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segunda-feira, 4 de junho de 2018

A FLOR- ANGÉLICA DO SERTÃO


Madre Maria Angélica da Eucaristia ocd
Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI
    (Um belo exemplo de Fé!)


-Carinhosamente...convido-lhes a trilhar...comigo,

Pelos caminhos de minha eterna gratidão
À essa amada Flor-Angélica do Sertão...
Então, vamos lá ver...agora,
O que tenho, em versos, sobre ela, a dizer-lhes:

-Mas donde será mesmo, que a nós veio...
A Flor-Angélica-Sertaneja,
Esse ser humano...tão luminoso,
Tão profundamente feminino,
Tão sabiamente acolhedor,
Tão imensuravelmente maternal...
E tão aparentemente frágil...quase-etéreo,
Que...inebriado de “Divinal Amor”...
Sempre a todos encanta e ilumina
Com seu suave sorriso...discreto,
E seu maternal olhar acolhedor?

- Bom! Se verdadeiramente, assim o é, e é...
Então, revelar-lhes-ei...em prosa e versos,também,
Outros tantos ternos detalhes, maravilhosos,
Do semblante espiritual...angelical,
Dessa santa mulher, totalmente, de DEUS!

-Mas insisto, sem hesitar, em perguntar novamente:
- Donde será mesmo, que poderemos encontrar
Esse Anjo-mulher-sertaneja...tão fértil...espiritualmente,
E de tão límpida transparência...espiritual,
Que a todos nós cativou...à beça, de imediato,
Logo em que, por aqui chegou, nesse Sertão,
- Com suas santas companheiras...de comunidade,
Para a fundação de um Carmelo aqui
Em Montes Claros(MG) -
Naquele já tão distante dia...tão feliz/
Em que até um belo crepúsculo /sertanejo/
Com ela e suas companheiras/se deslumbrou/
Naquele entardecer inesquecível?

-Ah! Se por ventura, há aqui, alguém...
Dentre nós...que saiba de onde ela veio,
E aonde tão bem se esconde...agora,
Essa bendita dádiva tão celestial...pra nós/
Por favor, que se apresse em nos revelar,
I-M-E-D-I-A-T-A-M-E-N-T-E!

-Pois, se de pronto...ao chegar aqui no sertão,
Esse amado Anjo carmelitano...logo se aninhou
Em nossos acolhedores corações, sertanejos,
Também de pronto, desejamos saber logo
Donde ele, esse Anjo carmelita, veio,
Onde pousou...e aonde...verdadeiramente,
Montou, entre nós, sua tenda de ternura...
Bondade e imenso Amor!

-Ah, mas quem será mesmo... Flor-Angélica-Sertaneja,
Essa tão amada flor celestial, desse sertão sofrido...
E, em que jardim, ela mesma se plantou jubilosa
Para mais, oportunamente, nos sombrear...à beça,
Com as divinas “surpresas de Deus”?

-Bom!... Há quem diga que ela veio...
Das entranhas das surpresas de “DEUS”;
Outros afirmam...veementemente,sem hesitar,
Que ela procede do “Coração Misericordioso de Jesus”;
E outros ainda, falam que veio diretamente do “Céu”...
Pra nos consolar e nos conduzir rumo à “Casa do Pai”!...

-Entretanto...verdadeiramente, há que se dizer:
- Quer por isso...ou  por aquil’outro...
Flor-Angélica-Sertaneja  veio
- para o meio de nós, e ficou conosco! -
A fim de que...com suas constantes orações, piedosas,
Deus não nos permita jamais, que nos enveredemos
Pelas sinuosíssimas,trilhas
Desse nosso tão breve, caminhar, terreno...

-E quanto, por aqui, nessas plagas distantes,
 Aonde se plantou, enfim,
Essa tão amada Flor-sertaneja?
-
Ora! Digamos que ela mesma...
Se plantou, nos sagrados jardins
Do “Carmelo de Teresa”...
Para perfumá-los ainda mais de amor...
E pra inebriar...de felicidade e alegria,
Seu “Amado Senhor Jesus”...
Que sempre vem por ali, repousar...
No apaixonado coração, de sua amada
 Flor: - irmã Maria Angélica da Eucaristia!

Montes Claros (MG), 07-05-2014
RELMendes 




quinta-feira, 31 de maio de 2018

Dedos que tocam-nos a alma Mimo à amável Raquel Crusoé Loures




-Ó/ que posso eu perguntar-me  agora/ senão:
- Donde será mesmo que nos vêm/ neste então/
Estes sons tão maviosos/que ao ouvi-los/
Aos ares espalhados/ tanto acalantam-nos
Às almas ávidas/ de alumbrarem-se/mesmo sol a pino /
Até/quiçá/ às nuvens passeadoras/ a brincarem/sem cessar/
Nos altos ares celestes?

-Ora/ saber/ bem o sei eu de onde eles vêm /aos flocos:
- Simplesmente de um piano/ qualquer piano a tocar melodias!
Mas/há/ esses -  sons - que/vez por outra/ os  auscutamos/
Enternecidos/cá pelas bandas daqui /desse Sertão amado/  
Só se exalam de um piano/ ou de qualquer piano/aos ares/
Quando  ele/esse piano/ é/ hábil e prazerosamente/dedilhado
Pelas delicadas e ágeis mãozinhas/aligeiradas em tocá-lo/
Da mais terna e bela pianista deste Sertão:
- A nossa doce Raquel Crusoé!

-Ah!Sem dúvida alguma/ não há/ nesse Sertão ou alhures/
Quem não se enterneça/profundamente/ao ouvir ou vê-la
Dedilhar com maestria as teclas/ sonoras/ de um piano/
Que/ aos toques dos dedos dela/certamente/ musicalizar-nos-á/
Sem avareza/quiçá/ a Vida inteira!

RELMendes -30/05/2018


quarta-feira, 23 de maio de 2018

O que passou /passou


-Tudo é tão passageiro
Vida/ Amores/ Prazeres
-Tudo é tão veloz
Sonhos// Anelos/até Dores
E banais Bem-quereres
-Tudo mal principia
E zás/ vai-se ao vento!

-Quando nos damos conta/pronto:
Restam-nos rastros/ apenas/
Daquele tudo /tão ligeiramente pleno/
Mas também/ tão ligeiramente veloz!

-E depois/ cá quedamo-nos nós/ como fôramos
Cata-ventos a girarem tresloucados/ sem cessar/
Quiçá/ a espera do retorno/ desse tudo/ passageiro/
- Tão lmprevisivelmente/rápido -
Que não voltará/novamente/ Jamais!

RELMendes – 23/05/2018



quinta-feira, 17 de maio de 2018

Meu voo é sempre altivo


-Queiram ou não/ arribo-me aos céus sim
Quer ao alvorecer esplendoroso
Ou ao anoitecer quase em breu
A qualquer momento que me apraza
E despudoradamente!

-Se me espanto de repente
Por qualquer coisinha à toa
Inexpugnavemente
Alço voo /pra bem alhures dalí
Quiçá/ por inesperado susto
Quiçá/por um instinto maior:
O de sobrevivência/ quem sabe?

-Mas sempre voo ou voarei altivo a procura
D’onde eu possa aconchegar-me tranquilo
Sem temor algum de me apoquentar à beça
Seja lá porque quer que o for!

-Será que há nesse mundo este bendito lugar?
Se há ou não/não sei/ mas anelo-o
Inexpugnavelmente!

RELMendes – 17/05/2018


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Quem não se espanta na vida quiçá já morreu



-Porquanto isto/eu não me canso de dizer sempre:
- Gosto que me enrosco do amanhecer...lampejante!
- Amo o anoitecer prestes a enluarar-se...por inteiro!
- Encanto-me à beça  com clarão do luar... argênteo!
- Espanto-me de alegria ao ver a vida fluir despudorada
 Em mim e em tudo ao meu de redor...aos borbotões!
- Perco-me em deliciosas sandices ao contemplar
 Uma bela mulher faceira...a perambular por ai afora/                             
Sorridente e/ totalmente  imponderada!
- Aprazo-me em encharcar-me todinho num delicioso
Banho de chuva...porreta!
- Rasgo-me em sorrisos ao apreciar de esguelha
As crianças a tecerem suas traquinices por demais
 Inconsequentes...sem constrangimento algum!
- Inebrio-me ao inspirar o aroma exalado/ sem avareza/
Das touceiras de manjericão do meu quintal...
- Estarreço-me encantado ao defrontar-me
Com um beija-flor a rodear-me inesperadamente/
- Derramo-me de felicidade ao toque da campainha
Que certamente  desentreter-me-á do mais do mesmo
Cotidiano e entreter-me-á com um bate papo rápido/
Mas no mínimo diferente!
Portanto/ vivo constantemente espantado com a Vida!

RELMendes – 08/05/2018              


domingo, 13 de maio de 2018

MÃE é um pedacinho de eternidade em pessoa


-MÃE /quer biológica ou afetiva/pouco importa/
Quando tem vocação maternal/de verdade/
É / sem sombras de dúvidas/
Um pedaçinho de eternidade/em pessoa/
Que se derrama /generosamente/ pela terra/e:
- Faz-se menina /sapeca/pra alegrar  o mundo/
- Faz-se moça/ namoradeira/cheia de amor
- Faz-se/por fim/ útero canteiro/bem adubado/
Pra acolher-nos em seu ventre/aconchegante/
- Nossa toca primeira na vida... Ora! –
- Pari-nos às dores/até quiçá/ aos berros!
Quem sabe/ senão ela?

-Mas/ah/ logo ao despencarmos no procênio
 Dessa vida/ totalmente/ abilolada/porém bela!
Ela/a MÃE/ imediatamente/ rasga-se em sorrisos/de alegria/
- Cobre-nos de beijinhos e cheirinhos/gostosos/à beça/
- Faz-se alimento/ aos borbotões/pra nos amamentar/
- Pois /desde o nascer /somos sempre uns famintos -
- Alareira-se todinha pra nos aquecer da friagem/
Ou aventania-se /aos extremos/pra nos proteger
De quem quer que seja/ou de qualquer coisinha/à toa/
Que ouse/ por desventura/ nos apoquentar/ de repente!

-Entretanto/ MÃE/esse pedacinho de eternidade/em pessoa/
Um dia seguirá o curso do rio da partida que a levará rumo
À lá de onde veio/novamente... É a lei da vida!
E deixa-nos-á por aqui/ muito a contragosto dela/por decerto/
- E a contragosto nosso também/sobretudo! -
Porém /nossa MÃE/ essa pessoa amada/ deixará conosco aqui:
- Muitas lembranças/inesquecíveis/que  gostamos de recordar/à beça/
- Saudades /tantas/ de seus afagos/ acalentadores/pacas/
E uma orfandade/ avassaladora/ que /na gente/ sempre
Plangerá /a cântaros!

RELMendes 09/03/2018

sábado, 5 de maio de 2018

Felicidade transcende de muito à sensação de bem-estar


-Portanto/ não nos sujeitemos/ jamais/
A essa abusada ditadura da falsa felicidade
Que as mídias sociais/ através de nós/
Apregoam/ aos borbotões/sem constrangimento/
Como se ela/ a felicidade verdadeira/ fosse/ tão-somente/
Um reles sinônimo perfeito/ da gostosa sensação
De bem-estar! Ah/ ledo engano!

-Ora! De há muito me dei conta que
A felicidade verdadeira habita em nós/
- Bem escondidinha no âmago da gente -
E só é verdadeiramente vivenciada /em plenitude/
- Mesmo nos momentos de total agrura -
Por aqueles corações agradecidos/ à beça/
Que tecem todos os momentos do seu cotidiano
Com muita Fé/ Esperança/ aos flocos/
E Amor/ aos borbotões!

RELMendes – 29/04/2018



quinta-feira, 3 de maio de 2018

Tomara eu saiba viver tudo agora




-Tudo tão vago...
Apenas um punhadinho de palavras
Aboletaram-se quietas/ em mim/
Quiçá/porque ainda seja madrugada!

-Tudo tão pretérito...
Porém/ refuto-o/ veementemente:
- Não agora! - Detesto filme repetido!
Quiçá/ retorne eu por lá/ no pretérito/
Apenas pra eu recolher alguns olhares
Que gostaria de tê-los ofertado â Marília/
Porém/ quiçá/ encabulado/ não lhos dei/
No devido momento/ pleno de: - agora ou nunca!
Mas guardei-os/ arrependidíssimo/aos prantos/
Lá no âmago de mim/ até hoje/ ainda!

-Tudo tão presente...
Ai sim! Este é o momento/ veloz/
Pra se reverberar anelos/aos montes/
- Quer sandices/ aos olhos de outrem/
- Quer delírios /até a  mim mesmo/
Mas vivamo-lo/ em plenitude/neste então!
Pois ele/ o agora/passa num piscar de olhos!

-Tudo tão futuro...
Ah! Se for no porvir/ quiçá/seja imprevisível/à beça!
E / porquanto/abstenho-me de prevê-lo no agora/
Pois prefiro dar-me ao luxo de viver presente/agora!

-Tudo tão rente a tudo...
Ó ledo engano! No mais das vezes/
Tudo não está tão rente de tudo/quanto se pensa/
Mas/ ao derredor/ no detrás/ ou mesmo/quiçá/
Ao lado da gente/ de todos nós/ sem ser jamais percebido/
Porque sempre buscamos-lho/ alhures!

-Tudo tão alhures de todos...
Ah/ outro ledo engano! Pois tudo está tão aqui/
Em mim/ a pulsar lá onde plangem todos
Meus anelos ou delírios/ de ser alguém além
Mas pouco importa/ tudo é tão nada pra mim/
Quando não há esperança a florir!

RELMendes 10/03/2018


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Quando vez por outra sopram-me tristezas



-Sopram-me vez por outra tristezas
Não sei bem o porquê disto
Nem tampouco de onde vêem
- Quiçá/de coisas banais não vividas
Ou/quiçá/ das aneladas ansiosamente
Que sempre a passos lentos atrasam-se
A chegar rapidamente a contento
Ou simplesmente não virão jamais... -
Então/ dou-me um cálice de vinho...
E pronto!

-Sopram-me vez por outra tristezas
E porquanto alvoroçadas à beça
- Inesperadamente no mais das vezes -
Inquietam-me sobremaneira o imo
Ou acabrunham-me por demais a alma
Ávida por alegrias aos montes
Vez que estas sempre costumam
Transbordarem-me de satisfação
E contentamento lampejante inenarráveis...
Então/ dou-me um cálice de vinho...
E pronto!

-Portanto já sabem/quando as alegrias
Fazem-se vez por outra de arrogadas
Eu simplesmente dou-me o direito
De tomar um cálice de vinho
Pois não é de hoje que ouço dizer:
- O vinho alegra o coração dos homens...
E digo-lhes eu sem hesitar:
- E o das mulheres também,,, Ora!

RELMendes – 26/04/2018

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Sabedoria de sertanejo brejeiro


(Um cadim de sabedoria, até que é bão, né não?!)





Ah!Quando a gente ama sem ser amado,
A solidão produz saudade doidíssima...
Mas quando a gente se mete a amar sozinho,
Abrem-se as janelas d’alma pra malvada amargura,
E ela/,essa vadia, se instala na gente, sem pena, sem dó!

E se a gente insistir em amar sem ser amado,
Sem ser querido, sem ser compreendido...
Aí é dá muita trela à inconsequente imprudência,
Que, por si só, desgasta muito o brio d’alma da gente!

Ah! Mas como não ser imprudente, insistente e inconseqüente,
Se a gente sempre está em busca de um  amor pra gente?!
Então, quem sabe se não vale a pena. demais da conta,
A gente ser só um pouquinho imprudente, hein?

Montes Claros (MG), 20-04-2014
RelMendes

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Vida humana? Ah/ ela é plena de vieses!



-A vida humana não é feita só de vitórias!
Ela/ a vida humana/ é feita/ também/ de perdas/
Sofrimentos/ encontros e muitos desencontros...
Portanto/o quanto possível/ vivamo-la/ plenos de agoras/
De conosco/ de convosco e/ sobretudo/degustando/
Alegremente/ à beça/os bons momentos/ por ela
A nós oferecidos/sem economias!

-Porém/ sem nos esquecermos/ nunca/
Que não escaparemos das perdas/ jamais/
Vez que elas/ as perdas/ são pontuais na vida de todos!
Entretanto/com sabedoria e paciência/ à beça/
Paulatinamente/ superaremos todos os lutos/ com os quais
Elas/ as perdas/ ferem-nos à alma/ sem pena nem dó!

-Mas /lembremo-nos que/mesmo nos momentos de tristeza/
A vida escore sem cessar/esplendorosamente/ bela! 
Então/ vivamo-la/ agradecidamente/à beça/sempre/
Sem desperdiçá-la com agruras intermináveis/ jamais!

RELMendes 24/03/2018


Tua faceirice derrama-se ao caminhares E esconde-se no lado esquerdo de nosso peito



-Oh/ tu que passas/ tão despercebida /a tudo/
Que nem a mim/ nem/tampouco/ às flores d’outono/vês/  
Nem/sequer/ao menos /ouves-nos a planger/aos prantos/
Ao teu deplorável descaso/ sem nenhum cabimento/
Saibas/ pois/ então:

- Eu/lamento/ por versos já não mais os ter/aos montes/
Para decantar meu amor / por ti/aos borbotões de paixão/
- Elas/ as flores d’outono/ lastimam/ por não aspirares/ deliciando-te//
Seus aromas inebriantes/exalados/ sem avareza alguma/
Para /tão-somente/perfumar teu caminhar/ quiçá/ suave/
- Embora/ por demais/ arrogante/ a nossos olhos! -
Mas bem o sabemos que assim o és /plena/
E se a ti/pouco te importa/ nossa plangência!. Que pena!
Mas/por favor/prossigas faceira sempre!  Sobretudo aqui/ no lado
Esquerdo de nosso peito/por ti/totalmente/ encantado/ sempre!

RELMendes – 03/03/2018



Um súbito Amor de Outono


(É / totalmente/ possível!)



Cá estou eu/ novamente/
A escarafunchar...por todos os lugares/
D’onde eu possa ter escondido
As sementinhas daquelas florzinhas
Que tanto as aprecio/ enormemente:
- Amores-perfeitos... – Miosótis...
- Margaridinhas campestre...
Porque é /Outono!/

-E/ porquanto/ a gente precisa enfeitar/
Às pressas/todas varandas da Vida/:
- Às das nossas casinhas aconchegantes/
E /sobretudo/às de nossas Almas/ carentes!...
-Pois/ em sendo Outubro
- A qualquer momento -/
 Pode ser que/ de repente/
O Amor venha nos visitar
Novamente! Quem sabe?

RELMendes – 07/10/2013

sexta-feira, 30 de março de 2018

Como seria bom enluarar-se novamente!


-A noite /aos poucos/ vai se achegando /enluarada/
E antes que ela/ a noite/ escureça/ em breu/ o céu/
A lua abelhuda/ por vezes/desponta cheinha/ à beça/
A clareá-lo /sem vergonhamente/ de luar/argênteo/
Para espantar a criançada das ruas/ enluaradas/
E acoitar /sem medida/as caricias/ apaixonadas/
Dos amantes...ensandecidos de amor/enluarado!

-Ah! Como seria bom/ se eu/ ainda hoje/ mente de menino traquina/
E minha patota/ sapeca/pudéssemos /novamente /ir às ruas/
Argentadas de clarão de luar/ a encantar-nos as mentes de crianças
A brincar / mais uma vez/de cutucar a lua/em chegada/lá encima /
Tal qual o fazíamos/ bem antigamente/às escondidas dos pais/
Até quase o alvorecer despontar no horizonte/ alhures!

RELMendes – 29/03/2018

terça-feira, 20 de março de 2018

Tributo à mulher Marielle do Brasil/mártir dos direitos humanos!



-Ao anoitecer/de anteontem/o rouxinol negro da favelal
Foi /covardemente/ abatido/por quatro balas /premeditadas
Por algozes perversos/ e não democratas/ por enquanto/
 Ainda não identificados.
Então/ele/ o rouxinol negro da favela/não mais lutará em prol
D e toda sorte de diversidade/que/ nesse agora/ campeia país
E mundão afora Que pena!

-Tudo isto atabalhoa-nos/a mim e a muitos/ à beça!
Ou aporrinha-nos/aos montes/tenha por certo!
Não que sejamos nós ranzinzas/ nem tampouco/
Impertinentes/ mas porque sentimos/ nosso mundo encantado/
Do faz de conta/plenamente desolado/aos pedaços/
Porque / ele/ o rouxinol negro/ da favela/Maré/
Tinha o dom de embevecer-nos/ de esperança!

-Mas /se ele/ nosso rouxinol negro/ da favela/Maré/
Não vem mais à luta em prol de tanta diversidade
Quer aqui / ou alhures/ mundão afora...
Como então/não nos avexarmos /sobretudo/
Com tantos percalços ou adversidade
Que/de repente/ povoam-nos o cotidiano?

-Ah/olhemos/ de esguelha/pra um lado e outro
Dessa vida/por vezes atribuladíssima/
Depois atravessemos o percurso /dado a nós hoje/
Fingindo estarmos confiantes/ não obstante
Tamanha banalização da perversidade/explicita/
Como a da execução da vereadora do Brasil/ Marielle/
O nosso rouxinol negro/ defensor /aguerrido/
Dos direitos humanos/por aqui/ nesse nosso país/
E / por decerto/agora/ do “orbis” inteiro/sem dúvida/
Porque se fez HISTÓRIA/ pra sempre/
Como mártir dos direitos humanos!

RELMendes 16/03/2018

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Quem ama/ de fato/ as flores/quiçá/até as colha/mas não as arranca/à toa/ jamais!


-A partir deste instante/ não escreverei mais nada!
Reverberem isto a todos/mas por favor,/sem lamurias/viu?
Porque/ a partir de hoje/dedicar-me-ei/ apenas/ou tão-somente/
 A amar as flores/a florir seus encantos/onde quer que desabrochem/
Pois até então/ eu não me detinha só em apreciá-las/
Mas//lamentavelmente/ apossava-me delas/sem pena/
Para meu próprio contentamento/ apenas!

--Mas de uns tempos pra cá/ eu só pretendo/ no imo de mim:
- Cultivá-las..onde for possível/aos montes/
- Contemplá-las...em seu encantamento/sem fim/
- Aspirar  seus perfumes a exalarem-se/sem limites/
Entretanto/ deixá-las-ei sempre lá/ em seus jardins/florindo/
Até concluírem o ciclo de seu encantamento/ pleno!

-Sabe o porquê/ dessa mudança/ estapafúrdia/ em mim?
Porque hoje/ eu/ simplesmente/ as amo!
Isto corrobora /deveras/ meu crescimento/ interior/
Pois quem apenas gosta/ainda não aprendeu a amar/
E/ porquanto/ persiste/enquanto vive/ em ser /apenas/
Uma egoísta criança/ mimada/ em busca do ter!


RELMendes – 23/02/2018

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Seres asilados é uma descompaixão absurda


Silêncios /gritantes /aos uivos/
Perturbam-lhes/ sem cessar/
Os seus dia a dia/totalmente/ vazios/
Sem lampejo algum de esperança real!

-Ausências /magoadoras/à beça/
Uivam-lhes/ n’alma carente/
Transbordantes de porquês/
Sem respostas algumas!

-Solidão /impertinente/pacas/
Cavalga-lhes o coração /choroso/
Sem sequer se dar conta de suas dores/
Doloridíssimas/ aos suplícios!

,-Melancolia /constante/sem pundonores/
Entedeia-lhes/ sem dó/ o cotidiano/estagnado/
Desconsiderando os sonhos que têm/ aos borbotões!

-Descompaixão/ irredutivelmente/escrota/
Cerceia-lhes o sonhar /dias alvissareiros/
Em que pudessem partilhar ternura/à beça/
Torna-lhes também/ hirtos/ face o pra quê tecer quimeras/
Se não têm/deveras/ como compartilhá-las/aos montes/
Com quem os deveria querer bem/ ou amá-los/muito!

-Aparte isso/saibam/ seus asiladores/ desalmados/
Que/eles/ o asilados/ sentem-se/totalmente/ nascidos/
-Desde que deram seus primeiros berros no proscênio da vida–
Para o imensurável espantamento do mundo/belíssimo/
Feito de convivências /carícias/ e partilha de amores/ sem fim!


RELMendes  18/01/2018