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terça-feira, 11 de abril de 2017

Viver é dom e sabedoria



Todos nós temos o nosso limite
Portanto faz-se necessário conhecê-lo
Para não ultrapassarmos suas delimitações
E virmos a sucumbir nos escombros
Dos nossos próprios vazios existenciais...

Ninguém é feliz o tempo todo
Como também ninguém pode estar
Alegre constantemente como se fora
Uma caixinha de música a tocar sem parar

Pois a Vida , na verdade, é uma colcha de retalhos
Ora coloridos como os deslumbrantes e lindos
Fragmentos que bricam de formar desenhos
Geométricos animados quase encantados
No fundo de um caleidoscópio em movimentos,
Ora rotos desbotados totalmente sem viço
Ou lampejos de uma esperança ao fim do tunel
Que nos entediam sobremaneira o cotidiano
Aparentemente destituido de qualquer sentido
Ou de porquês que justifiquem o viver...

Mas no detrás desse conturbado movimento
Do dia a dia da vida, todos nós...corajosamente,
Vamos tecendo caminhos que nos conduzam
Rumo aos porquês da alegria de viver
Que nada mais são que coisinhas a toa
Apesar de todos os percalços da caminhada...


RELMendes 10/04/2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A aragem vadia de outono só refresca os amantes



Preteriu-nos sim, não há como esconder isso!
Pois ela, a aragem gélida do Outono
Preferiu soprar sobre os telhados dos amantes
A evadir-se em campos abertos até diluir-se à seu tempo
Refrescando a tudo e a todos nós por onde passasse ligeira
-Proferiu, ela, zumbidos indiscretos ao sondar as profundezas
Das paixões derramadas nos desvãos dos segredos dos amantes
E passou sorrateira sem se aperceber dos cantares, endoidecidos,
De quem se abrasava de saudades em silêncios, barulhentos,
Que urravam dores inexpugnáveis... Porquanto, oh,
Disfarçadas de espanto colorido de perplexidade lúdica
Sem deixar vazar o imbróglio da inveja que deveras sentia...
Embora o desencanto cornetasse-lhe o âmago, em brasas,
Fragmentado em faces de palhaços quase sorridentes.
Mas ela a aragem vadia de Outono nem se deu conta
Que nós também a esperávamos em busca de alento!


RELMendes 05/04/2017

domingo, 2 de abril de 2017

Muita coisa se demora em mim:


- O deslumbramento com a beleza das flores
que por acaso encontro ao caminhar
pelas ruas por onde me dou  desfrute
de percorrer vez por outra...

- A alegria que em mim esplode
quando as pessoas sorriem-me a troco de nada
ao cruzamos pelas ruas praças e jardins...

- A satisfação imensa que toma conta de mim
quando  fortuitamente encontro-me com amigos
que de há muito não os vejo nem em sonhos...

- O encantamento que inunda-me com  gentileza generosa
de algumas pessoas de coração lindo
que se dispoem a facilitar a vida de idosos
que transitam pelas ruas...

- A zuada dos jovens ah sim a zuada da juventude
Mora em mim também, em forma de demora
que transborda-me de contentamento sem fim!

- Assim eu suponho e gosto de supor em mim
o porquê há em mim coisa e mais coisa...
 que muito gosta de se demorar em mim.
-
.


RELMendes 02/04/2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

SOU INCOMUM SIM


-Pois ladeio-me de coisinhas simples:
- Velhas amizades queridas
- Garrafas de pequi curtido
- Banda de requijão roceiro
- Doces de buriti e mamão verde
- Polpas de umbu acerola e mangaba
- Carne de sol feijão tropeiro com folhas
De “ora pro nobis” coentro e taioba...

-Circundo-me de sonhos pueris:
- Brincar de pintar estrelas
- Fazer de conta que sou menino
Passarinho a voar além montes
- Ser poetinha de versinhos singelos
Quando não sei nem assoletrar a contento
- Sarracotear pelas praças pra namorar
As meninas faceiras que por lá debulhem
Olhares que ainda me fascinam à beça
-Soltar pipas coloridas na minha rua e adjacências
Aos céus azuis de minha terra

-Deixo-me sempre  levar por boas lembranças:
 - Saudade do primeiro amor da infância distante
- Saudades dos beijos que não roubei...
E daí, se isso tanto apraz-me e, não d’outra forma,
Enternece-me tanto...também,  Ora!


RELMendes 26/03/20 17

quinta-feira, 30 de março de 2017

Colóquios com minh`alma


Óh minh’alma alada de sonhos
Tu que voas muito além dessas plagas
Onde escondo-me detrás só de meus
Quereres... Por favor rogo-vos:
- Conduza-me a enchergar com ternura
Todos os viventes meus semelhantes
Para que eu possa degustar o Amor
Na Paz que tanto anelo.

RELMendes 29/03/2017


Calar-se só se for para auscutar o Divino


-Calar-se face a injustiça é omissão das bravas
-Calar-se face ao abandono de crianças e idosos
É o cumulo da aberração humana ou da malversação
A que um ser que se diz humano possa chegar
-Calar-se face a afronta dos governates em  pisotear,
Na cara de pau, os nossos direitos adquiridos,
No mínimo oh é declararmo-nos mortos...
-Calar-se enfim, só em face de aquietarmo-nos a nós mesmo
E  às nossas almas tão carentes de pausas de silêncio
Afim de que auscutem os balbucios do Divino...


RELMendes 30/03/2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Os Aflitos Quem’s de Idosos Sobreviventes



-Assim dizem-nos :
- Quem ouvirá o nosso pranto
A ecoar fremente por aí afora
Ao evadir-se de seu desventuroso
Escondimento total
A que...sem pena nem dó,
Sorrateiramente!
Os que mais Amamos
Submeteram-nos...
A nós Idosos Sobreviventes,
Sem o nosso menor Consentimento...
Nem tampouco nosso Conhecimento.
Então, Hoje e doravante...e Sempre:
- Em alto e bom som,
Nós proclamaremos tudo isto
Ao quatros cantos do mundo:
- Quem então se propõe
A restabelecer-nos a nossa dignidade
De Idosos Sobreviventes...
Ultimamente...tão Achincalhada,
Conforme nos mostram as Mídias...
Abertamente...
Quem?                     

-Quem perceberá
Quantas dores se escondem
Por detrás da falsa Alegria
Que flui de nossos doces olhares
De quem tanto labutou na Vida...
Para que no crepúsculo de nossas “Missões Terrenas”
Passemos simplesmente por “Invisíveis Criaturas”
Vez que escondidos nos escombros da Ingratidão
Outras perspectivas se não nós apresentam...
Senão o esquecimento em qualquer ALBERGUE
Ainda que o silêncio de nossos olhares
Sempre tenha revelado as dores escondidas
Que trazemos conosco no âmago de nossas almas...
Por termos sido literalmente “Descartados”
Do convívio daqueles a quem muito amamos
Só por que quiçá envelhecemos...tão-somente,
Conforme nos agraciou que envelhecêssemos
A Generosa Mãe Natureza Gentil...
Isto posto, quem então se disporá a amainar-nos hoje
Essas tais dores de muitos Idosos Sobreviventes
Antes que elas...as dores, Ó jovens adultos...
Economicamente produtivos,
Sejam também vossas dores...
Num breve amanhã em rápida chegada,
Quem?

-Quem saberá ler...
Nas entrelinhas
Dos nossos singelos dizeres,
O aflito pedido de “Socorro”
Que transpira de nossas almas
De Idosos Sobreviventes
Enquanto ainda há tempo
Porquanto ainda Vivos,
De nos reconduzirem...
Sem preconceitos,
Ao convívio social... Sobretudo
O FAMILIAR!
Vez que até “Papa Francisco”
Outro dia fez-se nossa Voz
Ao lembrar ao mundo inteiro
Que o melhor Hospital
Para todos nós Idosos,
É o aconchego Familiar!
Isto posto, quem se disporá a caminhar
Na contramão das Proposições
Desse mundo Pós-moderno
Tão absolutamente Cruel
E Individualista,
Aceitando essa bela orientação
De tão sábio Ancião...
Quem?

-Quem descobrirá... Enfim!
Lá no fundo de seu coração,
Que urge se fazer alguma coisa
I-m-e-d-i-a-t-a-m-e-n-t-e
Pra que os hoje Idosos Sobreviventes
E vocês hoje jovens adultos...
Futuros Idosos Sobreviventes do amanhã
Não morramos... Abandonados!
Nem vivamos sob o julgo da Opressão
De termos que ser jovem a qualquer preço
Quando na realidade já não o somos...
Embora tentemos sê-lo...ansiosamente.
Só pra compartilharmos migalhas
Do convívio familiar...
sempre estamos,
To-tal-men-te!
À mercê de desconhecidos...
Que até tentam cuidar bem nós
Mas que... Infelizmente
Não têm o cheirinho gostoso
De coisinhas saudosas
Que nós Idosos Sobreviventes
Amealhamos... Cuidadosamente!
Lá pelo nosso Pretérito... Já tão distante!
Isto posto, quem se habilitará a arregaçar
As mangas do Coração pra reverter
Essa tão lamentável situação em que
Nós Idosos Sobreviventes...
Com muita frequência,
Em sua maioria a Vivemos,
Quem?

-Quem serão então nossos cúmplices
Auspiciosos!
Que hão de socorre-nos...de pronto,
Nessa nossa exaustiva tentativa
Agoniada!
De sobrevivermos em Paz,
Mais um pouquinho...que seja,  
Ainda que só por mais um tempinho,
Nesse mundão de nosso Deus,
Tão repleto de desventurosos
Descaminhos...
Quem?

-Eu, porque também sou “Idoso Sobrevivente”
E ainda tenho condições de botar a boca no Trombone...
E tenho dito!

RELMendes  01/01/2017

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

MARANA...TÁ, “Jesus”!



Há dois mil anos...atrás,
Lá em Belém de Éfrata
Cidade de Davi...
Num estábulo... Imundo!
Porque na hospedaria
Lugar nenhum pra eles havia...
Do “Raramim” de Maria de José
Nasceu pobrezinho, nosso Amado “Jesus”:
- O Verbo de Deus  (Jo...1,1)
- O Emanuel            (Is...7,14)
- O Conselheiro Admirável!
- O Deus Forte!
- O Pai Eterno!
- O Príncipe da Paz (Is...9,6)
- O Salvador do mundo... (Lc... 2, 11)
“Por suas chagas”FOMOS” curados”
(Is...53,5)
Conforme...desde há muito,
Anunciara...aos profetas de Israel,
“Yhavé”... O Criador do mundo!

Ah! Naquele dia do Natal de “Jesus”
Ocorreu uma esplêndida “Epifania”:
- Os Céus se rasgaram;
- Os Anjos se rejubilaram dizendo:
“ Glória a Deus no mais alto dos céus
E na terra paz aos homens”;       
- Os Pastores de ovelhas
Foram às pressas ao estábulo
Para vê-lO, porque um Anjo do Senhor
Anunciou-lhes a Boa Nova;   (Lc...2,8 9 e 14)
- Os Reis Magos se deixaram
Conduzir por uma estrela até o lugar
Onde estava o menino...
E adoraram-nO! (Mt ... 2,9 e 10)

E nesse meu caminhar histórico
Pelas trilhas da Vida do meu Amado
Salvador “Jesus” no CRONOS dos Homens,
Oxalá eu tenha conseguido deixar claro
Os porquês...pelos quais a mim tanto me apraz,
Homenageá-lO em seu Natal terreno:
- Parabéns, “Senhor Jesus”! Amém!

RELMendes 12/12/2016

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O TIMONEIRO VALENTE



Sou um timoneiro... Valente,
(Suponho!)
Do barquinho de minha Vida
Que veleja singrando
O mar da existência:
- Ora tão sereno...
- Ora tão irrequieto...
Que quase tudo faz soçobrar
Em seus vagalhões...
Imprevisíveis!

Ah! Mas quem se põe a navegar
Nas águas profundas do mar da Vida...
De duas coisas sempre prescinde:
- Segurar o timão da existência com
Destreza!
- E ter um Amor do tamanho
Desse mundão de meu Deus!
Porque não há barquinho, no mundo,
Que complete a travessia da Vida...
A contento!
Sem que nele haja um Valente Timoneiro
Acalentado pela persistente brisa...
De um Amor Ardente!

RELMendes 14/11/2016