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sábado, 25 de julho de 2015

Inspiração dorminhoca


De horas em horas
Estou debruçado
Na janelinha
De minha florida vivenda
A espera de que por acaso
Passe por aqui
Um colibri qualquer
Disposto a inspirar-me
Alguns versinhos
Que possam ungir de ternura
Qualquer coração ferido.
Ara!... Desperta logo inspiração
Dorminhoca tão desejada!

Montes Claros- MG 24-07-2015
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sábado, 18 de julho de 2015

O silêncio falante

Fascina-me e fascina-me 
porque apascenta os tantos eu,s de mim
Portanto...
Indubitavelmente,
É fato que sempre que desejo
Falar com D-e-u-S 
Ou mesmo que quando apenas
Só queira ficar a sós comigo mesmo
- ainda que por um tempinho 
qualquer que seja -
Nunca deixo de me valer
Desse tal silêncio tão falante...
E ao submergir-me em seus mistérios
que nunca hesitam em permear-me
por inteiro... 
Ele o tal silêncio falante
Em total sigilo
- Enquanto me silencia a contento - 
Acintosamente 
Defronta-me... 
Tanto... com uma longa procissão
De meus eu,s em breus
Oh! Quão grande constrangimento
Por apenas só alguns instantes... ora!
Quanto também... com uma imensa 
Fila indiana de meus eu,s em luzes
Oh! Quão grande contentamento
Quase perene... ora!

Por fim...
Se os meus eu,s em breus
São apenas espinhos de caquitos
A ferir-me a alma gentil
Não há em mim nada 
Porquê nutri-los enfim!
Quanto aos meus eu,s em luzes
Se me dão rumo à vida 
E aos céus de nós viventes
Ara! Que sejam sempre muito bem-vindos!
Ufa! Haja coração silente 
Pra ouvir esse silêncio tão falante... ara!

Montes Claros- MG 15-07-2015
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quinta-feira, 16 de julho de 2015

A feirinha do Major Prates



-Eita!... É domingo?!
Então, desconfine-se!
Ui!...Desconfine-se?
Mas que palavrão é esse?
Ora bolas, nesse caso...
É sair de onde quer que se esteja
Pra ir lá pra “feirinha do Major Prates,”
Aqui mesmo em Montes Claros (MG)...
Porque ela, a tal feirinha, é tudo de bão, sô!

-Sabe porquê?
Porque na tal “Feirinha do Major ”
Tem gente bacana à beça:
- Gente indo e vindo
(é um vai e vem sem fim)
- Gente gritando...
- Gente vendendo...
- Gente comprando...
- Gente pechinchando enfim...

- Ara! Se tem esse tantão de gente assim...
- Então, por decerto, tem vida verdinha...verdinha!

Montes Claros-MG, 12-07-2015
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sábado, 11 de julho de 2015

Amor serenado

(O partner da felicidade)
Verdadeiramente,
No rápido valsar da vida 
Outro partner melhor não há
Senão aquele tal amor serenado
Que se vai tecendo
Dia após dia
Delicadamente,
Pelo desenrolar 
Da vida inteirinha 
De auroras a auroras
De crepúsculos a crepúsculos
Vez que a transbordar de ternura
Sempre nos orvalhará
Generosamente
De muitas gotinhas de felicidade plena
E também de muitas conchinhas
Carinhosas... ora bolas!

Montes Claro –MG, 08-07-2015
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domingo, 5 de julho de 2015

As noites...

(em uma cidadezinha qualquer)

Em uma cidadezinha qualquer...
As noites são sempre o mais do mesmo:
-Vez por outra o pio de um mocho
 Solitário ecoa quebrando o silêncio
 Melancólico da noite...
-Vez por outra, também, o farfalhar das asas
 Dos morceguinhos...horripilantes,  
 Sempre desperta os habitantes dorminhocos,
-Vez em sempre ainda...o ladrar...barulento,
 Dos cachorrinhos vadios ecoa alto...
 E se faz ouvir por toda parte...
 É a presença deles pelas ruas vazias.

Entretanto, sempre...mas sempre mesmo,
Uma lampadazinha fraquinha aqui,
E outra lá acolá bem longe,
Sempre disputam entre si
E com o clarão do luar 
E o brilho das estrelinhas...
Quem quebrará o breu da noite escura.

-Ah! Mas depois das 22h... O bicho pega!
Acendem-se as célebres luzes vermelhas
Nos frontais das ditas casas de “mãe joana”
Ou, tão-somente, dos conhecidos puteiros...
E aí, então, todas as portas desses prostíbulos
Estarão sempre escancaradas...até o raiar do dia,
A espera de possíveis clientes assíduos
Que...por um motivo ou outro,
Indubitavelmente...virão!

-Sempre haverá também à noite
Um boteco aberto...de um Seu Zé qualquer,
Lá pelas bandas da bela pracinha da Matriz,
Mantendo -se a todo vapor
Quer para atender aos bebuns costumeiros...
Um gole aqui... Outro logo em seguida,
E assim vai a noite inteirinha...
Quer para disponibilizar a mesa de sinuca
Aos viciados em bilhar...
Uma tacada aqui... Outra logo em seguida,
E assim, bestamente, a noite vai se gastando, enfim...

-Ora! Tantas outras coisas acontecem
Ainda à noite...em uma cidadezinha qualquer,
Que por aqui nestes versinhos singelos...
Nem ouso mencionar!

Montes Claros- MG, 03-07-2015

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Zé da ONG das espertezas

( 77 anos de pura safadeza)
Alguns dias atrás, como é de costume, fui fazer alguns exames laboratoriais e lá me encontrei com um senhorzinho, bem mais velho do que eu, que também esperava a sua vez para coletar seu sangue.
Até então, não obstante sermos muitos tagarelas, até demais da conta, nem eu, nem tampouco ele havíamos nos cumprimentados, nem... “en passant”.  Entretanto, feito a coleta, nos dirigimos à sala de desjejum e por lá começamos um bate boca agradável sem fim.
Até que, com muita gentileza, fomos convidados a nos retirar do recinto porquanto a baderna já tinha ultrapassado os limites suportáveis  para um ambiente tão recatado quanto o de um laboratório. Falávamos de coisas do pretérito enfim:
- quem eram os nossos familiares;
- quem eram os amigos em comum;
- por onde havíamos andado na juventude;
- onde morávamos e assim por diante...
Quão alegre eu ficara, que me parecera sermos velhos amigos. Daí não hesitei em convida-lo para almoçar comigo naquela manhã mesmo lá num restaurante Mendeiros. Aquele que fica ali bem pertinho da rodoviária de Montes Claros do outro lado da rua perto de um posto de gasolina.  Nesse restaurantesinho Medeiros tem um tal de “ comercial”  que é uma delicia. E o melhor é que um só da pra duas pessoas saírem de lá satisfeitíssima, e ainda sobra comida pra se levar pro cachorrinho...
( Aqueles marmitex que a gente diz que é pro cachorrinho, sabe né?)
Ah!  E por apenas R$ 12,00, viu?!
Bom! No inicio ele hesitou quem nem o “Chaves”, sem querer querendo ir. Então como era final de mês, e, em sendo aposentado, percebi que devia está sem um centavo nos bolsos. Então, insistindo, disse-lhe:
- vamos eu pago tudo! Ora! Então, ele saltou rapidamente no taxi, que nem saruê faminto ao ver um ninho de passarinho cheinho de ovos saborosos. E lá fomos nós apotocar e a gargalhar à beça dos tantos besteiróis que trocávamos entre nós. Entretanto, em poucos minutos, já à porta do restaurante, quais não foram às surpresas desagradáveis:
Antes de adentrarmos ao refeitório, disse-me ele:
-Hum, to com uma vontade louca de fumar!
Você pode compra um cigarrinho para mim?
Comprei um daqueles que se vende a varejo e dei-lhe dizendo-lhe:
-Cara!... É de bom tom que se mantenha o próprio vicio!
Imediatamente em seguida, apresentou-me um tal amigo, também, idoso  que do nada aparecera por ali em uma bicicleta, segundo ele a procura de serviço. Então  o meu talvez futuro amigo, voltou-se para mim e contou-me que aquele bicicleteiro idoso estava com muita fome e perguntou-me com maior cara de pau:
-Você poderia dar-lhe uns trocados para que ele possa pagar a refeição dele?
Antes de dizar-lhes o que lhe respondi, relatar-lhes-ei o que pensei cá com meus botões.
Putzgrila! Que cara aproveitador!
Mas que intimidade é essa, em tão pouco tempo de convivência?
Orabolas?!  Então, resolvi apelida-lo de Zé da ONG das espertezas. Gente, ta cheio deles por ai, viu?
Bom!... vamos retornar ao assunto.
Respirei profundamente, contei até dez, e disse-lhe assim:
Ô seu Zé da ONG das espertezas, quando eu quero fazer caridade, não peço a ninguém que a faça por mim. E se você está compadecido dele,  dê-lhe você mesmo, o dinheiro que necessita para se alimentar , eu to fora. Gente, o tal bicicleteiro estava mais bem vestido que o falecido Clodovil em dia de apresentação do seu programa de TV. Enfim, mesa posta e lauto almoço servido, pusemos-nos à comilanças.  De esguelha, eu observava o magérrimo, Zé da ONG das espertezas se fartar faminto, que nem “guariba”, sem comer por dias e dias, após a queimada da floresta em que vive.
Finda a refeição, despedi-me apresado. Entretanto, ele olhou de um lado pro outro, e perguntou-me, se fazendo de besta:
- Onde estamos? Como faço pra voltar para o centro?
Então, disse-lhe:
-Toma o ônibus... ara!
-Olha só o ponto dele ali!
Por incrível que lhes pareça, pra completar o clima já não tão amistoso, o seu bendito Zé da ONG das espertezas, com uma cara de menino abandonado, sussurrando-me ao pé do ouvido, confessou-me que não podia pegar o ônibus, vez que, além de não ter dinheiro para pagar sua passagem, perdera também sua RG (carteira de identidade) que comprovaria ter ele mais de 65 anos.
Não vendo outra saída mais gentil e humana, disse-lhe:
-Então vem conosco!
Com um aperto de mão, o descartei lá pelas bandas do Mercado Municipal, onde havia dito que morava.
Ufa! Dora em diante, pretendo nunca mais deixar-me levar pela euforia do momento, vez que aprendi que nem tudo que reluz, é ouro!
Entretanto, não obstante, deixarei sempre aberta a porteira da amizade pra quem queira compartilhar comigo a alegria e a generosidade que em mim, abundantes, ainda esplendem.

Até breve.     

Montes Claros- MG 30-06-2015
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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Poeminho das descobertas


-Nem toda noite
 É enluarada
-Nem todo amanhecer
 É bordado de auroras
-Nem  toda paixão
 É passageira
-Nem tudo o que sou
  É pertença só minha
-Nem toda caminhada
 Me conduz à felicidade.
 Ara! Mas tenham por certo
 Que vou continuar caminhando
 Ah, se vou?!  

Montes Claros-MG, 29-06-2015
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domingo, 21 de junho de 2015

Fecunda instabilidade

                  (um pouco de mim e de todos nós, enfim...)

-E vamos que vamos
Porque...lá acolá,
O mundo inteiro nos espera...enfim!

-Dizem que sou instável
Claro!...  E porquê não sê-lo? 
Nasci à beira do mar...
E de marola em marola
Num constante vai e vem
Despejo-me...sem censuras,
Nas areias da vida
Vida que jamais serenou em mim
No enfrentamento corajoso
Das vicissitudes do dia a dia

-E vamos que vamos
Porque...lá acolá,
O mundo inteiro nos espera...enfim!

-Ah! Sempre anelei ser precursor
(Do que virá...obvio!)
Sempre ansiei trazer à tona
O escondido no pretérito e no futuro.
Por quanto sei que sempre magoei  
E fui magoado enfim
Entretanto tenham por certo
Que penso e sempre pensarei
Que de “mãos dadas”
Será bem mais fácil
De se percorrer o tão anelado
Caminho da felicidade...
Que sempre é bordado de nós
( E mais nós!)
E nunca...tão-somente
Jamais de mim sozinho.

-E vamos que vamos
Porque...lá acolá,
O mundo inteiro nos espera...enfim!


Montes Claros (MG), 13-06-2006
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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Cá entre nós

( apenas uma fofoca poética)

-Olha só!...
Gente, tudo parecia transcorrer
Na maior normalidade:

-A madrugada ainda escorria...
Lenta e sorrateira,
Pelas ruas e vielas
Da cidadezinha adormecida...

-A aurora, também, ainda, adormecida
Ressonava, profundamente...
Sem problema algum.
Vez que nem imaginava
O que poderia acontecer...

-As estrelinhas, também,
Despreocupadamente, ainda
Pirilampavam na saia godê  
Da noite vaidosa... 
Ui!... Que nem pirilampos...
 Enamorados, ao clarão do luar?!
Sim, tal qual!

-Quando, de repente,
( tchan... tchan...tchan...)
A tilintar seus barulhentos sininhos
E chocalhinhos indianos...
Inesperadamente,
A espalhafatosa verve surgiu...
Despertou-me, sem se desculpar,
Abduziu-me, logo em seguida...
E lá fui eu dependurado...
Num  lindo balãozinho multicolorido,
Lá pros lados dos céus
Dos sonhos encantados
Das fantasias pueris maravilhosas,
E dos meus versinhos quase safados...

-Então, porquanto tamanho encantamento,
Descuidei –me  e despenquei-me
Céu abaixo, caindo sobre o casco
De uma velha tartaruginha que caminhava...
Lentamente, mastigando sementes
De girassóis dourados.

-Ufa!... Mas dessa vez
Eu pinoquei demais da conta, sô! 

Montes Claros- MG 18-06-2015
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terça-feira, 16 de junho de 2015

Soneto ao “Cuidador de Idoso”

                   (Apenas uma poecrônica!)



O conteúdo desse soneto, poema, crônica,
Ou sei lá o quê, eu o revelei a um companheiro
De caminhada, muito antes mesmo de
Rabiscá-lo em um papelzinho qualquer.
Esse meu amigo, muito curioso,
Logo perguntou-me:
- Mas, que história é essa
  De soneto de gratidão?!
Então disse-lhe alegremente:
 - Vem cá, que eu te conto!
Cá entre nós
A coisa é mais ou menos assim,
E pus-me  a declamar:

Cuidador, cuidador de idoso
Talvez sem você
A velhice não fosse...
Um momento tão belo da vida!...

Mais que um poema,
Isto é uma crônica, escrita
No afã de homenagear
Com imensa gratidão
A todos aqueles que ontem,
Hoje, e, por decerto, amanhã...
Dispor-se-ão a facilitar
A vida dos idosos.
Porquanto tamanho desvelo
Há que se cantar louvores de gratidão
A esses profissionais generosos.

Cuidador, cuidador de idoso
Talvez sem você
A velhice não fosse...
Um momento tão belo da vida!...
Este digno e misericordioso oficio,
De cuidador  de idoso,
Existe, desde que o mundo é mundo!
Só que, até a bem pouco tempo,
Quando ainda entre os familiares
Abundante afeto havia
Este ofício, de cuidador de idoso,
Cabia aos mais generosos da família
Que se encarregavam
De tomar conta de seus velhinhos.
Mas, atualmente,
A coisa já não é bem assim
Porque nos tempos atuais
Em que, agoniado,
Cada um só se empenha
Na busca do seu próprio sucesso,
E na de sua discutível felicidade,
Não há mais quem queira se dispor a cuidar
Daqueles que na família envelheceram.

Cuidador,” cuidador de idoso”!
Talvez sem você,
Da vida ainda a ser vivida,
A velhice se tornasse
A mais difícil etapa da vida
A ser vencida...

E eis que nessa fresta...
De lamentável abandono,
Desponta,  fora da família,
O “cuidador de idoso” profissional
Que se dispõe a lutar
Contra a “eutanásia cultural” dos idosos...

Cuidador, cuidador de idoso
Talvez sem você
A velhice não fosse...
Um momento tão belo da vida!...
O “cuidador de idoso” profissional
Esse extraordinário personagem
Dispõe-se agora a assumir esse oficio
A fim de auxiliar os idosos
A enfrentar, com galhardia,
Os muitos obstáculos
Que até então desconheciam.
Mas que daqui em diante...
(tenham por certo!)
Far-se-ão pontuais na travessia
Do dia a dia de qualquer idoso.

Ah, cuidador,  cuidador de idoso,
Traga consigo, também, seus sonhos...
Seu jeito de falar, sua alegria, sua esperança...
E seu imenso desejo de ajudar...
Então serás muito bem-vindo
E serás também, capaz de rezar juntos:
A saga da velhice
Que é feita de partilhas...
E de respeito às diferenças...

Cuidador, cuidador de idoso
Talvez sem você
A velhice não fosse...
Um momento tão belo da vida!...


Montes Claros (MG), 30-05-2012
RELMendes  

            

domingo, 14 de junho de 2015

Quem quer espantar a tristeza, Há de ter tempo, sempre!


Quem quer espantar a tristeza,
Há de ter tempo, sempre!

-Tempo de agradecer o dom da vida...
Tão inenarrável, porquanto... Esplêndido!

-Tempo de colher as surpreendentes
Surpresas de Deus que...a cada momento,
 Inebriam-nos, abundantemente...

-Tempo de se encantar...extasiados,
Com o resplendor inebriante
De alvoreceres sempre bordado
De auroras fulgurantes...

-Tempo de...sem pundonores algum,
 Querer-se bem a si mesmo
 E a todos...a seu derredor,
 Com muita ternura...e alegria,

-Tempo de se alegrar com o reboliço
 De crianças e passarinhos
 A se despertarem, jubilosos,
 Com o novo amanhecer...

-Tempo de acalentar a paz...
 Primeiramente, em si mesmo,
 Para depois semeá-la mundo afora...

-Tempo de se embalar nos braços
Do novo amor que...inesperadamente,
A nós se achega...bem devagarinho,
Sem dizer a que veio,
Nem tampouco de onde veio...  

-Tempo de se inebriar com o crepúsculo
Prestes a acontecer com a inevitável
Chegada da noite...bordada de estrelas,
 E tudo mais, enfim.

Montes Claros- MG 14-06-2015
RELMendes


terça-feira, 9 de junho de 2015

E NÃO SER TRANSPARENTE, POR QUÊ?!


-Pra falar a verdade... verdadeira,
( Ui, que redundância!)
Por causa de meus pífios conhecimentos
( Pífios?... Ui, que palavrão!)
Eu não sei quase nada, nem de mim,
(Poetinha tão singularmente abusado),
Nem de passarinhos...
(Tão graciosamente, serelepes!),
Nem de pessoinhas...
- Ora tão graciosas,
- Ora tão metidas à besta,
Nem tampouco da vida,
Haja vista que ela...a vida, é uma matulinha
De surpreendentes momentos...

-Porquanto tudo isto, é que...na verdade,
Penso que todos nós:
- Eu, o poetinha ingênuo; - os passarinhos
Serelepes e as pessoinhas...melindrosas,
Talvez sejamos, apenas, uns corajosos
E habilidosíssimos,
Malabares dos senões que nos impõem os
surpreendentes “ Quid pro quo´s” da vida.
Ah! E esses tais ai, sempre nos espantam!
E tenho o dito!

Montes Claros- MG, 09-06-2015

RELMendes        

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Uma historieta intrigante


Lá não sei bem eu donde
- talvez, quem sabe, no esconderijo de
  meus versinhos estrambelhados-
Letrinhas, buliçosas, de linguinhas afiadas  
e palavrinhas em desuso se estranhavam,
acintosamente, murmurando, umas contras as outras
em alto e bom som, despautérios de arrepiar
e engasgar, até centopeias embriagadas...

Então, de orelhas em pé, eu, curiosamente,
tentava saber do quê se tratava tamanha algazarra.
Qual não fora o meu espanto!
Ara! Elas apenas disputavam
Entre si, qual delas seria a próxima   
a ser publicada em meus singelos
Versinhos...
Tem quem possa com isso?!

Montes Claros( MG) 04-06-2015

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domingo, 31 de maio de 2015

Entre mim e a bela Sacramento (MG) d´outrora, teceram-se duradouros laços de bem querer.


A bela Sacramento- , de bem antigamente, ficava, a uma hora de Jardineira, da matuta Conquista, d´outrora. Sacramento, como Conquista, também, por ser uma cidadesinha qualquer no dizer de Carlos Drummond de Andrade, adormecia cedo e caminhava a passos lentos de tartarugas, em se tratando de desenvolvimento pujante... ara! 
Mas, a bela Sacramento- era uma cidadesinha limpa, toda calçadinha de paralelepípedo bem talhados, ela sempre se amanhecia de auroras- a iluminar suas largas avenidas e suas ruasinhas; ela sempre se amanhecia de bocejos juvenis a caminho da escola local, da qual todos os habitantes se orgulhavam, porque, em fim, era um ginásio, o que fazia a diferença entre ela e as demais cidadesinhas a seu entorno; ela sempre se amanhecia de burburinhos de gente laboriosa, hospitaleira, acolhedora e de coração lindo:
- Seu Labieno, Da Sara, Alicinha, Celia, Ercilha, Voza, Luis Fernando, José Alberto, Ana Flavia etc etc...

A bela Sacramento d´outrora, talvez até fosse uma cidadesinha qualquer, como tantas outras do então. 
Mas, o que importa é que a bela sacramento de outrora escreveu em mim lembranças de coisas e de pessoas que não pretendo esquecer “nem bem de vagarinho”: A bela igreja Matriz de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e sua glamorosa pracinha, onde os enamorados se perdiam em olhares e suspiros apaixonados; - a pensão, onde vivi por três anos, espremida entre uma esquina comercial e a casa dos Valadares; -Dona Araci Pavanelli, a nossa inesquecível diretora; -Dona Corina, minha professora de português, a doce Mãe Corina do Lar espirita Eurípedes Barsanulfo; - Dona Dalila, a suave professorinha de desenho e pintura; a competentíssima dona Hilca, que em mim despertou o desejo de ser professor de história etc etc...
Por fim, só sei que sou eternamente grato a Sacramento, por tudo que lá vivi, por tudo que lá aprendei, por todas as amizades que lá construi. 

Montes Claros- MG, 30-05-2015
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