ é Primavera!

-Lancei fora/ imediatamente/ o medo de evadir-me...
E desvencilhei-me/ totalmente/ de tralhas /inúteis/
Só pra perseguir  meus/ tão acreditados/ sonhos/...
Porque  /simplesmente/ é Primavera!

-Sem pestanejar /sequer/ então/
Passei a mão /na minha cachorrinha/
- E em quem mais quis vir comigo -
E sai em busca de novos amigos/
De uma boa prosa/ e/ sobretudo/
De um colo acolhedor/
Bem como/ também/de um tão anelado aconchego/
De há muito/ tão sobremaneira /esperado/
Porque/simplesmente/ é Primavera!

-Mas/ ah/ é preciso ficar /atento/
Pois quem ousa mudar o percurso /do destino/
-  sobretudo em sendo Primavera -
Também/verdadeiramente/ ousa correr
O esplendido risco /de ser feliz...a qualquer momento!

Por isso, depois de navegar /por anos/ em mares turbulentos/
Resolvi atracar/ definitivamente/meu barco/
- Cheinho de inenarráveis/ sonhos/ -
Num porto quase encantado/ porquanto
Porto/ desvestido de frívolas /aparências/
E repleto de abundantes mistérios...
Que vão/ aos poucos/ se revelando/
No cronos/ dos já antigos posseiros...desse encantado porto/
E não/ no tempo/ dos recém-chegados forasteiros!...

- Enfim/ se nesse porto imaginário/ quase encantado/
Pudermos contemplar estrelas /reluzentes/
E o luar prateado/de lá/ nos iluminar /contente/
E a vida/  por ali/nos permitir viver...
Toda sorte de ingênuas /estripulias/
Então lá/ fincaremos as estacas...
De nossa acolhedora /tenda!...
Porque/ simplesmente/ é Primavera!

Montes Claros, 22-04-2012
RELMendes

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Segredos/ por que os devo guardar a sete chaves?


Se alguém /por acaso/ me pedisse
Um bom conselho/ hoje/ eu /simplesmente/
Dir-lhe-ia sem hesitar /um só momento/ sequer:
- Não te assegredes com ninguém /jamais/
Senão/apenas/ com aquele / o Deus Vivo/
Que / desde sempre/ te conhece e te ama
Tal qual  és/ em tua verdadeira essência/
Mesmo porque/ foi ELE/ e tão-somente/ ELE/
Quem te teceu/ por amor/ no útero materno!

E / portanto/só cabe a ELE/ e unicamente/ a ELE/
Perscrutar os segredos de tua alma/ abismada ou plangente/
Pois/ tenhas por certo que/ somente ELE/
E tão-somente /ELE/ nunca revelará / a ninguém/ jamais/
Tuas fragilidades/ tão humanas/ mas tão tuas/ tão-somente!

RELMendes 19/09/ 2017


domingo, 17 de setembro de 2017

Um Arcanjo Escritor/ por encanto/ Passou por Montes Claros/ rapidamente!

                                     (In memória)


-Não é /nem será/ jamais/ sandice/ afirmar:
- Quem calaceou ou calaceava /desavisado/
Pelo Corredor Cultural /de Montes Claros/
- lá no fundo da sua bela igreja Matriz -
Corria ou correu/verdadeiramente/ o feliz/ risco/
De por lá/defrontar-se/cara a cara/inesperadamente/
Com um terno Arcanjo Escritor - que/ por encanto/
Passou /por nossa bela cidade/ rapidamente -
Cujo nome era:- Raphael Reys!...

-Esse terno /Escritor Arcanjo/ Raphael/ montes-clarense/
Sempre estava/ por ali /a cumprimentar / a todos/
- Os viandantes/ que/ por ali perambulavam/
Só por perambular/ou vadiar/ tão-somente/ -
Com generosa  gentileza /e candura/ aos flocos/
E a esbanjar/ sem economia/alguma/
- Pra quem quer que fosse/ sem exceção/ alguma -
Discretos sorrisos /acolhedores/ de inenarrável ternura/
Sem hesitar jamais/ em trocar /também /umas palavrinhas/doces/
Com quem quer que /por ali se encontrasse/ a vadiar/
Ou a se aculturar / tão-somente/-  quando apenas peregrino -/
Afim de que qualquer viandante/ quer da região/
Ou simplesmente/ de alhures/ desejasse/sobremaneira/
Retornar/ por ali ou por aqui// novamente/ sem hesitar... Jamais.

-Depois de orvalhar de ternura/ aquele ambiente/ inteirinho/
Ele/ o terno Escritor Arcanjo/ Raphael/ montes-clarense/se esvaia/
Sutil e sorrateimente/ sabe-se lá /pra onde/ nem pra quê/
Quiça/ para se reabastecer /de divinal inspiração...
E depois/ no dia seguinte/ compartilhá-la /prazerosamente/ conosco/
- seus amigos de há tempos/ pra felicidade nossa/ graças a Deus/ -
E com todos os demais que /ansiosamente/ esperavam o seu retorno
A cada novo alvorecer/ para degustá-la em forma de interessantíssimas
Crônicas/ sempre muito inteligentes e/ sobretudo/ muito gostosas/
 De se ler e reler/ por incontáveis vezes!

Montes Claros (MG), 20-01-2013
RELMendes