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domingo, 9 de maio de 2021

Há que se partir um dia

(quer se queira ou não)


-Nada se há que fazer

Ela, a morte, campeia, ultimamente,

Por aqui e lá acolá, também,

A ceifar-nos, sem pena, nem dó,

A quem se ama muito, ou á beça...

E, também, a quem se admira

Ao encantamento ...

 

Á ela, morte, pouco se lhe dá

A dor que nos arrebenta, aos frangalhos,

(quer por fora e por dentro, quando chega )

Nem, tampouco,a amargura, doida da perda,

Que nos corta o coração estraçalhado de saudades,

Quando de surpresa, ela, a morte, nos defronta

Face a face, para surrupiar-nos familiares

E  amizades queridas, sem nenhum

Constrangimento sequer!

 

-Nada se há que fazer

Senão viver com parresia o “carpe diem”

(Tão declamado pelos monges medievais)

Ó “carpe diem”, “carpe diem”...

Quão sábia é tua proposição

Sobre a passageira vida...e a inevitável morte...

Tanto para quem busca ávido, só as coisas do alto,

Quanto para quem refestela-se apenas, com as

Vaidades efêmeras desse nosso mundão!

 

-Nada há o que se fazer

Senão tê-la (a temida morte) como irmã

(Que nem o fez São Francisco de Assis...)

Vez que ela ( a morte) e a vida nos acompanham

Desde a nossa concepção no útero materno...

A diferença entre uma e outra é,  a “vida”

Tem tempo certo de desabotoar-se em Alegria,

E a outra, a morte, é sorrateira no seu chegar,

E sempre se desabotoa em profunda Tristeza!

Mas se a irmã morte é-nos inevitável, então,

Na medida do possível, engolamo-la, mas com

O todo o direito de estrebucharmos, aos berros,

Antes de dizermos até breve, a quem nos antecedeu

Nessa grande travessia: - da Morte!

 

RELMendes – 26/04/2021

 

 

 



quarta-feira, 31 de março de 2021

Mulher Mulher

 


-Mulher Mulher  

Quer avós, mães, tias, filhas...

És o que de melhor no mundo há!

Oxente, se Deus, algo melhor que tu, criou,

Tenha por certo, escondeu só pra “Ele”!

Mas num criou não viu? Pois “Ele” ao resolver

Ser um de nós – homem - não se fez de arrogado,

E quis ser gerada no útero virginal da Mãe Maria!

 

-Mulher Mulher...

Parabéns pra você

Quer sejas lá o que fores...

És o primor da criação

Que faz a vida fluir em amor.

És a pura flor da farinha

Que nem a doce e forte

Mãe Maria...

Alimentas o mundo de alegria,

Mesmo em tempos de dor doida...

 

-Mulher Mulher...

Parabéns pra você

Seja lá o que o valha

Pois o Criador de um rascunho

(Por “ELE” chamado Adão...)

Fê-la tu, ó Eva sapeca

Vez que curiosa á beça!

Mas, também,bendita Eva que a Deus

Fez retocá-la tim tim por tim tim.

E rebrotou-a Mãe Maria, (Nova Eva)

Da qual você, sem constrangimento,

Surrupiou-lhe tudo que no mundo há de bão:

- Ternura, - coragem, - força propulsora da vida

E, sobretudo amor, amor e amor de sobra, pra dar

Uma florescida onde não haja alegria...

 

-Mulher Mulher...

Parabéns pra você

Quer buchuda, magricela,vitalina, velha

Ou menina-mulher prestes a desabotoar-se

Mas sempre bela, uma linda a meu ver

Vez que companheira, pro que der e vier,

Corajosa á beça, empreendedora a rodo,

Enfeitadora do mundo, ás vezes em breu.

E quando ama e é amada...sustenta seu

Amado, carinhosamente,até nas horas

Da visita inesperada da malquerida miséria.

Isto ainda acontece por incrível que nos pareça!

 

RELMendes – 11/03/2021


terça-feira, 30 de março de 2021

Sussurros daqueles que se amam vida afora


-Passaram-se os anos...

-Passaram-se Primaveras...

-Passaram-se Verões,

-Passaram-se Invernos...

E enfim, chegamos ao Outono

De nossas longuíssimas vidas...

Simplesmente,amando_ nos, ao delírio,

Tanto quão nos amávamos no esplendor...

Ou frescor de nossas juventudes distantes...

Isto porque, no detrás desse amor,

Vínhamos cultivando a decisão de nos amar,

Para todo o sempre!

 

RELMendes - 27/03/2021

 


 

terça-feira, 9 de março de 2021

80 anos prestes a chegar 2º

(no dia 13/03/2021)



Segundo fragmento:

-Quem diria que estou prestes a chegar aos 80 anos  Se,por muitas vezes, estive dependurado na taba da berada?  Contar-lhes-ei mais alguns dos porquês dessa admiração: - Na adolescência, parafraseando o poeta amado,Mario Quintana,eu morava em mim mesmo, aliás sempre ,morei em mim mesmo (desde que me entendo por gente) com minhas saudades, meus sonhos,com o apito diário do trem a vapor (da velha MOGIANA) a avisar-me sua partida... ou da sua chegada àquela estação do povoado onde morava(Conquista MG)   (pura melancolia, misericórdia!)

-E, porquanto, o anelo imensurável de mandar-me daquela aldeiota... além de aumentar em mim, desmedidamente, estrebuchava, também, no imo de mim, (em meu Castelo Interior, como diria Sta Teresa D’Avila, a maior escritora da Renascença) a sussurrar-me, insistentemente, aos meus ouvidos : - Rapaz, vá-se embora em busca de teus sonhos, ora! Mas cá pra nós, só a partir de meus 14anos, comecei a dar minhas escapadelas,ás escondidas de meu pai, e sem suas expensas... (Concedidas, raramente, mas sempre com muita ojeriza e sovines  ) 

Então, em segredo, fui embrulhar balinhas numa fabriqueta, pra amealhar uns trocados, a fim de poder picar a mula dali, quando em férias escolares. Enfim, florescia-me em espertezas, a cada viagem que empreendia, sorrateiramente, á época:  - aprendi a pegar carona sem medo, estrada afora;   - fazia cara de cachorro faminto, pra angariar um prato de comida de alguma alma generosa pelas estradas; - assim, fui ao Rio (RJ) muitas vezes, e á Sampa, inúmeras, (casas das titias)... Acredita que eu estava lá em Sampa, quando de seu quarto centenário? Pois tava! 

-Mas só debandaria, mundo afora, definitivamente, após a conclusão do curso cientifico ( como, á época, era chamado o segundo grau.)  Como sempre morei em mim mesmo, tinha por hábito fazer de um tudo  e, ,porquanto,nunca furtei-me - como visita - em ser muito útil e,sobretudo proativo em auxiliar meus hospedeiros:

 - cozinhava;- lavava roupa;- faxinava a casa ou apartamento, e por ai vai... 

-Sabe por quê? Porque tem gente que se hospeda na casa dos outros, e não lava sequer o copo d’água, em  que bebeu! Ora, quando assim nos comportamos na casa dos outros,tenham por certo que passaremos,a partir de então, a ser, em qualquer abrigo, “Personas non gratae”, claro!  Esses que se arranchem lá na casa da puta que os pariu, pô!

-Bom, nesse mundo de hoje, onde a porteira do sexo se escancarou, É mais que óbvio que me questionem acerca de meus amores desse meu então, por demais curioso, que agora estou a narrar-lhes,né não? Claro, tive muito amores! Lembro-me, perfeitamente, do nome de todos eles ainda hoje: - “Marilia”...não a de Dirceu, mas a minha; - “Ana Flávia”,  minha doce sanfoneirinha; e por aí vai...  Gente, pra se roubar um beijinho da namorada, á época, era uma  façanha mais difícil que marcar um gol de placa em decisão de final de copa de futebol entre “Cruzeiro X Atlético”(MG). Mas se conseguia, sim! 

 E quando se obtinha êxito em tamanha façanha, com licença da palavra, a gente ia embora cambaleando de prazer, que nem um pato (ave) após copular com a pata (ave) no terreiro de um quintal qualquer. Já viram isto?  Quando não tínhamos êxito, lá íamos nós pras casas da “luzvermelhas”! Era algo cultural, próprio do machismo da época! Os pais incentivavam-nos a frequentá-las com muita assiduidade... Pois não queriam que seus filhos se“abaitolassem”  ( enviadassem)... e, no mínimo, fossem chamados, na aldeia, de maricas, e outros bullyings corriqueiros da época. Coisa, lamentavelmente, ainda muito em voga hoje em dia! “Eta qui quá!!  Mas sobrevivi!”

 

RELMendes – 14/02/2021

 

 

segunda-feira, 8 de março de 2021

80 anos prestes a chegar 1º

(em 13/03/2021)


Fragmento introdutório:
-Quem diria que eu chegaria aos 80 anos
-O que justificaria tanta admiração?
Ora! Porque para tanto: - caminhei pra mais de metros!
- Fiz estripulias e doidices que até Deus duvida!
- Vi coisas lindas, que inebriaram-me a rodo,
E outras, assombrosas, que arrepiaram-me os cabelos...
Até os do meu fiofó, com perdão da palavra!
Oxê, nem lhes conto que, por diversas vezes, estive
Dependurado na taba da beirada, viu?!
Mas sobrevivi!
 
-Quem diria que eu chegaria aos 80 anos
Se, por diversas vezes, estive dependurado na taba da beirada?!
Contar-lhes-ei alguns dos porquês dessa minha admiração:
Se, a pés em chão, busquei – na marra - alfabetizar meus sonhos.
(Enfim, os tempos eram outros, mentes curtas, pra chuchu, ou não?!)
Alfabetizei-os – os sonhos – pena que não do meu jeito, mas sob o
Julgo dos estereótipos arraigados, sem termo, á época, nas prepotentes
Mentes machistas dos de então. Penso que desconheciam a palavra  Diálogo vez que julgavam-se sabedores de tudo que era bom ou ruim,  Quer pra suas fêmeas, desempoderadas, quanto pra seus filhos, Totalmente, dependentes deles!
 
-Vide só o que fizeram comigo, em relação a isso dito acima:
- Quem disse a quem, que eu queria deixar o meu Ceará, Quem disse?
Se o que eu queria mesmo era ficar na “baixa da égua” ( praia do Mucuripe) a catar mariscos, pegar siris e alguns caranguejos, quiçá,  Capturar uns baitas camarões saborosíssimos, sentir a maresia a Passear em meu  corpo, franzino,e salgar-me em suas águas cálidas,  Não tão límpidas, nem, tampouco, verdes, quanto às das demais praias Que circundam o belo litoral do meu Ceará... Ora!
 
-Mas, inesperadamente, sem consultar-me - vez que, á época, criança  Não opinava em nada - abduziram-me do meu belíssimo torrão natal (a bela Fortaleza) e, sem mais, nem menos, levaram-me para uma Cidadezinha Qualquer do Triângulo Mineiro... (tem cabimento isso? Pena que o “ECA” estava longe de existir, ara!)
Ora, mas cá n’alma, fi-lo (assim teria dito Janio Quadros) como diria  Nossa amada “Cora Coralina”: - “removi pedras”, - “plantei roseiras”,  Engoli almeirão (margoso, viu?), - senti uma saudade da molesta do  Meu Ceará, mas sempre, sem titubear, constantemente, fingia-me de Moco pra não sucumbir jamais, ás muitas agruras diárias!
Mas sobrevivi!
 
RELMendes – 13/02/2021
 


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Ah se me amares!




-Se me amares...

-Se me quiseres...

-Se me encantares...

-Se me levares contigo...

(Sabe-se lá pra onde!)

Eu te direi ,ao pé do ouvido,

(Sussurrando ,sem cessar, sempre.)

Umas coisinhas ,tão salientes...

Que nos farão desfalecer de amor

Lá pelas bandas do sei eu lá aonde...

Quiçá, lá onde se escondam as sandices

Da paixão que, nem mesmo o resplandecer

Do novo dia,em chegada, as aquietarão...

Ah se me amares!

 

RELMendes – 15/07/2020

 

 


terça-feira, 26 de maio de 2020

O melhor veio com certeza de Nazaré


-Que bom, ó Natanael,
Que “ELE”, o Senhor “Jesus”,
Logo que te viu - embaixo da figueira –
Imediatamente te qualificou (- dentre todos nós –)
Como um verdadeiro varão Israelense?!

-Que bom, ó Natanael,
Que, estando eu a ler as “Sagradas Escrituras”,
 Encontrei-te extasiado a caminhar com “Ele”
Lá em Nazaré, sem nem imaginares que “Ele”
Era o tão esperado “Messias”, anunciado...por todo canto,
Pelos profetas ás gerações e gerações do povo de Israel!
-Que bom, ó Natanael,
Que com um humor quase sarcástico
Vez que sabias da má fama de Nazaré
Tenhas a galhofar perguntado a Felipe:
-- Por ventura, será que algo de bom
Pode vir  logo de Nazaré?

-Que bom, ó Natanael,
Que teu bom companheiro Felipe
(por “Ele” já seduzido primeiro)
Não hesitou em te retrucar ligeiro:
“Então, vem e vê tu mesmo, ó Natanael!”

-Que bom, ó Natanael,
Que não hesitaste em ir ver “O” melhor de Nazaré,
Pois só assim tiveste a felicidade de ouvi-lo dizer:
-- “Eu” te vi sentado embaixo daquela figueira ali,
Antes que Felipe te chamasse a ter comigo!”
E tu, ó Natanael, ficaste boquiaberto de espanto.

-Que bom, ó Natanael,
Que, após tão interessante revelação do Senho “Yeshua “,
Profundamente extasiado, logo sem hesitar, tu proclamaste
Tua linda profissão de fé: - “Senhor, tu és o Filho de Deus!

-Que glória, ó Natanael,
Que “Ele”,simplesmente, tenha querido...
De imediato, te revelar o mais resguardado
Segredo que por decerto, sem dúvidas, no Céu há,
Mesmo antes do dia em que tu irias lá contemplá-lo:
- Natanael, “ Veras o céu aberto e os anjos de Deus
Subindo e descendo, ao Filho Deus adorar!”

RELMendes – 02/01/2012

TEXTOS BIBLICOS UTILIZADOS:
- Jo, 1, 45-46
- Jr 20, 7

sábado, 28 de março de 2020

Eu e o Outono




-Hoje, simplesmente,
Vesti-me de outono,
(dos pés à cabeça) .
Entre mim e este dito cujo,
Sempre há rusgas...
ou até mesmo turras, á beça..
Por vezes, até às lagrimas!
Será por que hein?

-Pra mim, cá com meus cás,
O outono sempre me remete
Às noites de garoa fina e constante,
Em que eu e uma bela moça, de olhos verdes,
Caminhávamos," sem lenço nem documentos" ,
Pelas largas avenidas da “Pauliceia Desvairada”,
Fazendo, um ao outro, juras de amor eterno.
Então, ah, bate uma saudade danada...
Ou, quiçá, sem fim!

-Ah, outono, outono! Vai-te catar, seu cruel!
Ou então, cubra-me logo de saudades infindas
De um pretérito... ( tão distante e tão agora)
Que jamais hei de ousar, dele não me lembrar
Um só dia sequer, de todos outonos, que
Eu certamente ainda hei de viver !

RELMendes  - 26/03/2020

segunda-feira, 9 de março de 2020

Não me acabrunharei jamais



(com os percalços da vida... Ora! )


-Não, não hei de me acabrunhar jamais!

Nem que a ti não te apraza tanto
Por algum motivo inconcebível...
(ainda que, inconcebivelmente, torpe.)
Mesmo porque, quem se apoquenta muito
Com a vida alheia nada merece...
Senão uma baita carraspana nas fuças!
Então te cuides, seja lá tu, quem fores, viu?

-Não, não me acabrunharei jamais!
Porque tenho cá comigo ( bem claro)
Que só eu posso gerir, ou fazer florir...
O quê por essas plagas, o infinito
Pensou que eu pudesse tecer, as pampas,
(Sobretudo por esses rincões daqui)
Sem me estraçalhar pelo caminho.
Portanto, te cuides, seja lá tu, quem
Fores, viu?


RELMendes -.05/02/2020


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Palavras todas são belas


Nem todas! Nem todas!
Só quando se derramam
Dos lábios inspirados dos poetas
Ou dos olhos marejados d’água
Que sem falar dizem de saudade
Que sem dizer falam de ausências.

Pois no mais das vezes vazias
Sem nexo mesmo aos extremos
Quando regurgitadas das bocas
Daqueles que do escondimento
De si mesmos pobres de tudo
Só têm-nos a falar aos montes
De ostentação. Incenso dos tolos...
E nada além!

RELMendes – 06/11/2019


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Partilhar o pão é ser mais humano


-Farta-te, á beça!
Empanzina-te, aos vômitos!
Enquanto á tua porta ou mesmo
Em tua família, Lázaros imploram
Migalhas, sobejos, que de tua mesa,
Sempre farta,cairão, aos montes.

-Farta-te, á beça!
Empanzina-te, aos vômitos!
Bom mesmo seria que em tua fartança
Dias houvessem de partilha generosa
Do teu desperdiço com os indigentes
Pois, quiçá, assim,quem sabe, a sobriedade
    (assaz bendita)
Não te coroará de satisfação perene?!

-Farta-te, á beça!
Empanzina-te, aos vômitos!
Mas atenta-te... Pois esta bestialidade
Não é senão o imenso vazio da ausência
De algo que ávido, buscas, sem saber jamais,
Na verdade, o que tanto almejas vez que o que
Ávido buscas, a ti e a todos, deveras transcende!

RELMendes -13/11/2019

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Aquele que semeia colhe o semeado


-Quem semeia sabe do tempo
Bom de semear pra colher bem
Ora, se sabe!
Quem semeia sabe ou deveria
Atentar-se que colherá o plantado
Ah se colherá!

-Portanto...se lhes aprouver, ousam-me:
-Quem semeia amor espalhá-lo-á mundo afora
Vez que o colherá de sobra por sua boa semeadura.
-Quem semeia a paz conviverá em paz todos os dias,
Consigo mesmo e com todos ao seu redor e alhures.
-Quem semeia bondade disseminará benquerer
Aonde quer que ouse a pôr-se a montar sua tenda.
-Quem semeia humildade ( indubitavelmente)
Encantará até ao Criador (demais da conta)
Que dirá então aos demais viventes...com os quais
Por ventura ou desventura venha a conviver dia a dia.
-Quem semeia perdão colherá sua própria liberdade   
Vez que se desvencilhará sem dúvidas dos grilhões
Que o emaranha a seu magoador (tão odiado)
O qual no mais das vezes desconhece...totalmente,
Tê-lo algum dia magoado por algum motivo qualquer.
-Quem semeia alegria não há dúvidas colherá sorrisos
Que muito enfeitarão o jardim de sua vida a fluir.

-Eu só semeio singelos versins de amor sabia?.
E porquanto colho ternas palavras de carinho ao léu.
O que enche-me o coração de alegria, á beça,e aos ares
Conduzem-me a alma embriagada de felicidade.

Relmendes – 05/10/2019

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Das coisas que não se devia esconder


(Regalos do amor de uma vida inteira)

Será que a vida estabanou-se de vez?

Pô! Confunde-se, hoje em dia, tudo.
Pensa-se até ser amor a paixão fugaz.
Ah mas não é mesmo!
Não, não é não mesmo!
Quem duvidar que pergunte
A quem ama ou já amou á beça.

A paixão ah, é um arrebatamento
Inesperado desvairador passageiro
E eclode ou desabotoa-se incontrolável
A qualquer momento da vida. Sabia?!
A paixão é avassaladoramente imprevisível.
E nos surpreende em qualquer idade. Viu?
Entretanto passa! Não se pereniza jamais!

Amor decide-se. É determinação.
Não é fascinação aloprada.Jamais!
Nem fascinação passageira! Nunca!
Amor se tece com teias consistentes
De resiliência. Fiapos de benquerer resistentes.
Fragmentos de compreensão mútua cotidiana.
Filigranas – primorosas - de empatia diária.
Delicadezas bordadas de surpresas enternecedoras
A cada momento que se reencontra a quem se ama.
Punhados de ternura capazes de desfalecer...
A quem se ama de verdade ou sem medidas.

Amor é crença. Crença de se poder transformar
A rotina do dia a dia numa alcova de prazeres
Nãmporta o  estado d’alma em que se encontre.
Quem soube tecer um amor verdadeiro bem o sabe
O quão ele é perene vez que transpõe até os umbrais
Desconhecidos da eternidade sem fim....
Né não minha amiga Maria Cléo Mendes​ ?

RELMendes – 28/09/2019





sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Primavero-me todinho


(por qualquer coisinha)



Sempre que ouço
O reboliço da vida
A anunciar-me que
Ainda estou vivo...
Ah, imediatamente
Primavero-me todinho!

Sempre que vejo
O sol clarear o dia
Pelas vidraças da janela
Do meu quarto de dormir...
Ah,imediatamente
Primavero-me todinho!

Sempre que contemplo
Uma dália desabotoada
Bem ali em meu jardinzinho...
Ah, imediatamente
Primavero-me todinho!

RELMendes – 19/09/2019



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Vivemos tempos em breu


-Embotoados de esperanças
Foram meus dias tempos atrás...
Tempos não tão distantes assim
De todos nós que sonhávamos
Dias melhores pra todos nós viu?.

-Hoje encasularam-se os sonhos
E embernaram-se as alegrias...
Só não vê quem é totalmente cego.
Ou então quem teceu este tempo
De desesperança e tristezas!

-Então, enquanto os ventos da liberdade
Desviarem-se das rotas destas plagas
Só nós resta...embaixo destes céus.
E, sobretudo em cima de suas nuvens,
Proclamarmos ao mundo inteiro que...
Embora acuados por todos os lados aqui,
Perdemo-nos em desejos de que
A liberdade retorne logo, bem rapidinho,
Para que se possa novamente transbordar
De alegria constante e esperança num porvir
De justiça: - saúde, pra todos; segurança...
Sem violência em hipótese alguma;
Educação que nos leve ao dialogo profícuo
Que nos conduz a um discernimento maior
Em prol da felicidade de todos e de cada um  
E, sobretudo o espantamento imediato da fome
(de comida)
Que assola a olhos vistos as casas do nosso povo
Menos abastado não é de hoje.  


RELMendes – 05/09/2019


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Repensar a paisagem do agir


(É puro discernimento!)

-Pra quê tanta ostentação aos ares

Se jamais seremos tão belos
(ou mesmo quiça encantadores)
Quão o são os lírios do campo?

-Pra quê tanta bestialidade aos ares
Se só a bondade a gentiza e
Certamente a humildade (sem dúvidas)
É que sobremaneira encantam a todos
E desmontam até os intratáveis biltres?

-Pra quê enfim tanta afronta descabida
Aos “Céus” aos pobres e á diversidade
Se amanhã ou mesmo hoje ainda quiçá
Poder-se-á partir de repente  lá pras bandas
Donde só se leva apenas o que fomos
E nada mais além?

 RELMendes -21/08/2019




terça-feira, 20 de agosto de 2019

Se queres beijar. Que beijes.

 (Olha o bafo de jaratataca, viu?)

Ah, meu cheirinho de rosas...
Não sei se beijas bem ou não.
Isto a mim pouco me importa agora.
Só sei que gostaria muito de beijar-te.

Quero beijar-te...beijar-te ao delírio.
Mas longe de mim o desvario de
Forçá-la. Quero-te, caso queiras-me!
E queiras-me até o enjoo. Nunca ao nojo.
Mas logo hoje, não sei bem o porquê,
Esqueci-me dos chicletes.

Ah! Mesmo assim, se vieres
Dar-te-ei umas tantas bitoquinhas
(ainda que jararatatacosas)
E uns bons acochos.Ofegantes.
E quiçá nos contorçamos na relva
Dos prazeres até saciarem-se
Os meus e os teus desejos...

Relmendes -16/04/2019


quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Versejando Agosto



Versos, ah, não os faço nunca!
E se os fiz, “êta qui quá!” ,não fui eu
Quem os fez, tenha por certo.
Mas sim aquele vate atrevido,
(Estrambelhado, á beça, a meu ver)
Que em todos nós habita ou se instala
Bem lá no sagrado da gente...
( sem pedir licença)
E vez por outra ah, ele se estrebucha todo
Lá aonde a gente esconde sentimentos...
(a sete chaves)
E põe-se a espalhá-los ao léu.
(A boca miúda mesmo.)
Em forma de quaisquer versos.
Simplesmente isto, apenas!

RELMendes – 01/08/2019


sábado, 27 de julho de 2019

Ontem eu vi Celene


( A Karla de muitas artes)
Karca Celene 



-Kalimera a ti sempre ó Celene!

(Quer desperta ou silente
na lida dos teus versos!)

-Qual delas ah qual delas
Se tantas numa só são muitas?
Celene a feita de brejos
Pois no das “Almas”
Em amor fora concebida
Ou aquela desabrochada
Poema pleno de vida
Em Montesclariou
Nossa amada “Aldeia”
Onde seu primeiro Kalimera
Á vida ela aqui o dera?

-Kalimera a ti sempre ó Celene!
(Quer desperta ou silente
na lida dos teus versos!)

-Qual delas ah qual delas?
Aquela que de repente se espanta
E transpõe “Campos” e sobrevoa
Mares alhures doutras gentes
Pra inebriar-se de seus amanheceres
E pores de sóis deslumbrantes (á beça)
Ou quem sabe quiçá aquela que
Despretensiosamente (Por que não dizê-lo?)
Se dispõe a concluí-los  (modéstia a parte)
(Caso careçam eles de alguns retoques em suas belezuras)
Com o próprio esplendor que ela traz consigo ao sorrir
Posto que mulher-sertaneja de luz poemas poesias
Prosas e cenas teatrais ao clarão do luar deste Sertão
Sofrido mas robusto em Artes!

-Kalimera a ti sempre ó Celene!
(Quer desperta ou silente
 na lida dos teus versos!)

-Ah só sei que ontem eu vi Celene!
Qual delas ou qual das tantas creiam-me
Todas elas ao mesmo instante.
Pois sol a pino com graciosidade inenarrável
Adentrou Celene via telinha da tv á sala de estar
(De minha humilde vivendinha ...no bairro Esplanada,
Nessa linda Montesclarosmontesclariou)
Que nem um arco ires esfuziante de buniteza
Deixando-nos a mim e a todos que a viram
E a ouviram em entrevista dada boquiabertos
Ao cumprimentar-nos... embora já sol a pino,
Com seu adorável Kalimera (Bom dia grego)
Achado por ela á sua maneira sensível de ver
E sentir o sagrado do alhures no caso lá pelas
Bandas das distantes terras além mares e muitos ares
Das antigas Grécias das tantas “Sofias” que houve
 E hão de sempre o haver enquanto houver Celenes
A polvilharem suas “Sofias” mundo afora, quer
Em versos ou simplesmente em poesias...

-Porquanto Kalimera a ti sempre ó Celene
Escritora poeta mulher-sertaneja de muitas Artes
Deste amado Sertão Montes-clarence!

RELMendes – 26/08/2019